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28 abril 2021

FILHOS E ESCOLA DOMINICAL



     Será que devo obrigar meus filhos a participarem da escola dominical e dos cultos? Claro! E sem espaço para discussões sobre o assunto.

     Surpreso? Por quê? O que você responderia ao Juninho se, na segunda-feira, ele anunciasse que não iria mais à escola? Você sabe muito bem! Sem chance de o Juninho ficar em casa. E se ele chegar em casa todo sujo e avisar: “Não vou tomar banho”? O Juninho vai pra baixo do chuveiro, não vai? 

     Por que, então, ficar todo “cheio de dedos” quando se trata da liderança e crescimento espiritual? Está esperando que ele cresça e decida que igreja frequentar? Pare de se enganar! Você não espera até o filho ter idade suficiente para decidir se quer ser alfabetizado ou não, se vai pra escola ou não. Não espera até ele ter idade suficiente para decidir se toma banho ou continua sujo, espera? Espera até o Juninho ficar grande e decidir se vai ou não tomar remédio quando fica doente? Você espera?

     O que devemos responder quando o Júnior anuncia que não gosta da escola dominical nem da igreja? A resposta é fácil. Seja consistente. Diga: “Júnior, nesta casa todo mundo vai à igreja e à escola dominical, e você não é exceção”. Sua firmeza e exemplo construirão a ponte sobre a qual a rebeldia da juventude pode caminhar e alcançar experiências ricas e satisfatórias no viver cristão individual.

     Os pais e as mães podem nocautear as forças que contribuem para a delinquência infantil de nosso país, se levarem seus filhos aos cultos e à escola dominical regularmente. 

Herbert Hoover)

Amigão do Pastor - Jan/14

27 abril 2021

PERFEIÇÃO

 Você não sente na alma que está longe da perfeição? O dia a dia não ensina isso a você? Cada lágrima que rola de seus olhos chora “imperfeição”. Cada suspiro que brota de seu coração grita “imperfeição”; cada palavra ríspida que sai de seus lábios resmunga “imperfeição”. Você já observou demais o cenário de seu coração para até mesmo sonhar, por um instante que seja, que existe perfeição em sua vida. Porém em meio a essa triste consciência da imperfeição, eis uma palavra de consolo — você é “perfeito em Cristo Jesus” (Cl 1.28).

(Charles Spurgeon)

Amigão do Pastor  - Jan./14

DISCIPLINANDO OS FILHOS

 “O que não faz uso da vara odeia seu  filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga.”. (Pv 13.24).

Ao ler este versículo pela primeira vez, um crente novo pode achá-lo estranho. Talvez pense: Para mostrar que amo meu filho eu tenho de bater nele? Não entendi!

Para sua própria e grande tristeza, muitos pais descobrem tarde demais que o amor é mesmo demonstrado de forma suprema por aqueles que exigem obediência de seus filhos. Se ouvíssemos a Deus em vez de a alguns psicólogos, estaríamos em situação bem melhor.

Sei e compreendo como é doloroso dar umas palmadas em um filho e fazê-lo chorar quando você o ama mais do que a qualquer outra coisa neste mundo. Porém a Bíblia afirma: “Corrige teu filho enquanto há esperança, mas não chegues a ponto de matá-lo” (19.18).

Observe que o versículo adverte, “... enquanto há esperança”. Isso mostra que um dia a esperança de controlar seus filhos terá se acabado. O controle tem de começar assim que a criança nasce, quando a mamãe e o papai concordam em disciplinar o filho de acordo com a Bíblia. Esperar até que ele complete quatro ou cinco anos será tarde demais.

Geralmente nossa primeira ordem aos filhos é “não”. O treinamento nessa idade não deverá ser mais que um tapinha na mão. Porém à medida que os meses se passam e a compreensão aumenta, também tem de aumentar o nível de disciplina.

Médicos e educadores falam muito sobre TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). Na maioria dos casos, é provável que a causa do problema seja TDDP (Transtorno de Déficit de Disciplina Paterna). As crianças devem aprender a obedecer às figuras de autoridade em suas vidas, e os professores estão incluídos nisso.

Com nosso tom de voz, podemos ensinar os filhos a obedecerem logo na primeira ordem, ou treiná-los a obedecer na décima vez quando já estamos berrando com eles. Os pais é quem decidem.

Se controle e obediência forem alcançados logo cedo, durarão a vida inteira. Eu e minha esposa sempre nos maravilhamos ao ver como uma boa palmada restaurava a ordem e a alegria de nossos filhos quando eles faziam birra e manha. “A tolice está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a livrará dela” (22.15).

A maioria de nós já presenciou uma criança de 13 ou 18 quilos controlar o pai de 90 quilos enquanto a mãe torce as mãos em desespero. Nenhum dos dois sabe o que fazer enquanto a criança berra tentando conseguir o que deseja. Os transeuntes reviram os olhos e fazem de conta que não estão vendo.

Esse comportamento é absolutamente desnecessário, se o controle é exercido logo cedo na vida da criança. Jamais bata no rosto nem na cabeça da criança, e nunca discipline seu filho em público. Procure um banheiro quando precisar disciplinar a criança fora de casa.

O grau de disciplina deve ser de acordo com a ofensa. A criança deve perder o desejo de desobedecer, mas nunca o desejo de ser parte da família.

O amor deve ser demonstrado diariamente, mas de modo especial após a disciplina, quando a criança se mostrar “civilizada”, e depois de orarmos com ela. Não existe absolutamente nenhuma necessidade de deixar a criança marcada, toda roxa. Uma colher de pau aplicada cuidadosamente no bumbum dói o suficiente e dá conta do recado.

Além de usar princípios bíblicos para disciplinar os filhos, também temos de usar sensatez e sensibilidade. Temos de ter o cuidado de não aplicar disciplina quando estamos com raiva. Devemos fugir de tudo o que for irracional e abusivo, seja de que modo forem. Você nunca se arrependerá de ter aplicado a disciplina apropriada, então trate a questão de maneira correta.

À medida que seus filhos aprendem e entendem a Bíblia, também compreenderão a importância da disciplina. Vamos seguir o método de Deus, e teremos um lar amoroso, feliz e cheio de paz.

