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23 julho 2014

A Excelência do Ministério Pastoral!

Texto:             1 Timóteo 3:1 - ESTA é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.
Tema:              A Excelência do Ministério Pastoral!
INTRODUÇÃO
1)             O ministério pastoral é oficio de excelência.
V                Não como pensão alguns.
V              Que o pastor tem uma vida boa!
V              Não trabalha, só fica em casa.
2)             Este é um pensamento errôneo.
V              O pastor trabalha e muito.
V              Ele está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.
V              Ele lida com diversas situações.
V              Desde doenças, (emocionais, físicas, espirituais), a problemas de relacionamentos. (Interpessoais, conjugais.)
3)             Mas a excelência não vem destas coisas, o ministério pastoral é excelente pois é uma obra que é designada por Deus.
V              Excelente (kalov kalos) é uma palavra que Significa belo.
V              É a beleza que vem da harmonia, que surge do ajustamento simétrico na proporção correta, em outras palavras, da completitude harmoniosa do objeto em questão.
4)             Ela é excelente pois lida com a vida espiritual das pessoas.
5)             E pôr a obra ser de excelência o pastor deve compreender que:
OT.     Pôr a obra ser excelente o pastor compreende que:
I.              Deve Ter sua família por Excelência! (1 Tm 3.4-5 Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?))
A.           Seja o Sacerdote do seu Lar
1.             Sacerdote é o líder espiritual de sua família.
a.              É ele que vai dar o direcionamento para todos no seu lar.
b.             É ele que deve instruir as coisas espirituais para todos de sua casa.
c.              O marido é o responsável pela vida espiritual do seu lar.
d.             Sobre ele cai a responsabilidade até mesmo dos erros de sua esposa, e esse é o grande desafio de uma liderança espiritual.
2.             Cristo deve ser a Prioridade para sua família, (Mt 6.33 Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.)
a.              E é o Cabeça do lar que deve está instruindo para os membros da família.
b.             Ensinando aos seus filhos a buscarem a Deus.
3.             Nada irá prover sua família com tanto bem-estar, quanto o seu amor e devoção a Deus.
B.            Seja um Esposo Amoroso. (Col 3.19 Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não vos irriteis contra elas.)
1.             Como o marido deve amar sua esposa?
a.              Com um amor Sacrificial. (Ef. 5.25 Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,)
b.             Com um amor Zeloso (Ef. 5.26 Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,)
2.             O amor leva o marido a tratá-la com mais cuidado (1 Pe 3.7 Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações.)
a.              Entendendo suas necessidades.
b.             Entendendo suas fraquezas.
c.              Entendendo seu relacionamento com Cristo.
C.            Seja um Pai Dedicado. (1 Tm 3.4 Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia)
1.             Seja um pai presente mesmo que esteja ausente.
a.              Procure saber como está seus filhos.
2.             Você também tem de guardar um tempo para sua família, ou não terá mais nenhum tempo junto deles.
a.              Esteja certo de organizar sua vida e seu ministério de forma a garantir um tempo com sua família
b.             Eles precisam de tempo com você
c.              Tempo para brincar e para pequenos prazeres de estarem juntos pensando, meditando ou até mesmo lendo um bom livro.
3.             É importante que o pai esteja em casa investindo um tempo na vida familiar, e que abra mão dele, a menos e somente se houver uma emergência.
a.              Que você esteja em casa, com o único propósito de desfrutar de sua família, sem nada mais em sua agenda.
4.             Aproveite cada Momento com Seu filho para ensinar sobre o Senhor (Dt 6.4-9 - Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.)
OT.     Pôr a obra ser excelente o pastor compreende que:
II.           O seu Amor pelo Rebanho dever ser por excelência (Jr. 3.15 - E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência.)
A.           Porque Isso é Necessário
1.             Pois se não amarmos o nosso rebanho, seremos profundamente incapazes de exercer qualquer uma de nossas responsabilidades com o motivo apropriado.
a.              Tudo quanto fizermos será superficial.
b.             Um serviço mecânico de mero profissional.
c.              E nós não somos profissionais!
2.             O amor leva ao pastor a entender a importância de persuadir seu rebanho pelo amor.
a.              Isto irá capacitá-las a prestar mais atenção as suas exortações, tanto pública quanto privadamente.
b.             J. C. Ryle disse: “Uma vez que você tenha certeza de que alguém o ama, irá ouvir prontamente qualquer coisa que este alguém tenha a lhe dizer”
c.              Richard Baxter colocou esta idéia da seguinte forma: “Quando as pessoas vêem que você as ama sem qualquer pretensão, ouvirão qualquer coisa que você lhes disser e carregarão qualquer coisa que você colocar sobre elas”

Leitura Cronológica Anual da Bíblia (Mês 12, dia 23)

2ª e 3ª João / Judas

2 João

 (1) O PRESBÍTERO à senhora eleita, e a seus filhos, aos quais amo na verdade, e não somente eu, mas também todos os que têm conhecido a verdade, (2) Por amor da verdade que está em nós, e para sempre estará conosco: (3) Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco na verdade e amor. (4) Muito me alegro por achar que alguns de teus filhos andam na verdade, assim como temos recebido o mandamento do Pai. (5) E agora, senhora, rogo-te, não como se escrevesse um novo mandamento, mas aquele mesmo que desde o princípio tivemos: que nos amemos uns aos outros. (6) E o amor é este: que andemos segundo os seus mandamentos. Este é o mandamento, como já desde o princípio ouvistes, que andeis nele. (7) Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo. (8) Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes recebamos o inteiro galardão. (9) Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. (10) Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. (11) Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras. (12) Tendo muito que escrever-vos, não quis fazê-lo com papel e tinta; mas espero ir ter convosco e falar face a face, para que o nosso gozo seja cumprido. (13) Saúdam-te os filhos de tua irmã, a eleita. Amém.

3 João

 (1) O PRESBÍTERO ao amado Gaio, a quem em verdade eu amo. (2) Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma. (3) Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram, e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade. (4) Não tenho maior gozo do que este, o de ouvir que os meus filhos andam na verdade. (5) Amado, procedes fielmente em tudo o que fazes para com os irmãos, e para com os estranhos, (6) Que em presença da igreja testificaram do teu amor; aos quais, se conduzires como é digno para com Deus, bem farás; (7) Porque pelo seu Nome saíram, nada tomando dos gentios. (8) Portanto, aos tais devemos receber, para que sejamos cooperadores da verdade. (9) Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura ter entre eles o primado, não nos recebe. (10) Por isso, se eu for, trarei à memória as obras que ele faz, proferindo contra nós palavras maliciosas; e, não contente com isto, não recebe os irmãos, e impede os que querem recebê-los, e os lança fora da igreja. (11) Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus. (12) Todos dão testemunho de Demétrio, até a mesma verdade; e também nós testemunhamos; e vós bem sabeis que o nosso testemunho é verdadeiro. (13) Tinha muito que escrever, mas não quero escrever-te com tinta e pena. (14) Espero, porém, ver-te brevemente, e falaremos face a face.
15 Paz seja contigo. Os amigos te saúdam. Saúda os amigos por nome.

