VISITE A IGREJA BATISTA REGULAR EBENÉZER

"A Igreja deve atrair pela diferença e não pela igualdade" C.H. Spurgeon

VISITE A IGREJA BATISTA REGULAR EBENÉZER
R. José Severiano Câmara, 244 - Centro - João Câmara/RN

TERÇA:.........................Sociedade Masculina -.................19:30hs.
..........................................Sociedade Feminina -...................19:30hs.
QUARTA:.....................Culto de Oração -.........................19:30hs.
SÁBADO:......................Projeto Boas Novas -..................15:30hs.
..........................................Culto da Mocidade -....................19:30hs.
DOMINGO:..................Escola Bíblica Dominical -..........08:00hs.
..........................................Culto Oficial -..............................19:00 hs.

Culto de Ação de Graças

28 de fev de 2013

VASOS QUEBRADOS E O OLEIRO


Como o vaso que ele fazia de barro se quebrou na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer.” Jeremias 18.4
Se você está sofrendo uma tragédia, um grande sofrimento, um sonho desfeito, um naufrágio de planos, uma mágoa profunda, uma infelicidade enorme, oro para ser capaz de ajudá-lo, por meio de alguns versículos bíblicos, a enxergar o quadro inteiro e a entender que Deus tem um plano em todos esses infortúnios e desditas. Oro para que Deus use essas experiências nas realizações dos propósitos dele em sua vida.
A surpreendente história do barro nas mãos do oleiro e dos vasos que foram moldados, construídos, despedaçados e depois reconstruídos, e remodelados para cumprirem o propósito do oleiro, apresentam uma mensagem de valor eterno a cada filho de Deus.
Nós somos o barro e Deus é o Oleiro. E como a Bíblia afirma, “[...] somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10).
Aceitamos com alegria o fato de que nosso Senhor é o Arquiteto, o Desenhista e o Construtor de nossas vidas.
Será bom termos um conhecimento abrangente da olaria mencionada pelo profeta Jeremias. O barro que o oleiro usa para moldar e criar os vasos não tem muita serventia quando é retirado do chão.
Ele é levado à olaria, e ali fica protegido das condições climáticas durante muitas semanas.
O material seco é guardado em contêineres e cobertos com água. 
Quando os torrões ficam moles, são amassados até se transformarem numa substância fina, pegajosa; depois, quando a massa fica completamente seca, o material plástico macio é trabalhado numa roda movida por pedal.
O barro, então, é guardado por seis meses, e neste tempo, desenvolve a plasticidade necessária para a modelagem dos vasos.
Muitas vezes, como no exemplo dado por Jeremias, os vasos ficam defeituosos, manchados ou são trincados “na mão do oleiro”. Então, precisam ser quebrados, remodelados, recuperados e refeitos.
A aplicação imediata do profeta é à nação de Israel, um povo que foi estragado e precisa ser reconstruído pelo Oleiro divino.
A mesma aplicação pode ser feita, de modo bastante apropriado, a cada um de nós. Se nossas vidas estão arruinadas, marcadas e quebradas, serão refeitas nas mãos do Oleiro. No processo de recuperação, temos de admitir que nada mais somos do que barro, e devemos nos entregar ao Oleiro, pois somente ele pode nos reconstruir de acordo com seu plano e modelagem perfeitos.
É muito importante observar que Jeremias disse que o vaso se “quebrou na mão do oleiro”. Mesmo enquanto atravessamos as experiências dolorosas, e os problemas parecem vir de outras fontes, como filhos de Deus estamos o tempo todo “na mão do oleiro”.
Deus sabe o que está fazendo ao permitir que sejamos quebrados, pois seus olhos vão sempre além de nossas experiências dolorosas, esmagadoras; ele enxerga dias melhores, dias de bênçãos infinitas, enquanto remodela nossas vidas de acordo com sua vontade perfeita!
Sabemos como isso resultou na história, nas vidas de muitos dos queridos filhos de Deus, cujo registro está na Bíblia Sagrada.
A força natural de Jacó foi quebrada, sua coxa ficou desconjuntada, para que ele percebesse sua necessidade de ser revestido do poder de Deus. 
Quando Moisés partiu a superfície da rocha em Horebe, Deus fez com que uma corrente de água fresca reanimasse o povo. 
Somente depois de sua saúde ter sido afetada é que Paulo pôde afirmar: 
De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte”. 2Co 12.9,10.
Jesus partiu os pães e os peixes, para abençoar e alimentar a multidão faminta. 
Maria quebrou o vidro caríssimo de alabastro, e a fragrância do óleo precioso permeou a sala como oferta de gratidão ao Senhor.
Creia-me, Deus usa pessoas que estão quebradas, e usa coisas que estão despedaçadas. O vaso quebrado!
Pense em como o nosso Senhor Jesus Cristo foi quebrado. Atente às palavras do profeta Isaías a respeito do sofrimento de Jesus, palavras escritas setecentos anos antes da cruz. Isaías descreve Jesus como Aquele que foi “desprezado”, “rejeitado”, “homem de dores”, “experimentado nos trabalhos”, “ferido”, “ferido de Deus”, “oprimido”, “moído”, “cortado da terra”, “esquecido”.
O salmista descreve Jesus como “um verme e não um homem”, “esvaziado”, “abatido”, “trespassado”.
Tudo isto aconteceu a Jesus quando “ele foi “ferido pelas nossas transgressões” e “moído pelas nossas iniquidades”.