Fred Willis / (Sword of the Lord)

Amigão do Pastor  - Jan./14

15 agosto 2018

LÍNGUA MALDOSA, LÍNGUA FOFOQUEIRA, LÍNGUA MORTAL!

A língua pode ser uma bênção, mas se não for controlada, é causa de perdição.

1. Língua enganosa (Rm 3.12). A língua enganosa é aquela que diz falsidade.
2. Língua vazia (1Jo 3.18). Falar não ajuda.
3. Língua irrefreável (Tg 1.26). A língua solta é uma praga.
4. Língua intratável (Pv 10.31). A arrogância é a essência do orgulho.
5. Língua mentirosa (Pv 12.19;21.6;26.28). O mentiroso joga no time do diabo e será lançado fora do Céu.
6. Língua bajuladora (Pv 28.23). A bajulação provoca vaidade e desvia do caminho.
7. Língua fofoqueira (Pv 25.23). A língua fingida acaba se voltando contra a própria pessoa,

(F. E. Marsh)

30 julho 2018

O TEMPO VOA

Um pastor famoso escreveu em sua Bíblia no final do culto na virada do ano, “Hoje faço sessenta anos. Já vivi bastante, mas pretendo continuar trabalhando enquanto Deus me der força. A cada dia o
tempo se torna mais precioso para mim. Preciso correr para terminar a minha carreira.” 
Acho estranho que valorizamos o dinheiro, mas não damos muita atenção ao tempo. Se as pessoas desperdiçassem o dinheiro do mesmo jeito que desperdiçam o tempo, ficariam de bolsos vazios em uma semana.
O tempo é um bem muito precioso. No caso do dinheiro, se perdêssemos tudo, daria para começarmos de novo e recuperar tudo que perdemos. Mas o tempo, uma vez que gastamos, está perdido para sempre.
A maioria das pessoas não ia jogar dinheiro fora, mas quantas desperdiçam uma hora atrás da outra. Parece que o salmista estava pensando nisso quando escreveu, “Lembra-te de quão breves são os meus dias…” (89.47)
O tempo é precioso porque temos tarefas a cumprir. O presidente americano Abraão Lincoln disse, “É bom provável que as tarefas que deixo de realizar hoje nunca serão feitas.”
Ninguém recebe a vida, especialmente a vida espiritual, apenas para gastá-la de qualquer jeito. Com a vida vem um trabalho a ser realizado. Salomão disse que há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Creio que Deus tem um trabalho específico para cada pessoa, e quando levo isso a serio, começo a valorizar muito mais minha vida e o tempo que Deus me deu. O céu sofrerá muitas perdas porque deixamos de fazer os nossos deveres, ou porque utilizamos o nosso tempo de maneira errada.
Precisamos estar atentos aos eventos mundiais em relação ao nosso trabalho. Nunca vivemos um tempo com tantos problemas no mundo. O futuro político, econômico e internacional parece sombrio. Sempre perguntamos: O que vai acontecer? A cada ano que passa, achamos que sobrevivemos as maiores crises mundiais; porém cada ano traz novos problemas e maiores dificuldades.
A ideia muito comum entre cristãos hoje é de segurar o que temos, mas Jesus ordenou que avançássemos até que ele volte. Os campos são brancos para a ceifa, os trabalhadores são poucos, portanto nós que conhecemos o Senhor precisamos trabalhar com mais diligência para colhermos os frutos.
Até quando teremos o direito de nos reunir e nos expressar livremente? 
Quando seremos forçados a fechar as portas das nossas igrejas? Quando seremos proibidos de proclamar o evangelho de Jesus Cristo dos nossos púlpitos? Até quando teremos o direito de falar com as pessoas na rua sobre a condição de sua alma, ou orar com elas em público?
Que Deus nos dê uma nova visão das necessidades espirituais, a grande colheita e as tempestades que virão.
O tempo é precioso por causa de sua escassez. Ouça novamente o salmista: “…quão breves são os meus dias”. Jó disse: “Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão…” (7.6). Tiago nos lembra: “É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece” (4.14).
Em comparação com a eternidade, o tempo é bem curto.
Se recebermos a graça de Deus e tivermos vida longa, mesmo assim é breve. É importante que façamos bom uso de cada minuto que Deus nos deu, a serviço dele.
(Paul Miller, Sword of the Lord)

27 julho 2018

NÃO SE SATISFAÇA COM A MEDIOCRIDADE

Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor (1Co 15.58).
Para “abundar” na obra do Senhor, é preciso trabalhar acima da média! A palavra no original significa “passar da meta”. Tal esforço, zeloso e insistente, receberá reconhecimento especial de Deus, e abundante recompensa.
Assim, Paulo instiga os cristãos a não se acomodarem com uma performance mediana. É muito importante sermos diligentes e fiéis o tempo todo em nosso trabalho para Cristo.
Stephen Grellett foi convidado a pregar para um grupo de lenhadores numa floresta bem remota da América. Quando ele chegou no acampamento, as casas estavam todas vazias, pois os homens tinham saído para trabalhar na floresta. Chegou a hora de ele pregar, e mesmo sem ninguém por perto, começou como foi combinado. Em pé no meio do acampamento, ele entregou a mensagem, na esperança que alguém chegasse pelo menos para ouvir a conclusão. Ninguém apareceu.
Desanimado, Stephen deixou o local achando que tinha desperdiçado seu tempo.
Muitos anos depois, Stephen estava caminhando por uma ponte em Londres quando um homem o chamou e disse: — Finalmente encontrei o senhor!
Stephen respondeu: — Desculpe, mas acho que o senhor está enganado. Não o conheço.
— É verdade, mas eu conheço o senhor. O senhor não pregou um dia num acampamento de lenhadores numa floresta bem remota da América?
— Sim, preguei, mas ninguém estava lá para me escutar.
— Eu estava lá! Eu tive de voltar para o acampamento para buscar algumas ferramentas. EU o avistei de longe, e fiquei parado, ouvindo a pregação. No final, Deus me convenceu do meu pecado e aceitei a Cristo como meu Salvador.
O homem continuou a história: — Desde aquele dia compartilho com todos as boas novas da salvação. Mais que mil pessoas já confiaram em Cristo, e três delas são missionárias!
Stephen Grellett chorou. Ele percebeu, mais do que nunca, que nosso trabalho para o Senhor não é vão!
(H. G. Bosch, Sword of the Lord)