Judas

 (1) JUDAS, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados, santificados em Deus Pai, e conservados por Jesus Cristo: (2) Misericórdia, e paz, e amor vos sejam multiplicados. (3) Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. (4) Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo. (5) Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram; (6) E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; (7) Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. (8) E, contudo, também estes, semelhantemente adormecidos, contaminam a sua carne, e rejeitam a dominação, e vituperam as dignidades. (9) Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda. (10) Estes, porém, dizem mal do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem. (11) Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré. (12) Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; (13) Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas. (14) E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; (15) Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele. (16) Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse. (17) Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo; (18) Os quais vos diziam que nos últimos tempos haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências. (19) Estes são os que a si mesmos se separam, sensuais, que não têm o Espírito. (20) Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, (21) Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna. (22) E apiedai-vos de alguns, usando de discernimento; (23) E salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a túnica manchada da carne. (24) Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, (25) Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém.

DEVOCIONAL PARA HOJE 23/07/2014

VERSÍCULO:
    Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.  -- Mateus 16:15-16

PENSAMENTO:
   Não há outro nome abaixo do céu que pode nos salvar (Atos 4:12).  Devemos confessar Jesus diante dos homens, sabendo que quando fazemos isso, Ele nos confessará diante do Pai no céu. Jesus Cristo é o Filho de Deus, nosso Salvador e Senhor.  Talvez não saibamos toda a gravidade teológica atrás dessas palavras — afinal, Pedro não sabia quando ele confessou Jesus como o Cristo — mas podemos fazer um compromisso para conhecê-lO e segui-lO até saber mais.  Jesus pede que abramos nossos corações ao senhorio dEle e comecemos a jornada a um conhecimento e experiência mais plenos dEle.

ORAÇÃO:
   Deus Vivo de Santo Pai, acredito que o Senhor enviou Jesus como Seu Filho para me salvar. Confesso ao Senhor que quero que Jesus seja o Senhor da minha vida, porque acredito que Ele é seu Filho e meu Salvador. É através do Seu Filho, o Cristo prometido nas Escrituras, e em nome de Jesus que eu oro. Amém

http://www.iluminalma.com/dph/4/0722.html

22 julho 2014

RESENHA – “PREGAÇÃO & PREGADORES” – D. MARTYN LLOYD-JONES

Ao término da leitura “Pregação e Pregadores” ajoelhei e supliquei a misericórdia de Deus sobre minha vida. O quão distante a igreja está do nível de pregação e estilo de Lloyd-Jones. Posso englobar “pentecostais e tradicionais”. Lloyd-Jones era de linha calvinista e por isso muita das vezes parei a leitura para pensar: “Já não se faz calvinistas como antigamente”. Quanto equilíbrio! Fervor junto da eloquência – Piedade com intelectualidade. 
Como iniciante na arte da exposição das Escrituras, tenho ainda muita dificuldade em preparar um sermão. Uma dificuldade ainda maior é de anuncia-lo de forma clara e organizada. Como esta obra me ajudou e colocou minha organização, desde o esboço, até a exposição, no prumo. Deus foi bom comigo por me apresentar esta obra. Por isso recomendo a todos e “gasto” meu tempo em escrever a respeito, encorajando aqueles que foram chamados para expor todo o “conselho de Deus” aos homens. Creio que tal obra é leitura obrigatória a todo pregador que ama a Palavra de Deus e deseja prega-la de forma fidedigna.
Preciso ser sincero quanto ao “prefácio da edição em português”. Com todo respeito ao Pr. Josafá Vasconcelos -, arrazoando seu escrito, julgo que ficou aquém do conteúdo do livro. Principalmente por chamar Charles G. Finney de pelagiano. Creio que o exagero maculou o prefácio e por isso não posso dizer que tal tem muito haver com as dicas preciosíssimas de M. Lloyd-Jones.
A obra é divida em 16 capítulos. Vou tratar objetivamente a respeito de cada um para que o leitor seja aguçado a mergulhar no estudo completo desta riquíssima obra. 

CAPÍTULO 1 – A PRIMAZIA DA PREGAÇÃO

O capítulo aborda a pregação sendo o “maior e a mais gloriosa vocação para alguém ser chamado”. Transcende o discurso metódico através de meios ou técnicas. A pregação não pode ser mecânica - nem tão pouco se trata de oratória. Pessoas previsíveis não passa confiança pela sinceridade que transmitem a Verdade de Deus. O capítulo aborda também os temas: “Grandes pregações sempre dependem de grandes temas. Grandes temas sempre produzem grandes discursos em qualquer campo; e, de fato, isto é particularmente veraz, como é óbvio, no campo da igreja”.
O Dr. afirma que a pregação não se trata de uma palestra ou ensaio. Por mais que pareça agradável a mente dos intelectuais este tipo de abordagem nas ministrações, não é para Deus, pois a pregação foi constituída para alimentar as almas e não a mente. Por conta deste método, Lloyd-Jones diz que “à medida que a pregação declina, o aconselhamento pessoal aumenta”.
O Dr. Também aborda o “evangelho social”. Trata da importância da igreja no contexto social, todavia, é necessário tomar cuidado para não transformarmos a igreja em uma ONG e a mensagem em Alto-ajuda. Lloyd-Jones diz: “A igreja não é uma organização ou instituição social, não é uma sociedade politica, não é uma sociedade cultural, é ‘coluna e baluarte da verdade’”.

CAPÍTULO 2 – NÃO HÁ SUBSTITUTOS

Não há atividade mais importante no culto do que a ministração da Palavra. Não há substitutos. O púlpito precisa estar no centro do culto e da igreja. Lloyd-Jones ratifica a importância dos que foram designados por embaixadores do Reino. Sua mensagem principal é a reconciliação de Deus com os homens. O homem é rebelde por natureza, desviado desde o ventre. O papel do embaixador é tornar-lhe isso conhecido.
Ainda que haja ajuda da psicologia e das ciências para que de algum modo posso suavizar a dor e o problemas da vida, ainda sim, o Evangelho é o único remédio eficaz, pois o levará para a eternidade. Lloyd-Jones argumenta que a pregação tem uma posição primordial, pois a verdadeira pregação aborda os problemas pessoais. Por isso ela não deve ser suprimida pelos aconselhamentos.

CAPÍTULO 3 – O SERMÃO E A PREGAÇÃO

Pregar não é debater. Ele argumenta que não podemos pregar por porfia nem tão pouco para ostentar intelectualidade. A grande maioria dos debates promove o debatedor e nunca a Cristo. Muitas das vezes Lloyd-Jones se recusou a participar de debates e acerca disso: “Debater sobre o ser de Deus de maneira casual, assentados confortavelmente em uma poltrona, fumando um cachimbo, um cigarro ou um charuto - isto é para mim algo que jamais deveríamos permitir, porque Deus, conforme venho dizendo, não é uma espécie de conceito ou X filosófico”. Ele ainda diz: “Nunca devemos nos aproximar desse tema de maneira leviana ou com mero espírito de debate; além disso, esse tema jamais deve ser considerado assunto [pregação] para entretenimento”.
A pregação não se trata de um ensaio moral ou alguma espécie sobre princípios éticos. É algo que transcende o entendimento humano. É a mensagem dada por Deus: “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi”. Lloyd-Jones diz que é “isso que determina a mensagem ou o sermão como tal”. D. Martyn ratifica o papel de um embaixador dizendo ser “alguém enviado para falar em lugar de outrem. Ele é o porta-voz de seu governo, de seu presidente, de seu rei ou imperador ou de qualquer outra forma de governo que, porventura, exista em seu país”.

