"Castiga
a teu filho, e te fará descansar; e dará delícias a tua alma"
(Provérbios 29:17).
Etimologicamente a palavra pedagogia pode ser
entendida como "guia da criança". Urge nos dias atuais a necessidade
de utilizar a pedagogia da vara como um mecanismo precioso que foi criado por
Deus como um eficiente veículo de instrução. O limiar desse novo século aponta
para uma época em que as leis e os conceitos sobre os direitos humanos
desconsideram os valores absolutos da Palavra de Deus. A idéia de surrar os
filhos aparece na sociedade como uma barbárie do homem da pré-história.
Entretanto, apesar de nossa cultura considerar a punição corporal como cruel e
abusiva, observemos os
princípios descritos na Bíblia que nos norteiam de modo absolutamente1
relevante sobre como ensinar a criança 110 caminho do viver com sabedoria. "Instrui ao menino no caminho em que deve
andai, e ainda quando envelhecer não se desviará dele" (Provérbios 22:06)
Os conceitos impostos pela cultura atual parecem a
cada dia que passa contagiarem os
pais a não observarem e praticarem um velho método que sempre trouxe resultados
benéficos na criação de filhos. O uso da surra ainda é elemento essencial que
servirá para colocar os filhos na direção exata. Quando os limites não são
colocados nas crianças, certamente será pouco provável que alguém consiga
exercer controle sobre ela durante sua juventude. Se você não consegue que sua
criança obedeça na primeira vez que você chama, ou não consegue fazer com que
ela guarde os brinquedos, certamente terá grandes problemas no futuro.
Como
posso ensinar meus filhos a obedecer? A resposta está na Palavra de Deus:
"A estultícia está ligada ao coração
do menino, mas a vara da correção a afugentará dele" (Provérbios
22:15). Uma boa surra ainda é a melhor metodologia a ser empregada na criação
de filhos. Alguém pode até querer torcer o real significado da palavra vara
quando desonestamente diz que essa palavra deve ser entendida como dar um
conselho ou uma repreensão. Prezado, não caia nesta falácia. As Escrituras são
claras quanto ao uso literal da vara. Esse vocábulo (vara) "em Provérbios
simboliza a disciplina; deixar de usar a disciplina preventiva da repreensão
verbal e a disciplina corretiva do castigo físico redundará na morte do
filho" (HARRIS, 1998: p. 1512). Em Provérbios 23: 13,14 diz: "Não retires a disciplina da criança, porque,
fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e
livrarás a sua alma do inferno". Quando os pais se recusam a
disciplinar seu filho com a vara,
provavelmente
de uma certa forma está empurrando seu filho para a perdição eterna. Por outro
lado, quando a vara é utilizada de modo correto, os pais estão trazendo prazer
e esperança para suas almas.
Como utilizar de modo correto a vara? Primeiro,
nunca deve disciplinar seu filho quando você estiver irado, pois, ninguém em
hipótese alguma, tem o direito de maltratar crianças por falta de auto-controle
ou domínio próprio. O uso da surra não é bíblico quanto não bater de maneira
correta. Além disso, devemos lembrar que o propósito da disciplina é treinar
para correção e maturidade. Segundo, evite bater nas costas, pernas, cabeça,
rosto e outras partes do corpo. A criança deve apanhar somente no traseiro, nas
nádegas. Terceiro, quando utilizar a vara não esqueça de repreender seu filho
verbalmente, explicando o que Deus diz sobre aquele comportamento errado, ajude
seu filho a avaliar suas próprias ações a luz das Escrituras. Quarto, entenda
que o uso da vara deve ser feito com firmeza, ou seja, deve produzir dor na
criança. Disciplinar seus filhos somente com uma tapinha no traseiro que não
mataria nenhuma mosca não serve para nada. Quando vou disciplinar minhas filhas
pego a cinta ("minha vara") e estabeleço geralmente de 3 a 5
cintadas, então, aplico com firmeza. Assim faço valer a disciplina de modo que
creio naquele momento ser um instrumento
usado por Deus para correção de minhas pérolas. Faço com muito amor porque sei
que é para o bem delas. "A vara e a
repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe"
(Provérbios 29:15). Quinto, não banalize o uso da vara utilizando-a por
qualquer motivo. Algumas crianças estão dispostas a agüentar a dor para receber
a recompensa da atenção dos pais, nesse caso, a vara não trará nenhuma correção
porque o problema é dos pais que não estão participando efetivamente da vida de
seus filhos. A utilização de recompensas como elogios, abraços, atenção e, se
possível, reforços financeiros e materiais são elementos que motivam a repetição de bons
comportamentos. Finalmente, não esqueça que a utilização da vara é de
responsabilidade dos pais e não dos amigos, empregados, irmãos, igreja, escola
ou familiares.
Amados,
cuidemos enquanto há tempo de estabelecer limites aos nossos filhos, pois, caso
contrário, teremos filhos como os de Eli (Ver I Samuel 2:12; 23-24 e 29) que
não forma ensinados no padrão divino. A disciplina é uma questão de vida ou
morte! Você ama seus filhos? Então, utilize a pedagogia da vara enquanto houver
esperança. Quando necessário utilize a vara sem nenhuma dúvida. Acredite que os
conselhos de Deus são preciosos para trazer felicidade ao lar. Bater de modo
correto não é uma atitude cruel ou covarde, mas, um ato de fé e obediência aos
princípios infalíveis da Palavra de Deus que sempre trará para nossas famílias
descanso e delícias para nossa alma.
"Aquele
que não castiga o mal, ordena que ele seja praticado" (Leonardo da Vinci)
REFERÊNCIAS:
BÍBLIA SAGRADA.
Revista e Corrigida no Brasil. Baueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1998,
DOBSON, James. Ouse disciplinar. São
Paulo SP: Editora Vida, 1994.
FABRIZIO, Anselmo e Patrícia. Crianças
Prazer ou Irritação? Belo Horizonte: Editora Betânia, 1986.
HARRIS, Laird R. ARCHER JR, leason. WALTKER, Bruce K. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1998.
NARRAMORE, Brure. Socorro Temos Filhos,
São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
RAY, Bruce. Não Deixe de Corrigir Seus Filhos. São José dos
Campos: Editora Fiel, 1997.
TRIPFJ Tedd, Pastoreando o Coração da Criança. São José dos
Campos: Editora Fiel, 1998
FRANCISCO JEAN CARLOS DA SILVA
Retirado da Revista Fundamentos da Fé Nº 22 / 2006