A MÃO DE DEUS ME TOCOU

Jó 19:21 “Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me tocou.
Normalmente quando passamos por dificuldades começamos a reclamar e questionar a situação. Não tenho dúvida nenhuma que Jó teve dificuldade em entender o que Deus estava fazendo. Sendo um dos homens mais ricos de seu tempo, ele perdeu tudo! Perdeu filhos, perdeu bens, perdeu
servos, e praticamente tudo de valor neste mundo. Mas em algum momento, ele passou a entender que as dificuldades e provações pelas quais ele estava passando, vieram diretamente de Deus.
É importante que, quando passamos por dificuldades, não nos viremos contra Deus, mas percebamos que Ele permitiu estas coisas em nossa vida. Neste capítulo, Jó disse, “Deus é o que me transtornou, e com a sua rede me cercou.” Da sua boca também saíram estas palavras, “Quebrou-me
de todos os lados... arrancou a minha esperança, como a uma árvore.”
Quando tudo está transtornado e a vida parece estar de cabeça para baixo, o importante é saber que Deus ainda está no controle. Jó disse, “a mão de Deus me tocou.” Os problemas não vieram pela ausência de Deus, mas vieram por um toque de Deus. Ele quer a sua atenção. Ele quer usar estas
dificuldades para que Ele receba honra e glória pela sua vida.
Não fuja da mão de Deus! Permite que Ele toque a sua vida. Quando a mão dEle tocar a sua vida, aproxime-se dEle. Ele é o nosso refúgio no temporal!
Pr. Jeremy Tyler

17 maio 2016

A LEI DE MURPHY PASTORAL

Você já ouviu falar na Lei de Murphy? Nesses dias de incertezas e mudanças, ela nos encoraja um pouco, já que não falha nunca. É impressionante como a Lei de Murphy não nos desaponta jamais. Ela se aplica a praticamente todas as profissões e situações. Apresento abaixo alguns exemplos de como a Lei de Murphy se aplica ao ministério pastoral.
1. Se eu emprestar um livro a alguém hoje, vou precisar dele amanhã. 
2. Na semana que vem não conseguirei encontrar um artigo que li hoje.
3. Tão logo eu planeje minhas férias, um casal decide se casar na mesma data.
4. A revista do próximo semestre da Escola Bíblica, ou um pregador da TV, estará trazendo uma série de estudos sobre Elias, o mesmo tema que acabei de ensinar numa série de mensagens.
5. Assim que uma família se filia à nossa igreja, outra se muda para longe.
6. A data que escolho para o mutirão de limpeza coincide com o final da Copa do Mundo ou com a Corrida de Fórmula 1 ou com o banquete da União Feminina.
7. O sermão que relutantemente decido repetir depois de cinco anos, é o único que alguém tomou nota e do qual se recorda.
8. No domingo em que prego um pouco mais, é exatamente o dia em que minha esposa deixou uma carne assando lá em casa.
9. Fico com uma tosse braba exatamente quando sou convidado a falar num programa de rádio.
10. No domingo em que não me preparei direito, o Presidente decide visitar nossa igreja.
11. Quando saio de camisa e bermuda sujas, para uma comprinha de última hora, encontro quase todos os membros da igreja na rua.
12. O cachorro só fica doente quando viajo, e minha esposa tem de cuidar dele.
Já chega! Antes que vocês pensem que deixei de acreditar em Romanos 8.28, quero encerrar este artigo com umas poucas observações.
A Lei de Murphy não contradiz Romanos 8.28. Minha vida cristã continua sendo guiada e controlada pela invisível mão de Deus, e sua lei é muito mais poderosa que a de Murphy. No entanto, a Lei de Murphy talvez seja necessária para que eu não me esqueça de que neste mundo as coisas nunca serão perfeitas, e que não devo me entregar a uma euforia passageira. Devo aprender a admirar o dia bonito de hoje porque talvez chova amanhã. Também não posso me esquecer que, embora pareça que uma armadilha diabólica queira acabar com todos os meus planos, o sentimento de aventura de uma vida assim é absolutamente maravilhoso.
Será que gostaríamos de ter uma vida totalmente previsível? Eu não!
(Rev. Wendell Kent - Sword of the Lord)