CAPÍTULO 4 – A FORMA DO SERMÃO

O Dr. Começa propondo neste capítulo que precisamos entender a relação existente entre teologia e pregação. A pregação deve sempre ser teológica. É impossível preparar um esboço sem pensar em Deus. Até mesmo a pregação evangelística precisa ser teológica. Tudo precisa estar alinhada com a Sã doutrina para não darmos comida estragada a pessoas. Pensar em Deus, de modo simples, também é fazer teologia.
Outro ponto também que ele aborda é que muitos falam belas coisas do Evangelho; demonstram o quão maravilhoso ele é. Todavia, precisamos pregar o evangelho e não pregar a respeito do evangelho. Lloyd-Jones diz que “o evangelho é maravilhoso, é digno de elogios, mas esta não é a tarefa primordial do pregador. Ele deve apresentar, declarar o evangelho”. E de fato muitos pregadores têm caído nesta armadilha, principalmente aqueles que tende a “poetizar a mensagem bíblica”.
Um sermão não é um ensaio e nem tão pouco uma palestra. Também não é um comentário expondo o significado de um versículo. Lloyd-Jones diz que “o que faz um sermão ser um sermão é que tem forma especifica que o diferencia de tudo mais”. Ao expor as Escrituras precisamos mostrar que não estamos tratando de um assunto acadêmico ou teórico, mas de algo vital para os ouvintes e que eles ouçam com todo seu ser, e isso ajudará a vivê-los.
Mesmo sendo iniciante, nestes poucos anos de experiência, posso afirmar com certeza que, até hoje, não pude experimentar tarefa mais difícil e trabalhosa do que pregar a palavra de Deus. Ser simples sem ser simplista é o maior desafio de todo pregador diante dessa solene incumbência.

CAPÍTULO 5 – O ATO DA PREGAÇÃO

Neste capítulo do Dr. aborda aquilo que pra mim é a parte mais importante na integridade da mensagem e a qual tenho maior dificuldade: “A entrega do sermão”, ou seja, o “ato de pregar”. Sermão é aquilo que escrevemos; pregação é aquilo que falamos. Os dois precisam estar muito bem alinhados.
O pregador deve constantemente lembrar que ali ele se encontra para “declarar” a mensagem de Deus e que pelos céus foi revestido de autoridade. O pregador precisa preparar o seu sermão com toda diligencia, contudo, não deve ficar preso a ele. Precisa estar livre no sentido da inspiração do momento. Lloyd-Jones traz um fato muito importante e ao mesmo tempo interessante: “Uma das coisas mais notáveis sobre a pregação é esta: descobrimos frequentemente que as melhores coisas ditas pelo pregador são aquelas que não foram premeditadas; aquelas sobre as quais ele não havia pensado durante a preparação do sermão, mas que lhe são dadas enquanto está no processo de falar e pregar”.  
Ele aborda também a importância da pregação “fervorosa”: “O pregador jamais deve ser monótono, nunca deve ser enfadonho; ele nunca deve ser o que se chama de ‘cansativo”. Lloyd-Jones ainda diz “como pode ser monótono um homem que trata desses assuntos? Quero dizer que um ‘pregador monótono’ é uma contradição; se ele é monótono, não é um pregador. Pode subir a um púlpito e falar, mas certamente não é um pregador. Ante o grandioso tema e mensagem da Bíblia, a monotonia se torna impossível”.
Ele aborda também o amor que o pregador precisa ter para com os seus ouvintes. Trata do elemento da “empatia e emoção”, dizendo ser extremamente vital para com expositor das Escritas. Uma frase dita pelo Dr. me chamou a atenção; parece que ele estava falando a muitos pregadores atuais dos dias de hoje. Ele diz que empatia e emoção são escassas em grande parte dos irmãos reformados. Ele continua argumentando: “Somos tão eruditos, dominados profundamente a verdade, que tendemos por desprezar os sentimentos. As pessoas comuns, pensamos, são emocionais e sentimentais, mas não têm qualquer compressão”.

CAPÍTULO 6 – O PREGADOR

O Dr. Martyn Lloyd-Jones aborda este capítulo com muita propriedade, por ter ele abandonado sua carreira de médico para se dedicar em tempo integral a pregação do evangelho. Ser pregador não algo dado pelos homens. É vocação dada por Deus. O ato de pregar em uma congregação não está aberta a todo homem. Ele informa que a chamada para o ministério da pregação veem pela conscientização no espírito onde todo o assunto é dirigido para o tema da pregação.
Diz que este chamado [o de pregar] “é algo do que nos tornamos conscientes, e não algo que realizamos; é colocada sobre nós, apresentada a nós e quase que constantemente reforçada por nós”.  “A característica deste chamado é que inclui o interesse pelo próximo, a preocupação pelos outros, a percepção de que se encontram em estado e condição de perdidos, bem como o desejo de fazer algo por eles: anunciar-lhes a mensagem e apontar-lhes o caminho da salvação”.
O Sr. Spurgeon costumava dizer aos jovens: “Se vocês podem fazer outra coisa, faça-o. Se podem ficar fora do ministério, fiquem fora do ministério”. Ele disse isso porque aquele que foi realmente chamado não consegue deixar de pregar a Cristo crucificado. “O elemento principal de todo pregador é o amor a Deus, o amor às almas, o conhecimento da verdade e a habitação do Espírito Santo em nós. Estas são as coisas que constituem um pregador”, diz Lloyd-Jones.

CAPÍTULO 7 – A CONGREGAÇÃO

Este capítulo aborda a importância do pregador em conhecer os seus ouvintes. Tornou-se um grande desafio ao pregador para expor a Bíblia nos dias de hoje, já que o homem moderno não está muito disposto a ouvir longos sermões. Como disse certo escritor: “O mundo está mais carente de bons ouvintes do que de bons pregadores”.
O cuidado em pregar o evangelho ao invés de querer impressionar os intelectuais é abordado neste capítulo. O Dr. traz várias fatos e experiências ocorridas ao longo de sua vida ministerial. Ele usa as palavras de Martinho Lutero para trazer luz a este contexto: “Um pregador deve ter a habilidade de ensinar de maneira mais simples, completa e clara àqueles que não têm boa instrução; porque ensinar é mais importante do que exortar”. E ainda nas palavras de Lutero, diz: “Quando prego, não levo em conta nem doutores nem magistrados, dos quais tenho mais de quarenta na minha congregação. Toda a minha atenção está focalizada nas empregadas e nas crianças. E, se os eruditos não estão satisfeitos com o que ouvem, bem, a porta está aberta”.
D. Martyn Lloyd-jones diz que “não existe maior erro do que pensar que precisamos de um evangelho diferente para pessoas especiais”. Este é o senso que o pregador precisa ter, que “não pode haver intelectual ou não-intelectual, ou operário, ou profissional liberal, ou qualquer outro tipo de pessoa. Somos todos iguais no pecado, no fracasso, no desespero, na necessidade que todos temos do Senhor Jesus Cristo e de sua grande salvação”.
Ele aborda também da necessidade de cuidarmos do “fraco na fé”, não pisoteando sua consciência, mas antes o ajudando sem discutir assuntos controversos.