Cada uma das profecias a respeito dos sofrimentos de Jesus foram cumpridas quando ele atravessou aquela noite de tortura no Jardim do Getsêmani e na cruz do Calvário.
Seu corpo quebrado, sangrando, sem vida foi retirado da cruz e sepultado no túmulo emprestado de José de Arimateia. E dias mais tarde, ao se encontrar com os discípulos naquela salinha, Jesus disse com segurança: “Olhem minhas mãos e meus pés, e vejam que sou eu mesmo; apalpem-me e confirmem; pois fantasmas não têm carne e osso, como vocês veem que eu tenho”.
Tomé duvidou que Jesus tivesse ressuscitado dos mortos. Mas agora, ao ver os sinais dos cravos nas mãos de Jesus e o ferimento da lança em seu lado, ele caiu a seus pés e exclamou: “Meu Senhor e meu Deus!”
Por que o Filho de Deus foi quebrado? Leiamos sua própria resposta: “Por isto vim ao mundo”. Ele sofreu para expiar nossa culpa e comprar nossa redenção.
Deveríamos nós que invocamos seu nome fugir do sofrimento por amor a Cristo? Deveríamos evitar o castigo aplicado pelo Senhor? Recusar-nos a ser quebrados como vasos estragados e deixar que o grande Oleiro nos conserte, refazendo-nos de acordo com sua vontade?
Será que entendemos mesmo que este é o propósito de sermos quebrados? Se não alcançarmos o padrão de Deus, e nossas vidas estiverem manchadas e marcadas pela desobediência e rebeldia, será que não entendemos que ser “quebrado na mão do oleiro” é o único método de Deus nos recriar à sua imagem e semelhança?
E lembremo-nos de que este quebramento só é manifestado a Deus por meio do coração partido, Davi exclamou: “O coração partido e contrito, tu nãos desprezarás, ó Deus”.
A disciplina de Deus é aplicada de várias formas — por meio do lar desfeito, dos reveses financeiros, fracassos empresariais, de traições de amigos, aflições, do sofrimento intenso causado pela perda de um ente querido. 
Quando a vida naufraga ou os sonhos se transformam em pesadelos e nossos planos mais estimados desabam, é hora de perguntarmos: “Estou sendo “quebrado na mão do oleiro?”
É tempo de agonizarmos na prestação de contas e confessarmos nossos pecados, dedicarmo-nos nova e completamente a Deus, sabendo que o “vaso quebrado” nas mãos do Oleiro pode ser remodelado, refeito.
Das ruínas da vida desfeita, e das mãos habilidosas, gentis e amorosas do Oleiro, emergiremos dos cacos do passado para um futuro glorioso e frutífero. Nosso futuro pode ser mil vezes mais abençoado quando nos tornamos um “vaso, conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer.”
A vida que foi esmagada pode ser uma bênção mais rica, assim como a rosa despedaçada exala sua fragrância.
O profeta Isaías orou: “Mas, agora, ó SENHOR, tu és o nosso Pai; nós, o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos” (64.8).
(Sword of the Lord)

Nenhum comentário:

Postar um comentário