11 maio 2016

O NONO MANDAMENTO

Texto: Êxodo 20:16.
Assunto Geral: 9º Mandamento.
Tema: “O que proíbe o 9º Mandamento?”
Objetivo Geral: De consagração.
Objetivo Específico: Mostrar aos ouvintes o que nos proíbe o 9º Mandamento.
Proposição: O 9º Mandamento nos proíbe: A mentira; O mexerico; A calúnia.
Introdução: No 9º Mandamento temos o parâmetro estabelecido por Deus para o trato com o próximo, considerando a verdade no falar.
No mundo, a mentira, o mexerico, a calúnia, são instrumentos corriqueiramente usados no relacionamento entre as pessoas, seja no mundo político, seja no mundo empresarial ou no trato ordinário das pessoas comuns umas com as outras, sendo considerados, tais pecados, como ferramentas válidas para se conseguir o que se quer.
Mas para o cristão, como cidadão do Céu que é, peregrino neste mundo enganador e passageiro, mentir, entregar-se a mexericos e caluniar são pecados vis e desprezíveis que o verdadeiro imitador de Cristo abomina.
Devemos reconhecer, entretanto, que muitas vezes tanto a mentira, quanto o mexerico, bem como a calúnia, ameaçam a Igreja de Cristo, nela se infiltrando e frequentemente causando não pequenos estragos.
Com o propósito de prevenir o Povo de Deus contra tais vícios pecaminosos, meditaremos sobre o que o 9º Mandamento nos ensina em relação à questão.
Oração de Transição: Vejamos, nas Sagradas Escrituras, o que nos proíbe o 9º Mandamento.
I ) O 9º Mandamento nos proíbe a mentira.
1. Porque a mentira consiste em um falso testemunho contra o próximo, visto que, mediante ela, subtraímos do próximo o sagrado direito de saber a verdade. A origem da mentira reside no próprio Satanás (Jo. 8:44).
2. Porque, sendo a Igreja um vínculo de amor, não podemos mentir para quem amamos, sendo, portanto, proibido aos cristãos mentir uns para os outros (Ef. 4:25).
3. Porque a mentira é própria dos que serão sentenciados ao castigo eterno (Ap. 21:8).
Aplicação: Temos sido honestos e francos nos nossos relacionamentos na Igreja e na Sociedade ou temos nos corrompido com o pecado da mentira? Temos falado a verdade mesmo em prejuízo próprio?
II ) O 9º Mandamento nos proíbe o mexerico.
1. Porque o mexerico contamina o ambiente da Igreja e o ambiente social do qual o crente participa, tornando o ambiente insuportável. Por isso, a palavra do crente deve ser sempre visando a edificação (Ef. 5:29).
2. Porque o mexeriqueiro é tacitamente condenado pelas Escrituras (Lv. 19:16; Pv. 11:13; 18:18).
3. Porque aqueles que se dão ao mexerico, acabam por serem vítimas de Satanás (I Tm. 5:11-15).
4. Como evitar o mexerico? Pensando em coisas espirituais (Cl. 3:1,2), e em tudo aquilo que edifica (Fl. 4:8). 
Aplicação: Tenho tido a preocupação de falar de modo agradável a Deus? Tenho me guardado do mexerico ou tenho dado ocasião a Satanás através desta prática pecaminosa?
III ) O 9º Mandamento nos proíbe a calúnia.
1. Calúnia: “Afirmação falsa contra a honrabilidade de alguém; imputação infundada; ofensa à reputação de uma pessoa” “nono mandamento” (da página 1) (Francisco da Silveira Bueno). Isto é, caluniar alguém é inventar uma mentira com o propósito específico de prejudicar esse alguém. 
2. A calúnia, ou falso testemunho, era punido, pela Lei de Moisés, com extremo rigor (Dt. 19: 16-21).
3. A calúnia normalmente é alimentada pelo ódio encoberto, ou pela inveja. Ambos são de procedência maligna: o ódio encoberto (I Jo. 4:20,21), bem como a inveja (Tt. 3:3).
Aplicação: Tenho usado minha língua para louvar a Deus e edificar o próximo ou tenho usado para caluniar os outros, motivado por algum sentimento perverso abrigado em meu coração?
Conclusão: Amados, como nos recomenda Tiago, usemos nossas línguas para louvor a Deus e benefício do próximo. Abandonemos a mentira, o mexerico, a calúnia, e usemos nossas bocas de modo agradável e santo.
(Pr. Adalberto é pastor da I.B. Boas Novas em Penópolis - SP)

UM MÉTODO ESTRANHO DE CONVRESÃO



“O que o senhor vai querer?”, o dono do bar perguntou a Moody.
“Quero que seus filhos participem da Escola Dominical”, foi a resposta.
“Se o senhor voltar na próxima quintafeira para pegar os meninos na frente da turma de incrédulos que se reúnem aqui neste lugar, deixarei as crianças irem à igreja.”
“Negócio fechado!”, respondeu Moody.
Na quinta-feira seguinte, Moody apareceu no bar. Ele começou o encontro dizendo: “Cavalheiros, temos o costume de iniciar nossas reuniões com uma oração. Tommy, suba naquele barril e ore”. O menino obedeceu prontamente, levantou os olhos para o céu e orou com todo poder!
Quando as lágrimas começaram a rolar pelo rosto da criança, os fregueses mais sensíveis deixaram o recinto imediatamente. Finalmente, os corações de pedra começaram a ser vencidos pela emoção e pelo poder espiritual da ocasião e retiraram-se vagarosamente. Não sobrou ninguém a não ser o dono do bar, Moddy e o garoto da oração.
“Já chega, Tommy”, disse o evangelista, e virando-se para o pai do menino, falou: “Virei buscar as crianças”.
“O senhor poderá levá-las, conforme combinamos. Mas seu jeito de lutar é bastante estranho.”
“É assim que ganho minhas batalhas”, Moody explicou. Ele havia instruído o garoto a que não parasse de orar até que todos os fregueses tivessem saído! Sua estratégia foi bastante diplomática.
A perspicácia, a intrepidez e a tática de tal homem merecem ser imitadas.

(Gospel Herald - Sword of the Lord) 

22 outubro 2015

COMPORTAMENTO NO NAMORO

(Para ser ensinado a juniores e adolescentes)
É muito, muito importante que os pais parem e, em oração, estabeleçam regras para o namoro dos filhos. É igualmente importante que transmitam as regras aos filhos e filhas, e exijam que sejam cumpridas. É imperativo que as regras de comportamento no namoro comecem a ser ensinadas antes que a criança chegue a adolescência, e que continue até a juventude.
1. Jamais namore sem o consentimento dos pais ou responsável (Provérbios 6.20-22).
2. Jamais namore um recém-conhecido (1 Coríntios 15.33, 2 Timóteo 3.5-6).
3. Jamais namore um não-crente ou um crente carnal (2 Coríntios 6.14-18).
4. Jamais comprometa nem abaixe seus padrões morais (Provérbios 1.10-15).
5. Decida-se pelo que Deus tem de melhor em matéria de casamento (Romanos 12.2).
6. Jamais fique sozinho em casa ou num carro com seu namorado (Romanos 13.14).
7. Só use roupas decentes (1 Timóteo 2.9; Tiago 1.14-15).
8. Os pais devem sempre saber onde e com quem os filhos estão (1 Coríntios 15.33).
9. Nossos corpos são templos de Deus (1 Coríntios 6.18-20).
10. Nada de toques, beijos e carícias.O padrão deve ser espiritual (1 Coríntios 7.1).
11. Decida manter-se virgem até o casamento; a chegar puro ao altar (Apocalipse 21.2).
12. Não planeje o casamento antes de conversar com seus pais (1 Tess. 4.6).
13. Encontros e atividades devem acontecer em grupo (Mateus 6.13).
14. Aprenda a despedir-se com decência (1 Tessalonicenses 4.3-4).
15. Examine a vida familiar da pessoa, antes de se envolver com ela (Êxodo 20.5-6).
16. Pais e filhos devem gastar tempo em oração, e certificarem-se de que o Espírito Santo está no controle da vida dos adolescentes  (Gálatas 5.16).
17. Não se comprometa com ninguém antes de ter certeza de que é ela que Deus escolheu para você, e antes de estar preparado a assumir um compromisso (1 Coríntios 13.4-8).
18. O noivado deve durar de 6 meses a um ano antes do casamento (1 Coríntios 13.4).
19. Não permita que o namoro interfira com o chamado e o plano de Deus para você, nem que impeça a vontade dele para sua vida (Atos 5.29; Marcos 12.30). 20. Não fique noivo sem que os pais e o pastor aprovem o casamento (Hebreus 13.17).
Conclusão
Pais, as três maiores decisões da vida de seus filhos são:
1. O que farão com Jesus?
2. O que farão de suas vidas?
3. Ao lado de quem passaram suas vidas?
Os adolescentes acabam se casando com algum de seus namorados. Os casamentos bem sucedidos começaram com namoros que tiveram um padrão consistente com os ensinos de pais verdadeiramente cristãos.
(Pastor Gene Protchard)