CAPÍTULO 8 – O CARÁTER DA MENSAGEM

Este é o assunto onde Lloyd-Jones trata do relacionamento entre o pregador e os seus ouvintes. A importância da transmissão da mensagem onde possa ser compreensível sem muita dificuldade. Um grande conselho é dado aos jovens pelo Dr.: “A falha principal de todo pregador jovem consiste em pregar conforme gostaria que os ouvintes fossem e não conforme eles realmente são”. Gostam de expor as biografias de santos do passado e utilizar dos ensinos dos pais da igreja e dos reformadores. O que também é muito importante. Todavia, o povo é muito mais simples do que pensamos. É preciso pregar ao coração antes de preocupar-se em pregar para a mente.
A mensagem deve ser preparada e anunciada por aquele que a sentiu primeiro. Não importa qual caráter seja. Até um sermão evangelístico, se um crente, ainda que esteja por muitos anos no evangelho, caso ouça um sermão evangelístico e não se sente emocionado ou comovido, Lloyd-Jones diz que desconfia seriamente para saber se tal realmente é um crente. A mensagem precisa queimar em nosso coração para depois queima-la o coração das pessoas.
Lloyd-Jones ainda trata do zelo intelectual exagerado: “O evangelho não visa meramente ao intelecto; e, se a nossa pregação sempre for expositiva, [somente] para a edificação e o ensino, isso produzirá membros de igreja apáticos, frios e, com frequência, insensíveis e auto-satisfeitos. Desconheço outra coisa que mais provavelmente produzirá uma congregação de fariseus”.
O Dr. também trata neste capítulo a respeito da acústica. Ele diz que mais essencial em um templo bonito é ter boas propriedades acústicas.

CAPÍTULO 9 – O PREPARO DO PREGADOR

Este é momento de estudo do “pregador”, ou seja, a “pregação”. O pregador não tem feriado nem descanso. Sua mente não tira férias. Constantemente pensamentos e dizeres das Escrituras alimentam sua mente montando por si seu próximo sermão. O pregador precisa manusear bem a Palavra da Verdade, pois o Espírito Santo lhe trará a lembrança daquilo que ele já estudou e meditou. Ele ainda diz “que há muitos perigos na vida de um ministro. Diferentemente de homens ocupados em profissões e negócios, o ministro não está necessariamente limitado a horários e outras obrigações sociais, nem a condições de seu controle”. Por isso que o pregador em tempo integral precisa redobrar o cuidado para com sua disciplina.
Ele traz alguns conselhos e sugestões para o pregador. Em como se preparar; do que lê; como lê e os horários de leituras específicas. “Em tudo isso, literamente falando, o pregador tem de lutar pela própria vida, neste sentido”, diz Jones. O pregador precisa conhecer a si mesmo e a sua estrutura física. Cada um tem sua rotina e seus horários em que se é mais produtivo.
É preciso tempo de meditação, oração e estudos [sistematizados]. Llody-Jones aconselha os pregadores que façam leituras e estudos mais complexos pela manhã, deixando o devocional e a leitura mais simples para o período da noite para relaxar e ter uma boa noite de sono.
Ele diz que o pregador jamais deve ler a Bíblia somente para achar textos o qual possa apoiar sua exposição. Antes, precisa ler a Palavra de Deus para si, para o alimento de sua alma. Uma dica valiosíssima, Lloyd-Jones nos transmite por este livro: “Quando você estiver lendo as Escrituras dessa maneira [como seu alimento] – sem importar se lê pouco ou muito – se algum versículo destacar-se, pretendendo a sua atenção e arrebatando-o, não continue lendo.  Pare imediatamente e lhe dê ouvidos. Ele estará falando com você; portanto, escute-o e fale com ele. Interrompa a leitura imediatamente e concentre-se sobre a declaração que tanto o impressionou. Continue fazendo isso até que surja o ‘esqueleto’ de um sermão. Este versículo ou declaração falou com você, sugeriu-lhe uma mensagem”.
Por fim ele nos adverte da importância em cuidar de nossa estrutura física e principalmente de nossa mente. Ele diz que “é conveniente que a mente não seja por demais estimulada e exercitada, antes de nos recolhermos ao leito, se quisermos evitar a insônia”. Adverte que o “homem que se mostra muito tenso e sobrecarrega sua mente, não demorará a cair em dificuldades. Precisamos dar alívio e repouso à mente. Entretanto, aliviar a mente não significa que você deixará de ler, e sim que lerá algo diferente”. Uma mudança de leitura é uma ótima folga para a mente.
Ele cita como Karl Barth relaxava sua mente para pregar ou escrever: pelas manhãs ele ouvia Mozart. Alguém por isso repreendeu Lloyd-Jones, creio que por não conhecer o valor da música e de como ela nos relaxa. Sua resposta foi: “Barth não buscava em Mozart pensamentos ou ideias, mas Mozart fazia algo por ele em sentido geral. Mozart o colocava em bom estado de espírito, fazendo-o sentir-se feliz em sua alma. Mozart o liberava, deixando-o à vontade para pensar os seus próprios pensamentos”.

CAPÍTULO 10 – A PREPARAÇÃO DO SERMÃO

Este capítulo aborda a diferenciação entre “pregação” e “palestras”, “ensaios” e “ensinos”. Llody-Jones endossa que o pregador deve ser espontâneo e fale o que o Espírito lhe disser. Ele apreciava em muito os catecismos, contudo, não acreditava na pregação deles. Dizia que “os catecismos foram produzidos por homens, cujo intuito era enfatizar certas coisas, em sua situação histórica peculiar, em contraposição a outros ensinos ou atitudes específicos”.
Também não gostava de pregação em séries, capitulo por capitulo. Dizia ele ser isso um “atrevimento”. Ele cita C. H. Spurgeon que “o pregador não devia pessoalmente tomar essa decisão [de antecipar o que iria pregar], e sim que devia orar, pedindo orientação e direção da parte do Espírito Santo, para em seguida submeter a Ele”. O Dr. não condenava alguém assim que o fizesse, mas não era sua prática. Ele preservava a “Liberdade do Espírito”, expressão esta citada pelo “Príncipe dos Pregadores”, C. H. Spurgeon.
Precisamos aproveitar todas as oportunidades para proclamar a Cristo, e isto em tempo e fora de tempo. A respeito da pregação engessada na liturgia ou que foi predeterminada antes do dia de transmiti-la, Lloyd-Jones diz: “se você não pode ser desviado de uma rotina mecânica por meio de um terremoto, não há esperança para você”.
Sua advertência foi também em ser fiel ao texto e ao seu sentido. Terminando o capítulo posso concluir com aquilo que o Lloyd-Jones diz: “A tarefa do pregador consiste em persuadir e ensinar as pessoas a ‘aceitarem a verdade’, afastando-as do que é falso, mas não jogando sobre elas a verdade. Assim, ele deve estar ajustando continuamente, à medida que toma consciência da mudança das condições”.  

