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"A Igreja deve atrair pela diferença e não pela igualdade" C.H. Spurgeon

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Culto de Ação de Graças

18 de fev de 2014

Leitura Cronológica Anual da Bíblia (Mês 10, dia 18)

Mateus 12-15

Mateus 12

 (1) NAQUELE tempo passou Jesus pelas searas, em um sábado; e os seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas, e a comer. (2) E os fariseus, vendo isto, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer num sábado. (3) Ele, porém, lhes disse: Não tendes lido o que fez Davi, quando teve fome, ele e os que com ele estavam? (4) Como entrou na casa de Deus, e comeu os pães da proposição, que não lhe era lícito comer, nem aos que com ele estavam, mas só aos sacerdotes? (5) Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa? (6) Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo. (7) Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes. (8) Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor. (9) E, partindo dali, chegou à sinagoga deles. (10) E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados? (11) E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará? (12) Pois, quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por conseqüência, lícito fazer bem nos sábados. (13) Então disse àquele homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra. (14) E os fariseus, tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem. (15) Jesus, sabendo isso, retirou-se dali, e acompanharam-no grandes multidões, e ele curou a todas. (16) E recomendava-lhes rigorosamente que o não descobrissem, (17) Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: (18) Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz; Porei sobre ele o meu espírito, E anunciará aos gentios o juízo. (19) Não contenderá, nem clamará, Nem alguém ouvirá pelas ruas a sua voz; (20) Não esmagará a cana quebrada, E não apagará o morrão que fumega, Até que faça triunfar o juízo; (21) E no seu nome os gentios esperarão. (22) Trouxeram-lhe, então, um endemoninhado cego e mudo; e, de tal modo o curou, que o cego e mudo falava e via. (23) E toda a multidão se admirava e dizia: Não é este o Filho de Davi? (24) Mas os fariseus, ouvindo isto, diziam: Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios. (25) Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá. (26) E, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, pois, o seu reino? (27) E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam então vossos filhos? Portanto, eles mesmos serão os vossos juízes. (28) Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus. (29) Ou, como pode alguém entrar na casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa? (30) Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha. (31) Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. (32) E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro. (33) Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. (34) Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. (35) O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más. (36) Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. (37) Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado. (38) Então alguns dos escribas e dos fariseus tomaram a palavra, dizendo: Mestre, quiséramos ver da tua parte algum sinal. (39) Mas ele lhes respondeu, e disse: Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará outro sinal senão o sinal do profeta Jonas; (40) Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra. (41) Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é maior do que Jonas. (42) A rainha do sul se levantará no dia do juízo com esta geração, e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que está aqui quem é maior do que Salomão. (43) E, quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. (44) Então diz: Voltarei para a minha casa, de onde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e adornada. (45) Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e são os últimos atos desse homem piores do que os primeiros. Assim acontecerá também a esta geração má. (46) E, falando ele ainda à multidão, eis que estavam fora sua mãe e seus irmãos, pretendendo falar-lhe. (47) E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te. (48) Ele, porém, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? (49) E, estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; (50) Porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe.

Mateus 13

 (1) TENDO Jesus saído de casa, naquele dia, estava assentado junto ao mar; (2) E ajuntou-se muita gente ao pé dele, de sorte que, entrando num barco, se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia. (3) E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear. (4) E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na; (5) E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda; (6) Mas, vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz. (7) E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na. (8) E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta. (9) Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. (10) E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? (11) Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; (12) Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. (13) Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. (14) E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, E, vendo, vereis, mas não percebereis. (15) Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure. (16) Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. (17) Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram. (18) Escutai vós, pois, a parábola do semeador. (19) Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho. (20) O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria; (21) Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição, por causa da palavra, logo se ofende; (22) E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera; (23) Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta. (24) Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo; (25) Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se. (26) E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio. (27) E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu, no teu campo, boa semente? Por que tem, então, joio? (28) E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres pois que vamos arrancá-lo? (29) Ele, porém, lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. (30) Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro. (31) Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo; (32) O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos. (33) Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado. (34) Tudo isto disse Jesus, por parábolas à multidão, e nada lhes falava sem parábolas; (35) Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei em parábolas a minha boca; Publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo. (36) Então, tendo despedido a multidão, foi Jesus para casa. E chegaram ao pé dele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo. (37) E ele, respondendo, disse-lhes: O que semeia a boa semente, é o Filho do homem; (38) O campo é o mundo; e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno; (39) O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos. (40) Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo. (41) Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade. (42) E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes. (43) Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. (44) Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. (45) Outrossim, o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; (46) E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a. (47) Igualmente o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda a qualidade de peixes. (48) E, estando cheia, a puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora. (49) Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus de entre os justos, (50) E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes. (51) E disse-lhes Jesus: Entendestes todas estas coisas? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor. (52) E ele disse-lhes: Por isso, todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas. (53) E aconteceu que Jesus, concluindo estas parábolas, se retirou dali. (54) E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam, e diziam: De onde veio a este a sabedoria, e estas maravilhas? (55) Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? (56) E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto? (57) E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa. (58) E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles.