17 outubro 2015

O MERCENÁRIO E O PASTOR DE VERDADE

João 10.11-15
Jesus começou a explicar quem era o pastor: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá sua vida pelas ovelhas”. É muito interessante saber os muitos nomes que Jesus deu a si mesmo. São mais de cem; acho que são 107. Ele referiu a si mesmo como uma rosa: “Eu sou a rosa de Saron” e como um lírio: “Eu sou o lírio do vale”. A razão para tantos nomes é que apenas um não seria suficiente para descrevê-lo. Jesus tem tantas funções que apenas um nome não poderia explicá-las; não,nem todos eles juntos conseguem fazê-lo.
Paulo afirmou: “A mim, que sou o menor de todos os santos, esta graça me foi dada, de pregar aos gentios as insondáveis riquezas de Cristo”.
Entre todos os nomes, o de pastor é o mais terno. As ilustrações nos ajudam a compreender melhor as verdades. Portanto, no começo do capítulo 10 de João, Cristo faz um contraste entre si e um estranho; depois contrasta-se com um mercenário, que não é o dono das ovelhas. Iremos estudar o mercenário, e depois, as do pastor.
I. O mercenário. João 10.12-13.
Não há como duvidar que o mercenário (acredito eu) representa os pastores infiéis. Observemos, então, as características que fazem parte do obreiro infiel.
1. O mercenário trabalha por dinheiro.
Vocês sabem, prezados amigos, que o pastor precisa de sustento, A lei diz: “Não atarás a boca ao boi, quando trilhar.” (De. 25:4) “Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (1 Coríntios 9:14). Porém, amados irmãos, não é este o propósito do ministério. O mercenário se interessa pelo dinheiro, não pelo rebanho. Os profetas reclamaram dessa atitude. Isaías desabafou: “Todos os seus atalaias são cegos, nada sabem; todos são cães mudos, não podem ladrar; andam adormecidos, estão deitados e amam o tosquenejar. E estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte” (Isa. 56.10-11). Os mercenários agem exatamente assim. Jeremias disse: “Porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à avareza; e desde o profeta até ao sacerdote, cada um usa de falsidade.” (Jer. 6:13). Ezequiel também não andava muito feliz: “Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize aos pastores: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas?” (34:2). Paulo não estava em melhor situação: “Porque a ninguém tenho de igual sentimento, que sinceramente cuide do vosso estado; porque todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus” (Filipenses 2:20-21). Ah, meus irmãos, esta é a marca negativa do mercenário: “Mas o mercenário, que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa” (João 10:12). Todavia o mercenário não é conhecido só porque anda atrás de dinheiro, mas porque quer uma vida sossegada, elogios e fama. Oremos pelos pastores; oremos para que não caiamos na cobiça.
2. O mercenário não é dono do rebanho.
Vocês sabem, queridos irmãos, que os pastores fiéis têm um relacionamento muito especial com as ovelhas. São chamados de pais, de guardas nas torres de vigia, etc. Esse relacionamento ultrapassa a morte. Paulo muitas vezes se referiu a si mesmo como pai (1 Coríntios 4.15; Gálatas 4.19; 1 Timóteo 1.2). Isto nos mostra uma ligação entre o pastor e o rebanho. Ele é o pai; ele gera as ovelhas por meio do evangelho. O mesmo não acontece com o mercenário, pois as ovelhas não lhe pertencem. Deus não o considera um pai para as ovelhas. Deus não o considera um instrumento na conversão de almas. O mercenário não pode dizer como Paulo: “Meus queridos, de quem tenho saudades; minha coroa e glória”. No juízo final, o mercenário não receberá uma coroa de almas salvas. Ah! Esta é a marca do mercenário—um galho seco. Oremos para que esta não seja a nossa marca.
3. O mercenário não se preocupa com as ovelhas.
Sabemos que os pastores chamados por Deus cuidam das ovelhas. Imaginem “pastor de verdade” (da página 1) quanto trabalho o apóstolo Paulo não teve que fazer; quanto sofrimento não teve que agüentar (2 Coríntios 11.23)! Ouçam sua oração: “Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós” (Romanos 1:9). “Porque quero que saibais quão grande combate tenho por vós, e pelos que estão em Laodicéia, e por quantos não viram o meu rosto em carne” (Colossenses 2:1). Ouçam o que ele disse aos anciãos de Éfeso: “Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar, com lágrimas, a cada um de vós” (Atos 20:31). Testemunhem as lágrimas derramadas pelas ovelhas: “Porque, em muita tribulação e angústia do coração, vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho” (2 Coríntios 2:4). Ouçam a gratidão expressa a Deus: “Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós” (Filipenses 1:3); e “Porque que ação de graças poderemos dar a Deus por vós, por todo o gozo com que nos regozijamos por vossa causa diante do nosso Deus” (1 Tessalonicenses 3:9), e mais: “Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações” (Efésios 1:16). Estas são as marcas de um verdadeiro pastor! Contudo o mercenário não se preocupa com as ovelhas. Ele não chora pelo rebanho. Como poderia fazê-lo se seu coração não se angustia pelas ovelhas? Oremos para que amemos tanto a Cristo que estaremos sempre prontos a cuidar do rebanho.
4. O mercenário foge quando o lobo aparece.