CAPÍTULO 11 – A ESTRUTURA DO SERMÃO

Lloyd-Jones inicia o capítulo: “Havendo descoberto a mensagem e o significado principal do texto, você deve prosseguir e afirmar isto em seu contexto e aplicação atual”. Ele trata de que não há um único método para estruturar o sermão. Mais importante em estruturar um sermão é de transmiti-lo. Por isso que a estrutura é importante, não para embeleza-lo na forma literária, mas em facilitar o trabalho do pregador em aplica-lo ao coração da congregação.
Um sermão consiste de vários pensamentos dados no decorrer dos dias. Por isso é importante anotar tudo o que o ajudará a iluminar a verdade na cabeça dos ouvintes. Cada um tem seu estilo. Um gosta de escrever o sermão na íntegra. Outros preferem um esboço, elaborando os principais tópicos a ser tratado. Spurgeon era um dos que não escrevia sermões; ele somente preparava e usava um esboço.
Jonathan Edwards por muito tempo escreveu seus sermões. Depois de algum tempo, passou a rabiscar algumas poucas notas. Lloyd-Jones define “o sermão não sendo uma simples coletânea de afirmações; ele tem qualidade, forma, totalidade”. A boca fala do que está cheio o coração. O pregador deve se preparar, todavia, precisa ter equilibro na qualidade literária. Lloyd-Jones diz que “a preocupação com a forma literária, se não for algo criteriosamente disciplinado, pode conduzir facilmente a um estilo primoroso e artificial, que pode arruinar a verdadeira pregação”.  

CAPÍTULO 12 – ILUSTRAÇÕES, ELOQUÊNCIA, HUMOR.

A ilustração dentro do sermão tem o objetivo de fixar conceitos que o pregador quer transmitir a congregação. Podemos usar ilustrações baseados em textos da própria Bíblia. A Escritura é composta de poesia, histórias e narrativas, epístola e provérbios de sabedoria, nos dando assim a oportunidade de tiramos o que temos do bom tesouro. Todavia, precisamos tomar cuidado com o excesso e de como vamos utilizá-las.
Outro fator importante abordado pelo Dr. é a eloquência. Ele diz que nenhum homem deve tentar ser eloquente. “Não somos estaditas ou outros profissionais que precisam de tal técnica”. Se Deus lhe conceder tal dom, assim será e grandemente será usado por Deus. Todavia, esse não pode ser um desejo do pregador. Isso precisa vir naturalmente! Assim aconteceu com Paulo-, ele “não usava de palavras de sabedoria humana”. Mas ao expor a doutrina, de forma natural, se tornava eloquente.
O humor também ocupa um papel fundamental na pregação, principalmente para aproximar os “antipáticos” ao pregador até então odiado. Certamente com muito equilibro ele [humor] terá o seu papel fundamental no momento de transmitir a mensagem e torna-la “aceitável”.

CAPÍTULO 13 – O QUE EVITAR

Um dos pontos que me chamou a atenção neste capítulo foi de “evitar” anunciar de antemão o tema que será ministrado no culto [não em palestras ou estudos]. Particularmente tinha esse hábito, mas o Dr. me convenceu que é errado [quando constante]. Ele diz que essa situação estimula um pseudo-intelectualismo e uma tentação no ouvinte de ser seletivo em qual culto ele deve ir ou não para satisfazer e ouvir conforme a sua necessidade.
Ele também adverte acerca do formalismo. Em uma exortação, Lloyd-Jones diz “quão diferente seria o estado das nossas igrejas se todos nos mostrássemos tão preocupados em ser ortodoxos em nossas crenças como o somos em nossa conformidade com as ‘coisas a fazer’ e com as ‘coisas feitas’ nas igrejas”.
É necessário também se prevenir do profissionalismo. O profissional olha para si; o outro é apenas uma oportunidade de negócio. O pregador precisa evitar o anseio de ser reconhecido. Por isso precisamos vigiar nossos pontos fortes, naquilo que “somos bons”, para não cairmos na armadilha mortal da soberba. Loyd-Jones nos receita um grande remédio para isso: “A melhor maneira de refrear qualquer tendência ao orgulho – na pregação ou em qualquer outra coisa que possamos ser ou fazer – consiste em ler, no domingo à noite, a biografia de algum grande santo de Deus”.
Precisamos evitar o excesso de compreensão das pessoas que nos escuta. “Somente uma em cada doze pessoas de sua congregação é realmente inteligente”, diz Lloyd-Jones. Por isso devemos evitar também assuntos polêmicos. Este tipo de abordagem tem os seus lugares específicos, talvez na academia, contudo, na pregação, devemos alimentar o rebanho. Jesus morreu também pelo simples e pelo de pouca instrução. Certamente seremos cobrados por não ter dado água nem alimento aos pequeninos que ele amavelmente os salvou através da sua morte.

CAPÍTULO 14 – APELANDO POR DECISÕES

O Dr. aborda os cuidados que devemos ter na liturgia do culto. Em especifico ele trata do ministério de louvor. Como os ministros de louvor são tentados a caírem no laço de satanás, a saber, o orgulho. Não precisa muito para identificar esta verdade; olhe para o ministério de louvor e logo veras as contendas que há pelos primeiros assentos. “A música deve ser conservada no seu devido lugar. Ela é uma criada, uma serva; não lhe devemos permitir que domine ou controle as coisas, em nenhum sentido”, diz Lloyd-Jones.  
O Dr. também aborda o “apelo” feito pelo pregador ao final da mensagem, convidando o pecador para “aceitar a Cristo”. Ele não é favorável, e acerca disso diz: “Noutras palavras, a obediência não resulta de uma pressão direta sobre a vontade; é consequência de uma mente iluminada e de um coração quebrantado. Para mim, este é um ponto crucial”. De fato este é um assunto controverso entre “pentecostais” e “tradicionais”.

CAPÍTULO 15 – OS ARDIS E O ROMANCE

Neste capitulo o Dr. diz acerca dos perigos de se repetir sermões. Não é proibido, mas é perigoso. Diversos “santos” fizeram isso no decorrer da história e foram bem sucedidos ao transmitir a verdade através dos sermões de outros pregadores já consolidados. Precisamos identificar quem ouvirá para nos asseguramos que não estamos repetindo o que já dissemos as mesmas pessoas.
Outro ponto abordado neste capitulo é a “preocupação excessiva” do pregador a despeito da sua reputação. Precisamos lembrar constantemente que o “vaso é de barro”, e que por isso, se pudermos usufruir usando sermões de outras pessoas, na direção do Espírito Santo, este será muito bem-vindo e edificará os santos naquilo que pelo foi designado pela Soberania de Deus.
Não existe nada mais belo e romântico ao pregador, de subir no púlpito para entregar a mensagem de Deus. O pregador pode estar com o problema que for, e ter passado por situações adversas naquele dia-, se ele subir ao púlpito em temor e tremor, Deus renovará suas energias e de lá este sairá revigorado para enfrentar suas batalhas de uma forma mais eficaz.