Mateus 14

 (1) NAQUELE tempo ouviu Herodes, o tetrarca, a fama de Jesus, (2) E disse aos seus criados: Este é João o Batista; ressuscitou dos mortos, e por isso estas maravilhas operam nele. (3) Porque Herodes tinha prendido João, e tinha-o maniatado e encerrado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe; (4) Porque João lhe dissera: Não te é lícito possuí-la. (5) E, querendo matá-lo, temia o povo; porque o tinham como profeta. (6) Festejando-se, porém, o dia natalício de Herodes, dançou a filha de Herodias diante dele, e agradou a Herodes. (7) Por isso prometeu, com juramento, dar-lhe tudo o que pedisse; (8) E ela, instruída previamente por sua mãe, disse: Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João o Batista. (9) E o rei afligiu-se, mas, por causa do juramento, e dos que estavam à mesa com ele, ordenou que se lhe desse. (10) E mandou degolar João no cárcere. (11) E a sua cabeça foi trazida num prato, e dada à jovem, e ela a levou a sua mãe. (12) E chegaram os seus discípulos, e levaram o corpo, e o sepultaram; e foram anunciá-lo a Jesus. (13) E Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades. (14) E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos. (15) E, sendo chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas aldeias, e comprem comida para si. (16) Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão; dai-lhes vós de comer. (17) Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. (18) E ele disse: Trazei-mos aqui. (19) E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão. (20) E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram dos pedaços, que sobejaram, doze alcofas cheias. (21) E os que comeram foram quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças. (22) E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco, e fossem adiante para o outro lado, enquanto despedia a multidão. (23) E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só. (24) E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário; (25) Mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, andando por cima do mar. (26) E os discípulos, vendo-o andando sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram com medo. (27) Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais. (28) E respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas. (29) E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus. (30) Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me! (31) E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste? (32) E, quando subiram para o barco, acalmou o vento. (33) Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus. (34) E, tendo passado para o outro lado, chegaram à terra de Genesaré. (35) E, quando os homens daquele lugar o conheceram, mandaram por todas aquelas terras em redor e trouxeram-lhe todos os que estavam enfermos. (36) E rogavam-lhe que ao menos eles pudessem tocar a orla da sua roupa; e todos os que a tocavam ficavam sãos.

Mateus 15

 (1) ENTÃO chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo: (2) Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão. (3) Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição? (4) Porque Deus ordenou, dizendo: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, certamente morrerá. (5) Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao pai ou à mãe: É oferta ao Senhor o que poderias aproveitar de mim; esse não precisa honrar nem a seu pai nem a sua mãe, (6) E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus. (7) Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: (8) Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. (9) Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens. (10) E, chamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi, e entendei: (11) O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem. (12) Então, acercando-se dele os seus discípulos, disseram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram? (13) Ele, porém, respondendo, disse: Toda a planta, que meu Pai celestial não plantou, será arrancada. (14) Deixai-os; são cegos condutores de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova. (15) E Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Explica-nos essa parábola. (16) Jesus, porém, disse: Até vós mesmos estais ainda sem entender? (17) Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora? (18) Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. (19) Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. (20) São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem. (21) E, partindo Jesus dali, foi para as partes de Tiro e de Sidom. (22) E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada. (23) Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós. (24) E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. (25) Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me! (26) Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos. (27) E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores. (28) Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã. (29) Partindo Jesus dali, chegou ao pé do mar da Galiléia, e, subindo a um monte, assentou-se lá. (30) E veio ter com ele grandes multidões, que traziam coxos, cegos, mudos, aleijados, e outros muitos, e os puseram aos pés de Jesus, e ele os sarou, (31) De tal sorte, que a multidão se maravilhou vendo os mudos a falar, os aleijados sãos, os coxos a andar, e os cegos a ver; e glorificava o Deus de Israel. (32) E Jesus, chamando os seus discípulos, disse: Tenho compaixão da multidão, porque já está comigo há três dias, e não tem o que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho. (33) E os seus discípulos disseram-lhe: De onde nos viriam, num deserto, tantos pães, para saciar tal multidão? (34) E Jesus disse-lhes: Quantos pães tendes? E eles disseram: Sete, e uns poucos de peixinhos. (35) Então mandou à multidão que se assentasse no chão, (36) E, tomando os sete pães e os peixes, e dando graças, partiu-os, e deu-os aos seus discípulos, e os discípulos à multidão. (37) E todos comeram e se saciaram; e levantaram, do que sobejou, sete cestos cheios de pedaços. (38) Ora, os que tinham comido eram quatro mil homens, além de mulheres e crianças. (39) E, tendo despedido a multidão, entrou no barco, e dirigiu-se ao território de Magadã.

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