“Mas o mercenário, que não é o pastor, e a quem as ovelhas não pertencem, foge quando vê o lobo chegando”. Na Bíblia, o lobo pode representar duas coisas: os falsos pastores e as heresias. Atos 20.29: “Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho”. Evidentemente os lobos cruéis são os falsos mestres, que apresentam outro evangelho. “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos;” (Mateus 10:16). Neste versículo, os lobos são os homens que arrastariam as ovelhas até às autoridades. O pastor de verdade se revela quando o lobo chega. Ele se coloca na frente das ovelhas quando as heresias aparecem ou quando a perseguição estende suas garras sobre o rebanho. É nesta hora que o verdadeiro pastor se coloca entre o aprisco e o perigo. O mercenário, todavia, foge. No momento em que sua tranqüilidade e seu conforto correm perigo, ele desaparece. Oremos para que nosso país tenha pastores de verdade, e não mercenários que não se preocupam com o rebanho; pessoas a quem Deus não chama para converter almas; que fogem quando heresias e perseguições ameaçam o rebanho. Oremos para que os verdadeiros pastores se façam conhecer quando as heresias e perseguições surgirem. Oremos para que nunca chegue o dia em que nossa pátria caia nas mãos de pastores mercenários.
II. Consideremos agora o verdadeiro pastor.
É tão reconfortante desviar os olhos do mercenário e colocá-los no pastor de verdade. “Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá sua vida pelas ovelhas”. Aqui Jesus nos apresenta as três marcas do verdadeiro pastor.
1. O verdadeiro pastor dá sua vida pelas ovelhas.
Jacó foi um bom pastor nos campos de Labão. Vocês se lembram de como ele cuidou das ovelhas. “Não te trouxe eu o despedaçado; eu o pagava; o furtado de dia e o furtado de noite da minha mão o requerias. Estava eu de sorte que de dia me consumia o calor, e, de noite, a geada; e o meu sono foi-se dos meus olhos” (Gênesis 31:39-40), justificou-se. Mas Jacó não se entregou pelas ovelhas. Davi foi um ótimo pastor. Certa vez um leão e um urso apareceram e agarraram uma ovelha. Davi perseguiu e matou os animais, e trouxe sua ovelha de volta (1 Samuel 17.35). Porém Davi não deu sua vida pelas ovelhas. Cristo entregou sua vida pelas ovelhas. A condenação foi dada às ovelhas: “Vocês morrerão”. Cristo colocou-se diante das ovelhas e morreu por elas.
“Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados” (Isaías 53:5). Sua morte foi causada pelo pecado. “O salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23). E foi de graça; ele morreu por amor, voluntariamente. Ele se entregou por nós. “Amai-vos uns aos outros como Cristo amou a igreja, e se entregou por ela.” Há um só Mediador, “que se deu em resgate de muitos”. Irmãos, quando eu e você chegarmos ao Céu, veremos “o Cordeiro que foi morto”. Esta cena prende sua atenção? Seu coração é de pedra, e você não consegue entender este amor? Oh, irmãos! A quem podemos recorrer, se não a ele? Veja o que ele ofereceu—sua própria vida! “Eu sou o bom  pastor; o bom pastor dá sua vida pelas ovelhas”.
2. O pastor conhece suas ovelhas.
Irmãos, nós sabemos que o Pai conhece o Filho completamente. Ele o conhece desde sempre. “Estive com ele como um que cresceu ao seu lado. Eu era sua alegria, regozijando-me diante dele.” É assim que Cristo conhece suas ovelhas. “Ele nos escolheu antes da fundação do mundo.” Sabemos que o Pai ama o Filho com alegria total. Cristo ama suas ovelhas com a mesma felicidade. “Tu és linda, meu amor; não há manchas em ti. Como o lírio entre espinhos, assim é minha amada entre as filhas da terra! Meu amor, não há ninguém igual; ela é a única filha de sua mãe”. Cristo se alegra com cada uma de suas ovelhas. O Pai sabia exatamente o que Jesus estava passando quando sofreu aqui na terra. Da mesma maneira, Cristo sabe o que acontece com suas ovelhas, e por isto pode dizer: “Eu conheço minhas ovelhas”. Ele as “pastor de verdade” conhece por toda a eternidade. Ele diz: “Elas nunca perecerão. Ninguém as arrebatará de minhas mãos”. Existe algum pastor como este Pastor?
3. As ovelhas conhecem o pastor.
As ovelhas conhecem a Cristo, e Cristo conhece as ovelhas. Cristo conhece muito bem o Pai. “Pai justo, o mundo não te conhece, mas eu te conheço.” É assim que as ovelhas conhecem a Cristo: ele se manifesta a elas. Cristo já se revelou a você? Ele já abriu sua mente para compreender que ele é a verdade? E você já está nele, que é a verdade? Esta é a marca da ovelha: “...das minhas sou conhecido”. Esta é uma das maravilhas que Cristo oferece às suas ovelhas. Seguimos sua fragrância quando ele passa. Você tem sentido seu perfume? Você está seguindo o perfume dele? Você é conhecido dele do mesmo modo que ele é conhecido do Pai?

Robert Murray M’Cheyne
(Pulpit Helps)

14 maio 2015

OITO MISTÉRIOS DA IGREJA

  1. O mistério do banco vazio. A liberdade para adorar aparentemente é interpretada como liberdade de adoração.
  2. O mistério do desaparecimento do membro da igreja. Alguns desaparecem de cena sem um vestígio e ninguém sabe porquê.
  3. O mistério da criança desacompanhada. Muitas crianças são largadas pelos pais que nunca assistem a escola dominical ou os cultos.
  4. O mistério da Bíblia fechada. Em muitos lares a Bíblia somente pega pó e nunca é usada.
  5. O mistério de enterrar talentos. Todos os membros da igreja gostam de ouvir músicas bonitas mas poucos têm vontade de cantar no coral.
  6. O mistério das economias. O porta níquel de bolso é geralmente a última coisa a se converter.
  7. O mistério do dia mal empregado. Alguns cristãos usam um lindo domingo para tudo, menos para louvar e adorar a Deus.
  8. O mistério do preocupado. Com um salvador amoroso e zeloso, por que um cristão tem que se preocupar ?