CAPÍTULO 16 – DEMONSTRAÇÃO DO ESPÍRITO E DE PODER

Quando pensei que já tinha me deleitado o bastante neste banquete, eis que surge o último capítulo, o qual trouxe a mim ainda mais admiração pelos ensinos de D. Martyn Lloyd-Jones. Ele trata este capítulo sendo a parte mais importante do livro e a mais eficaz que o pregador deve possuir: “... em última análise, é o assunto mais fundamental relacionado à pregação, ou seja, a unção do Espírito Santo”. Continua ele: “A razão por que fiz isso [deixar a parte mais importante para o fim] é que acredito que, se fizermos ou tentarmos fazer primeiro tudo aquilo a que me referi, essa unção será derramada sobre nós. [...] A maneira correta de encarar a unção do Espírito é pensar nela como aquilo que vem sobre a preparação”. Ele ilustra esta verdade através de Elias o qual preparou o altar, cortou a lenha e a arrumou para que, o Senhor então, mandasse fogo e consumisse seu sacrifício endossando-o seu ministério. O mesmo se deu com Moisés, quando no fim da construção do tabernáculo tinha feito como o Senhor ordenara. A glória de Deus encheu aquele lugar.
Só estaremos aptos para a obra da pregação se de fato tivermos sido revestidos de poder que vem do alto. Não há outro método, ainda que haja muita eloquência e erudição e uma séria de informações a respeito da teologia. Todas as vezes que o Senhor mandava sua Palavra para seu povo o Espírito estava sobre este arauto. Assim aconteceu quando foi dada a revelação do Apocalipse para João: “Achei-me no Espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz”.
Um fato dito por Lloyd-Jones muito me chamou a atenção. Acerca dos dons e de sua atualidade, talvez na posição “continualista”, assim diz Lloyd-Jones:
“Esta é a evidencia e o testemunho claro e inequívoco das Escrituras no tocante à pregação. Mas é possível que a sua posição seja: “Sim, aceito essa verdade e não tenho qualquer dificuldade a esse respeito”. Mas tudo isso terminou juntamente na era apostólica e, portanto, nada tem a ver comigo”. Minha resposta é que as Escrituras tencionavam ser aplicadas a nós hoje, porque, se confinarmos todas bênçãos à era apostólica, deixaremos muito pouco para nossa época. De qualquer modo, como podemos decidir o que tencionava ser aplicado somente aquela geração e que se aplica a nós? Que critério usamos para determinar isso? Quais seriam os critérios desse discernimento? Minha opinião é que tudo isso não passa de preconceitos. As Escrituras foram escritas para nós, e sua inteireza. No novo testamento encontramos um quadro sobre a igreja; e esse quadro é relevante para igreja e todos os séculos e em todas as épocas”.
Endosso esta obra a todo pregador do Evangelho independentemente do seu tempo de caminhada e de seu “nível” de intelectualidade ou de conhecimento. Vale a pena ler o livro e, não somente isso - tê-lo de cabeceira consultando sempre para lembrar constantemente destas dicas preciosíssimas que nos ajudará na preparação do sermão e na exposição do mesmo. Segue o último parágrafo do livro:
Então, o que devemos fazer a respeito disto [ser eficaz na pregação]? Só existe uma conclusão óbvia. Busque-O [Espírito Santo]! Busque-O [Espírito Santo]! Que poderíamos fazer sem Ele? Busque-O [Espírito Santo]! Busque-O [Espírito Santo] sempre! Mas além de busca-Lo, espere-O. Você espera que aconteça algo, quando se levanta para pregar em um púlpito? Ou simplesmente diz para si mesmo: ‘Bem, preparei o meu sermão e vou apresente-lo; alguns dos ouvintes o apreciarão, outros não’. Você está esperando que o sermão se torne algo crucial e transformador na vida de alguém? Está preparando que algum dos ouvintes tenha uma experiência culminante? Esse é o alvo da pregação. Isso é o que podemos encontrar na Bíblia e na história da igreja. Busque este poder, espere a manifestação deste poder, anele por este poder; e, quando ele vier, submeta-se a Ele. Não lhe ofereça resistência. Esqueça-se completamente do seu sermão, se necessário. Permita-lhe liberar você, permita-lhe manifestar o seu poder em você e através de você. Tenho a certeza, conforme já disse várias vezes, que nada terá qualquer valor, exceto o retorno desse poder do Espírito em nossa pregação. Este poder produz a verdadeira pregação, que é a maior necessidade de todos nós hoje – mais do que nunca. Nada pode substituir este poder. Contudo, uma vez outorgado, termos um povo que anelará e será disposto a ser ensinado, instruído e guiado mais ampla e profundamente à verdade, que está ‘em Cristo Jesus’. Esta ‘unção’ é o fator supremo. Busque-a, até que a possua. Não se contente com nada menos do que isso. E prossiga até dizer: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder”. Ele “ainda é capaz de fazer ‘infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos’”.


“Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo...”.
 – 2 Timóteo 4. 2a NVI
Soli Deo Gloria!

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Ficha técnica:

Autor: D. Martyn Lloyd-Jones
Paginas: 302
Editora: Fiel
Outubro de 2008

OBS: Todas as citações [“”] foram extraídas do próprio livro [“Pregação & Pregadores”] exceto as citações bíblicas as quais foram introduzidas pelo autor da resenha [Fabio Campos] apenas para trazer luz ao objetivo do contexto.

Fabio Campos

20 junho 2014

Leia em Busca de Deus

DEVOCIONAL PARA HOJE 20/06/2014

VERSÍCULO:
Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, -- Efésios 5:25-26

PENSAMENTO:
Para maridos, há amor sacrificial no nosso propósito, e propósito no nosso sacrifício. Nós deixamos o nosso "eu" do lado para amar nossas esposas. Jesus é nosso exemplo, e Ele deixou tudo. Seu propósito? Fazer-nos santos e puros diante de Deus. Nossos motivos devem ser igualmente sacrificiais e puros ao abrir mão dos nossos direitos para abençoar e amar nossas esposas. Paulo nos lembra em Efésios 5:21 que nós também devemos nos submeter, mas isso não significa ser covarde. Significa servir e sacrificar para abençoar e glorificar a Cristo.

ORAÇÃO:
Santo Deus, ajude as nossas famílias a serem cheias de amor, e que isso comece comigo, hoje, na minha família. Em nome de Jesus eu oro. Amém.


http://www.iluminalma.com/dph/4/0619.html

09 junho 2014

2º Intercâmbio - Uma Benção de Deus!!!

Neste último Sábado (07/06/2014), nossa Sociedade Feminina realizou seu segundo Intercâmbio com a Igreja Batista Regular de Macau e a Igreja Batista Regular de Santana do Matos.
O encontro foi uma benção, pois as irmãs foram abençoadas tanto com a interação entre elas e principalmente com a transmissão da palavra de Deus que foi explanada pela irmã Renata da Igreja de Macau, o tema abordado foi: Encontrando Tesouros perdidos.

06 junho 2014

2º Intercâbio

É amanhã o 2º Intercâmbio da Sociedade Feminina de nossa igreja (Igreja Batista Regular de Ipanguaçu)! Que nosso Deus abençoe a irmãs com o estudo da Palavra do Senhor!!!!!!!


