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19 janeiro 2013

PEDAGOGIA DA VARA


"Castiga a teu filho, e te fará descansar; e dará delícias a tua alma" (Provérbios 29:17).
Etimologicamente a palavra pedagogia pode ser entendida como "guia da criança". Urge nos dias atuais a necessidade de utilizar a pedagogia da vara como um mecanismo precioso que foi criado por Deus como um eficiente veículo de instrução. O limiar desse novo século aponta para uma época em que as leis e os conceitos sobre os direitos humanos desconsideram os valores absolutos da Palavra de Deus. A idéia de surrar os filhos aparece na sociedade como uma barbárie do homem da pré-história. Entretanto, apesar de nossa cultura considerar a punição corporal como cruel e abusiva, observemos os princípios descritos na Bíblia que nos norteiam de modo absolutamente1 relevante sobre como ensinar a criança 110 caminho do viver com sabedoria. "Instrui ao menino no caminho em que deve andai, e ainda quando envelhecer não se desviará dele" (Provérbios 22:06)
Os conceitos impostos pela cultura atual parecem a cada dia que passa contagiarem os pais a não observarem e praticarem um velho método que sempre trouxe resultados benéficos na criação de filhos. O uso da surra ainda é elemento essencial que servirá para colocar os filhos na direção exata. Quando os limites não são colocados nas crianças, certamente será pouco provável que alguém consiga exercer controle sobre ela durante sua juventude. Se você não consegue que sua criança obedeça na primeira vez que você chama, ou não consegue fazer com que ela guarde os brinquedos, certamente terá grandes problemas no futuro.
Como posso ensinar meus filhos a obedecer? A resposta está na Palavra de Deus: "A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele" (Provérbios 22:15). Uma boa surra ainda é a melhor metodologia a ser empregada na criação de filhos. Alguém pode até querer torcer o real significado da palavra vara quando desonestamente diz que essa palavra deve ser entendida como dar um conselho ou uma repreensão. Prezado, não caia nesta falácia. As Escrituras são claras quanto ao uso literal da vara. Esse vocábulo (vara) "em Provérbios simboliza a disciplina; deixar de usar a disciplina preventiva da repreensão verbal e a disciplina corretiva do castigo físico redundará na morte do filho" (HARRIS, 1998: p. 1512). Em Provérbios 23: 13,14 diz: "Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno". Quando os pais se recusam a disciplinar seu filho com a vara, provavelmente de uma certa forma está empurrando seu filho para a perdição eterna. Por outro lado, quando a vara é utilizada de modo correto, os pais estão trazendo prazer e esperança para suas almas.
Como utilizar de modo correto a vara? Primeiro, nunca deve disciplinar seu filho quando você estiver irado, pois, ninguém em hipótese alguma, tem o direito de maltratar crianças por falta de auto-controle ou domínio próprio. O uso da surra não é bíblico quanto não bater de maneira correta. Além disso, devemos lembrar que o propósito da disciplina é treinar para correção e maturidade. Segundo, evite bater nas costas, pernas, cabeça, rosto e outras partes do corpo. A criança deve apanhar somente no traseiro, nas nádegas. Terceiro, quando utilizar a vara não esqueça de repreender seu filho verbalmente, explicando o que Deus diz sobre aquele comportamento errado, ajude seu filho a avaliar suas próprias ações a luz das Escrituras. Quarto, entenda que o uso da vara deve ser feito com firmeza, ou seja, deve produzir dor na criança. Disciplinar seus filhos somente com uma tapinha no traseiro que não mataria nenhuma mosca não serve para nada. Quando vou disciplinar minhas filhas pego a cinta ("minha vara") e estabeleço geralmente de 3 a 5 cintadas, então, aplico com firmeza. Assim faço valer a disciplina de modo que creio naquele momento ser um instrumento usado por Deus para correção de minhas pérolas. Faço com muito amor porque sei que é para o bem delas. "A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe" (Provérbios 29:15). Quinto, não banalize o uso da vara utilizando-a por qualquer motivo. Algumas crianças estão dispostas a agüentar a dor para receber a recompensa da atenção dos pais, nesse caso, a vara não trará nenhuma correção porque o problema é dos pais que não estão participando efetivamente da vida de seus filhos. A utilização de recompensas como elogios, abraços, atenção e, se possível, reforços financeiros e materiais são elementos que motivam a repetição de bons comportamentos. Finalmente, não esqueça que a utilização da vara é de responsabilidade dos pais e não dos amigos, empregados, irmãos, igreja, escola ou familiares.
Amados, cuidemos enquanto há tempo de estabelecer limites aos nossos filhos, pois, caso contrário, teremos filhos como os de Eli (Ver I Samuel 2:12; 23-24 e 29) que não forma ensinados no padrão divino. A disciplina é uma questão de vida ou morte! Você ama seus filhos? Então, utilize a pedagogia da vara enquanto houver esperança. Quando necessário utilize a vara sem nenhuma dúvida. Acredite que os conselhos de Deus são preciosos para trazer felicidade ao lar. Bater de modo correto não é uma atitude cruel ou covarde, mas, um ato de fé e obediência aos princípios infalíveis da Palavra de Deus que sempre trará para nossas famílias descanso e delícias para nossa alma.
"Aquele que não castiga o mal, ordena que ele seja praticado" (Leonardo da Vinci)
REFERÊNCIAS:
BÍBLIA SAGRADA. Revista e Corrigida no Brasil. Baueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1998,
DOBSON, James. Ouse disciplinar. São Paulo SP: Editora Vida, 1994.
FABRIZIO, Anselmo e Patrícia. Crianças Prazer ou Irritação? Belo Horizonte: Editora Betânia, 1986.
HARRIS, Laird R. ARCHER JR, leason. WALTKER, Bruce K. Dicionário Internacional de Teologia do  Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1998.
NARRAMORE, Brure. Socorro Temos Filhos, São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
RAY, Bruce. Não Deixe de Corrigir Seus Filhos. São José dos Campos: Editora Fiel, 1997.
TRIPFJ Tedd, Pastoreando o Coração da Criança. São José dos Campos: Editora Fiel, 1998
FRANCISCO JEAN CARLOS DA SILVA
Retirado da Revista Fundamentos da Fé Nº 22 / 2006


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