(Pulpit Helps)

COMO AS SEITAS DISTORCEM, NEGAM A RESSURREIÇÃO

Os Testemunhas de Jeová dizem que o corpo de Jesus foi desintegrado no túmulo e elevado a um ser espiritual, o Arcanjo Miguel. Os Mormons dizem que Jesus foi elevado não como Deus, mas como um descendente de Deus, o Pai. Eles dizem que o Senhor não ascendeu ao céu, mas foi para as Américas onde pregou o evangelho dos Mormons às tribos judaicas localizadas lá há uns seis séculos antes. A Igreja da Unificação de Sun Myung Moon diz que Jesus falhou em sua missão, sendo morto na cruz. Agora, ele vive como um homem espiritual no mundo espiritual e, um dia, deve retornar para completar sua missão. A ciência cristã diz que o Jesus “humano” não é eterno, enquanto Cristo é o divino ideal. Na ascensão, Jesus desapareceu enquanto Cristo continua a existir. Portanto, a ressurreição é nada mais que espiritualização de pensamento.

(Watchman Fellowship Update - Calvary Contender)

07 maio 2015

O QUE ACONTECEU COM A DISCIPLINA?


Eu estava mastigando um sanduíche e dando uma olhada no jornal quando uma senhora e duas crianças entraram no restaurante e sentaram a uma certa distância de mim. Pouco depois, a mãe precisou ir ao banheiro. Assim que saiu, os filhos—um casal entre seis e oito anos—entraram em ação.
Parece que a discussão começou por causa das batatas fritas. O menino teve um ataque de fúria e começou a jogar tudo para o alto. O hambúrguer acertou em cheio o rosto da irmã; os esguichos de mostarda e catchup vacilaram perigosamente no ar antes de mergulharem no chão, atingindo mesas e cadeiras na descida.
A garota, não se deixando vencer, reuniu todas as forças e atirou a bandeja, com as preciosas batatas, em cima do irmão. E para coroar de glória seu feito, despejou o copão de refrigerante nas calças dele. Depois do espetáculo, olhou vitoriosa para os lados esperando os aplausos.
O restaurante inteiro parou. Os clientes, de boca cheia e aberta, seguravam seus garfos no ar, esperando o segundo assalto do que mais parecia uma luta pelo título de peso pena.
No entanto, o verdadeiro drama começou quando a mãe chegou à cena do crime. O restaurante continuava em silêncio; todos os olhos e ouvidos estavam atentos.
“Mais comida, por favor.”
Surpreendentemente nada aconteceu.
—O senhor poderia trazer mais dois hambúrgueres aqui, por favor”—pediu a mãe calmamente, enquanto limpava o rosto de seus gladiadores da comida. Refrigerante e condimentos escorriam pelas cabeças e roupas das crianças. Havia comida e manchas em todas as direções, cobrindo uma distância de pelo menos três metros a partir da zona de impacto.
O gerente apareceu de cara feia. “Não quero lhe ensinar como criar seus filhos, mas a senhora não acha que um pouco de disciplina iria fazer bem a eles?”
—Se o senhor está se referindo a dar-lhes umas palmadas, digo-lhe que não acredito nesse método de disciplina. Meus filhos só estão um pouco mal humorados hoje.”
Pode ser que meus ouvidos tenham-me pregado uma peça, contudo acho que ouvi uma respiração coletiva de horror vinda dos clientes. Umas boas palmadas teriam provocado uma salva de palmas, com o auditório todo em pé. 
O que os pais modernos pensam? As crianças não são mais nenhum pouco responsáveis pelo que fazem? Disciplinar os filhos está fora de moda? Mesmo que seja por péssimo comportamento?

Ordem Bíblica
Do jeito que entendo a Bíblia, ela não só aprova o castigo corporal—como umas chineladas, por exemplo—como, na verdade, exige esse tipo de disciplina. Provérbio 23.13: “Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá” (Provérbios 23:13).
É claro que ninguém está sugerindo que os pais maltratem seus filhos ou espanque-os brutalmente. No entanto, uma chineladas bem dadas no traseiro são, e continuarão sendo, um meio bastante eficaz de disciplina. Foi um erro muito grande banir esse método das escolas. A falta de disciplina é um dos grandes problemas nas salas de aulas hoje em dia, e tem contribuído para a falta de respeito às autoridades e para o caos em nosso país. As estatísticas parecem confirmar que o aumento da criminalidade deve-se, em grande parte, à falta de homens e mulheres que sejam exemplos de pais amorosos e íntegros, e também porque falta disciplina eficaz nos lares.
E por que falta disciplina nos lares e nas escolas? Em grande parte por causa da divulgação extensiva da filosofia humanística e incrédula que nega a essência dos valores absolutos e da moralidade. Mais ainda, a triste verdade é que a violência que pais desajustados cometem contra seus filhos tem provocado uma reação excessivamente negativa na sociedade em relação à disciplina. Além disso, os pais temem ser processados por maus tratos.
A disciplina é capaz de resolver todos os problemas envolvidos na criação de filhos? Claro que não! As crianças precisam receber amor e carinho, e devem ter bons exemplos a ser imitados. Mas não se enganem: deixar de disciplinar os filhos não é prova de amor. Ao contrário, é sinal de que amamos mais a nós mesmos, de que protegemos nossos sentimentos (porque temos medo de ser rejeitados por nossos filhos) e de que não nos preocupamos com o futuro deles. Se amamos nossos filhos, aceitaremos a tarefa árdua de discipliná-los. Como diz a Bíblia: “O que retém a sua vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, a seu tempo, o castiga” (Provérbios 13:24).

(Dale A. Robbins em Pulpit Helps)

29 abril 2015

BENEFÍCIOS DAS PROVAÇÕES

Texto Bíblico: Tiago 1:2-8
Texto Bíblico de Destaque: I Pedro 4:13
Pensamento Chave: Através das provações somos conscientizados das nossas limitações e também da necessidade de dependermos inteiramente de Deus.