27 maio 2014

DEVOCIONAL PARA HOJE 27/05/2014

VERSÍCULO:
   Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.  -- João 3:17

PENSAMENTO:
   Como você vê Deus? Ele é alguém procurando uma maneira para lhe condenar? Ele é um homem careta que realmente não sabe como é o mundo moderno? Ele é santo demais para se sujar com as preocupações de meros mortais, tendo nos deixado para resolver tudo sozinhos? Não. NÃO. NÃO! Deus escolheu entrar no nosso mundo, não para nos condenar, ou condená-lo, mas para redimir o mundo e cada um de nós. Jesus é a grande lembrança de que Deus anseia nos salvar, não nos condenar. Graças a Deus por Deus! Graças a Deus por quem Jesus era e é Deus conosco.

ORAÇÃO:
   Deus Santo e Celestial, dou-lhe graças porque o Senhor vive com aqueles que são contritos e arrependidos e anseiam pela Sua presença. O Senhor sabe que somos apenas mortais, mas nos ama. O Senhor sabe que temos falhas, mas nos redimiu. O Senhor sabe que não somos perfeitos, mas enviou Jesus como o sacrifício perfeito para nos salvar. Obrigado. Através do meu Salvador eu ofereço a minha sincera gratidão e louvor. Amém.

http://www.iluminalma.com/dph/4/0526.html

25 maio 2014

Leitura Cronológica Anual da Bíblia (Mês 12, dia 22)

1 João 1-5

1 João 1

 (1) O QUE era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (2) (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); (3) O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. (4) Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra. (5) E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. (6) Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade. (7) Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. (8) Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. (9) Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. (10) Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

1 João 2

 (1) MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. (2) E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. (3) E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. (4) Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. (5) Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. (6) Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou. (7) Irmãos, não vos escrevo mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o princípio tivestes. Este mandamento antigo é a palavra que desde o princípio ouvistes. (8) Outra vez vos escrevo um mandamento novo, que é verdadeiro nele e em vós; porque vão passando as trevas, e já a verdadeira luz ilumina. (9) Aquele que diz que está na luz, e odeia a seu irmão, até agora está em trevas. (10) Aquele que ama a seu irmão está na luz, e nele não há escândalo. (11) Mas aquele que odeia a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos. (12) Filhinhos, escrevo-vos, porque pelo seu nome vos são perdoados os pecados. (13) Pais, escrevo-vos, porque conhecestes aquele que é desde o princípio. Jovens, escrevo-vos, porque vencestes o maligno. Eu vos escrevo, filhos, porque conhecestes o Pai. (14) Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno. (15) Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. (16) Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. (17) E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. (18) Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. (19) Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós. (20) E vós tendes a unção do Santo, e sabeis todas as coisas. (21) Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade. (22) Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. (23) Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai. (24) Portanto, o que desde o princípio ouvistes permaneça em vós. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis no Filho e no Pai. (25) E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna. (26) Estas coisas vos escrevi acerca dos que vos enganam. (27) E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis. (28) E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não sejamos confundidos por ele na sua vinda. (29) Se sabeis que ele é justo, sabeis que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.

1 João 3

 (1) VEDE quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele. (2) Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. (3) E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. (4) Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o pecado é iniqüidade. (5) E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado. (6) Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu. (7) Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como ele é justo. (8) Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. (9) Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus. (10) Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus. (11) Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. (12) Não como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas. (13) Meus irmãos, não vos maravilheis, se o mundo vos odeia. (14) Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte. (15) Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele. (16) Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. (17) Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus? (18) Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade. (19) E nisto conhecemos que somos da verdade, e diante dele asseguraremos nossos corações; (20) Sabendo que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas. (21) Amados, se o nosso coração não nos condena, temos confiança para com Deus; (22) E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista. (23) E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento. (24) E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado.

1 João 4

 (1) AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. (2) Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; (3) E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já agora está no mundo. (4) Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo. (5) Do mundo são, por isso falam do mundo, e o mundo os ouve. (6) Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro. (7) Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. (8) Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. (9) Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. (10) Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. (11) Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros. (12) Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor. (13) Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito. (14) E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo. (15) Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus. (16) E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele. (17) Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo. (18) No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. (19) Nós o amamos porque ele nos amou primeiro. (20) Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? (21) E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão.

1 João 5

 (1) TODO aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido. (2) Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. (3) Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados. (4) Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. (5) Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? (6) Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade. (7) Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. (8) E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num. (9) Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou. (10) Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu. (11) E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. (12) Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. (13) Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus. (14) E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. (15) E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos. (16) Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. (17) Toda a iniqüidade é pecado, e há pecado que não é para morte. (18) Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca. (19) Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno. (20) E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para que conheçamos ao Verdadeiro; e no que é Verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. (21) Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém.

DEVOCIONAL PARA HOJE 25/05/2014

VERSÍCULO:
   Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. -- Romanos 12:10

PENSAMENTO:
   Amar "cordialmente uns aos outros com amor fraternal" exige que a nossa igreja converse. Ser uma família, irmãos e irmãs, filhos de Deus - tem que ser mais do que meras palavras. Devemos entrar nas vidas uns dos outros, conhecer uns aos outros para que possamos servir, amar e abençoar uns aos outros. O que você fez recentemente para se envolver mais nas vidas dos seus irmãos em Cristo? Dedicar-se ao outros segue? um compromisso de conhecer e ser conhecido por eles!

ORAÇÃO:
   Pai, obrigado por me dar uma família que existe no mundo inteiro. Obrigado por me amar completamente. Pai, peço que o Senhor me ajude a ser mais aberto com meus irmãos e com meu tempo para com os da sua família. Dê-me um coração que arde de desejo para abençoar e ser abençoado por Seus filhos. Através do meu irmão Jesus eu oro. Amém.

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24 maio 2014

Leitura Cronológica Anual da Bíblia (Mês 12, dia 21)

2 Pedro 1-3

2 Pedro 1

 (1) SIMÃO Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo: (2) Graça e paz vos sejam multiplicadas, pelo conhecimento de Deus, e de Jesus nosso Senhor; (3) Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; (4) Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. (5) E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, (6) E à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, (7) E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. (8) Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. (9) Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados. (10) Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis. (11) Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. (12) Por isso não deixarei de exortar-vos sempre acerca destas coisas, ainda que bem as saibais, e estejais confirmados na presente verdade. (13) E tenho por justo, enquanto estiver neste tabernáculo, despertar-vos com admoestações, (14) Sabendo que brevemente hei de deixar este meu tabernáculo, como também nosso Senhor Jesus Cristo já mo tem revelado. (15) Mas também eu procurarei em toda a ocasião que depois da minha morte tenhais lembrança destas coisas. (16) Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade. (17) Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. (18) E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo; (19) E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. (20) Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. (21) Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

2 Pedro 2

 (1) E TAMBÉM houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. (2) E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. (3) E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. (4) Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo; (5) E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, a oitava pessoa, o pregoeiro da justiça, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios; (6) E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente; (7) E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis (8) (Porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, vendo e ouvindo sobre as suas obras injustas); (9) Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados; (10) Mas principalmente aqueles que segundo a carne andam em concupiscências de imundícia, e desprezam as autoridades; atrevidos, obstinados, não receando blasfemar das dignidades; (11) Enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor. (12) Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção, (13) Recebendo o galardão da injustiça; pois que tais homens têm prazer nos deleites quotidianos; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco; (14) Tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição; (15) Os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça; (16) Mas teve a repreensão da sua transgressão; o mudo jumento, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta. (17) Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva. (18) Porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne, e com dissoluções, aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro, (19) Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo. (20) Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. (21) Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado; (22) Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama.

2 Pedro 3

 (1) AMADOS, escrevo-vos agora esta segunda carta, em ambas as quais desperto com exortação o vosso ânimo sincero; (2) Para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador. (3) Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, (4) E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. (5) Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. (6) Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio, (7) Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios. (8) Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. (9) O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. (10) Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. (11) Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, (12) Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? (13) Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. (14) Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz. (15) E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; (16) Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição. (17) Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; (18) Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.

DEVOCIONAL PARA HOJE 24/05/2014

VERSÍCULO:
   Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação. -- Romanos 15:2

PENSAMENTO:
   A depressão e insatisfação com a vida podem ser causadas por diversos fatores. Mas, para muitos de nós, são sinais de que temos focalizado demais em nós mesmos e estamos frustrados com a vida. Temos esquecido de contar nossas bênçãos, negligenciando agradecer a Deus. Tornamo-nos silenciosos no nosso louvor ao Pai e paramos de ajudar o nosso próximo. Pensar em outros é viver como Cristo. Quando seguimos o exemplo dEle, nossas ações fazem uma diferença nas vidas das pessoas que abençoamos e também somos abençoados imensamente. Vamos esquecer um pouco de nós mesmos e olhar para o nosso próximo!

ORAÇÃO:
   Santo Deus sem igual, ajude-me a enxergar o aquebrantamento, a mágoa e as dificuldades nas vidas ao meu redor. Use-me para abençoar outros que precisam experimentar o Seu amor e graça desesperadamente. Em nome de Jesus eu oro. Amém. 

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23 maio 2014

Leitura Cronológica Anual da Bíblia (Mês 12, dia 20)

1 Pedro 1-5

1 Pedro 1

 (1) PEDRO, apóstolo de Jesus Cristo, aos estrangeiros dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia; (2) Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas. (3) Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, (4) Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, (5) Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo, (6) Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, (7) Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo; (8) Ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso; (9) Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas. (10) Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, (11) Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. (12) Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar. (13) Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo; (14) Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; (15) Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; (16) Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. (17) E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação, (18) Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, (19) Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, (20) O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós; (21) E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos, e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus; (22) Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro; (23) Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre. (24) Porque Toda a carne é como a erva, E toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; (25) Mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.

1 Pedro 2

 (1) DEIXANDO, pois, toda a malícia, e todo o engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações, (2) Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo; (3) Se é que já provastes que o Senhor é benigno; (4) E, chegando-vos para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, (5) Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. (6) Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido. (7) E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, A pedra que os edificadores reprovaram, Essa foi a principal da esquina, (8) E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados. (9) Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; (10) Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia. (11) Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma; (12) Tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem. (13) Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; (14) Quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. (15) Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos; (16) Como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus. (17) Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai ao rei. (18) Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus. (19) Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. (20) Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus. (21) Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. (22) O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. (23) O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente; (24) Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. (25) Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas.

1 Pedro 3

 (1) SEMELHANTEMENTE, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra; (2) Considerando a vossa vida casta, em temor. (3) O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; (4) Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. (5) Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; (6) Como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto. (7) Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações. (8) E, finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis. (9) Não tornando mal por mal, ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes chamados, para que por herança alcanceis a bênção. (10) Porque Quem quer amar a vida, E ver os dias bons, Refreie a sua língua do mal, E os seus lábios não falem engano. (11) Aparte-se do mal, e faça o bem; Busque a paz, e siga-a. (12) Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, E os seus ouvidos atentos às suas orações; Mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal. (13) E qual é aquele que vos fará mal, se fordes seguidores do bem? (14) Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados. E não temais com medo deles, nem vos turbeis; (15) Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós, (16) Tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo. (17) Porque melhor é que padeçais fazendo bem (se a vontade de Deus assim o quer), do que fazendo mal. (18) Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito; (19) No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; (20) Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água; (21) Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo; (22) O qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências.

1 Pedro 4

 (1) ORA, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este mesmo pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado; (2) Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus. (3) Porque é bastante que no tempo passado da vida fizéssemos a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias; (4) E acham estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós. (5) Os quais hão de dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos. (6) Porque por isto foi pregado o evangelho também aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito; (7) E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração. (8) Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados. (9) Sendo hospitaleiros uns para com os outros, sem murmurações, (10) Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. (11) Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém. (12) Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; (13) Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis. (14) Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado. (15) Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios; (16) Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte. (17) Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus? (18) E, se o justo apenas se salva, onde aparecerá o ímpio e o pecador? (19) Portanto também os que padecem segundo a vontade de Deus encomendem-lhe as suas almas, como ao fiel Criador, fazendo o bem.

1 Pedro 5

 (1) AOS presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: (2) Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; (3) Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. (4) E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória. (5) Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. (6) Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte; (7) Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. (8) Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; (9) Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo. (10) E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus nos chamou à sua eterna glória, depois de havermos padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoe, confirme, fortifique e estabeleça. (11) A ele seja a glória e o poderio para todo o sempre. Amém. (12) Por Silvano, vosso fiel irmão, como cuido, escrevi brevemente, exortando e testificando que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes. (13) A vossa co-eleita em Babilônia vos saúda, e meu filho Marcos. (14) Saudai-vos uns aos outros com ósculo de amor. Paz seja com todos vós que estais em Cristo Jesus. Amém.

DEVOCIONAL PARA HOJE 23/05/2014

VERSÍCULO:
   Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor. -- Gálatas 5:13

PENSAMENTO:
   A liberdade é um presente maravilhoso quando usado com responsabilidade. Não estar sob a lei é uma graça tão doce, mas queremos passar aquela doçura uns para os outros através do serviço, bondade e carinho.

ORAÇÃO:
   Ó Grande Deus de Libertação, obrigado por resgatar Israel do faraó, Davi da espada de Golias e Daniel da cova dos leões. Mas, ó Grande Libertador, obrigado mais ainda pela vitória de Jesus sobre o pecado no Calvário e Sua vitória sobre a morte no túmulo vazio. Anseio vê-Lo face a face e lhe agradeço por minha liberdade. Até aquele dia, guie-me no uso desse presente de libertação para servir Seus filhos e viver por Ti. Em nome de Jesus eu oro. Amém

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22 maio 2014

DEVOCIONAL PARA HOJE 22/05/2014

VERSÍCULO:
   Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.  -- 1 Coríntios 1:10

PENSAMENTO:
   Se pessoas nas nossas congregações vão aprender a viver em paz umas com as outras, os líderes das igrejas têm que nos lembrar da importância de viver assim. A oração de Jesus antes da sua morte foi para que fôssemos um. Por quê? Para o mundo saber que o Pai O tinha enviado. A união não é apenas importante, é essencial; não é apenas uma teoria ou teologia, como uma prática diária entre o povo que declaram Jesus como Senhor.

ORAÇÃO:
   Senhor Jesus, o Senhor apresentou todas as minhas orações ao nosso Pai e eu lhe agradeço por esta graça. Prometo que farei tudo que posso para trazer glória ao nosso Pai, viver em paz e servir em unidade com aqueles que pertencem a Ti. Por favor, abençoe a nossa igreja com mais paixão pela união que o Senhor deseja. Em nome de Jesus e através do bendito Espírito Santo eu oro. Amém.

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