INTRODUÇÃO:
Apesar de positiva no seu ensino, não há duvida de que a Epístola de Tiago é pouco enfatizada junto aos cristãos. Ao contrário da maioria dos livros da Bíblia, a Epístola de Tiago começa como que persuadindo os crentes a viverem alegres em meio a uma situação na qual nenhum deles gostariam de encontrar-se; as provações e tentações da vida. Mas, uma vez que, segundo as palavras do Senhor Jesus, é inevitável que o crente viva sem aflições (João 16:33), como devemos encarar as provações e como devemos nos portar diante delas? Procuremos resposta a esta indagação seguindo o ensino de Tiago, irmão e apostolo do Senhor Jesus Cristo.

I. O QUE A BÍBLIA ENSINA SOBRE AS PROVAÇÕES.
Antes de nos aprofundarmos no que Tiago ensinou quanto ao comportamento cristão face às provações, procuremos descobrir o que a Bíblia, de maneira mais abrangente, ensina sobre este assunto.
1. As Provações, Um Tema Abrangente Nas Escrituras.
O conceito de “provação” aparece expresso na Bíblia através dos mais diferentes termos, tais como: tentação, angústia, tempos trabalhosos, etc... A Bíblia registra que Deus provou Abraão pedindo-lhe seu filho Isaque (Gn.22:1e 2). Jesus foi tentado pelo diabo no deserto (Mt.4:1). Escrevendo à Timóteo , o apóstolo Paulo fala de tempos trabalhosos, referindo-se às provações dos dias futuros (II Tm.3:1).
2. As Provações Uma Constante Na Vida Do Crente Piedoso. 
Diz a Bíblia que “todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (II Tm.3:12). Neste caso as perseguições sofridas por causa de Jesus, se constituem numa forma de provação. Jesus mesmo chamou de bem-aventurado os que sofrem perseguições por sua causa (Mt.5:11). Sofrer perseguições pelo nome de Cristo faz parte da decisão do crente, pois ele tem de negar-se a si mesmo, tomar a sua cruz e seguí-Lo (Mt.10:38).
3. As provações, Fator De Bênçãos Para O Crente Piedoso. 
Escrevendo aos “eleitos segundo a presciência de Deus Pai” (I Pd.1:2). O apóstolo Pedro exorta: “Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios; mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte” (I Pd.4:15-16). Existe muitos cristãos que padecem por teimosia, capricho e intransigência, “se intrometendo em negócios alheios” e depois dizem que estão padecendo por seguir a Jesus. Tal sofrimento, neste caso, é de nenhum valor perante o Senhor.

II. O COMPORTAMENTO DO CRISTÃO FACE ÀS PROVAÇÕES
O apóstolo Tiago introduz a sua epístola, estabelecendo o tipo de comportamento que o cristão deve ter face às provações ou tentações da vida, bem como definindo os efeitos práticos das provações para a vida cristã. De acordo com a sábia doutrina desse apóstolo do Senhor, destacamos os seguintes fatos:
1. O Crente Deve Encarar Com Gozo As Tentações (Tg.1:2)
De modo enfático Tiago começa a sua epístola exortando a comunidade cristã para que considere as provações como ocasião de regozijo. O imperativo tende, significa considerai ou entendei que assim é. A expressão grande gozo, significa nada menos do que alegria ou suprema alegria.
2. Através Das Tentações O Crente É Provado Na Fé (Tiago 1:3)
Sobre isto escreveu o apóstolo Pedro: “Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo” (I Pd.1:7). Só quando provada em meio às tentações e adversidades da vida é que a fé se transforma em testemunhos de fidelidade diante de Deus.
3. A Fé Provada Obra A Paciência (Tg.1:3)
Muitos crentes oram pedindo paciência, como se esta fosse uma virtude comunicada direta e exclusivamente de Deus. Com o fato de que a paciência é uma virtude aprendida, resultante das provações da vida, concorda o apóstolo Paulo quando escreve: “...a tribulação produz a a paciência” (Rm.5:3). Portanto, que o crente não se assuste ao ver multiplicadas as suas tribulações enquanto ora pedindo paciência; pois como já aprendemos, é pela tribulação que vem a paciência.
4. A Paciência Conduz O Crente À Perfeição (Tg.1:4)
Provado e aprovado por Deus. Davi pôde testemunhar da sua capacidade de esperar em paciência no Senhor, em meio às circunstâncias e adversidades da vida (Sl.40:1-3). Mas, ao contrario do doce salmista de Israel, muitos crentes tem perdido excelentes oportunidades de crescer espiritualmente e de desenvolver o seu caráter em meio às provações pelas quais passam. De acordo com o ensino de Paulo “a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança” (Rm.5:3-4).

III. SABEDORIA FACE ÀS PROVAÇÕES
Se nos falta sabedoria para enfrentar as provações, angústias e tentações do tempo presente, devemos pedi-la em oração à Deus.
1. Falta-nos Às Vezes, Sabedoria Para Agir (Tg.1:5)
Quem em várias ocasiões, não se via diante de situações embaraçosas, das quais não sabia como sair? Quem; em algum momento, não se viu preso por correntes de angustia, ou frente com alguma tentação humana invencível? Todos nós sem dúvida. É nesta hora que descobrimos a inutilidade do tempo e das horas que deixamos passar sem estreitarmos os laços que nos unem a Deus – a fonte de toda ciência.
2. Deus Está Pronto A Nos Comunicar A Sua Sabedoria (Tg.1:5)
Uma vez que em Deus está a fonte de toda a ciência e a sabedoria, só Ele é capaz de concedê-la “liberalmente” sem restrições, à todos quantos a buscarem sinceramente e submissamente. Só a sabedoria que emana do alto, de Deus, é capaz de dar ao crente a inteligência necessária em meio a todas as circunstâncias da vida. “Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade” (Pv.2:6-7). 
A fé é moeda do cristão nas suas transações com o bem; qualquer outra moeda é falsa e de nenhum valor nos negócios do reino celestial.
3. Deus Atende O Apelo Da Fé (Tg.1:6)
A verdadeira ciência da vida é comunicada por Deus ao crente em atenção à sua atitude de fé. A vida de fé é serena como uma piscina. Mas, “o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte” (Tg.1:6). O homem incrédulo é, aqui, assemelhado ao mar de ondas enfurecidas, e Tiago afirma que o mesmo não receberá do Senhor coisa alguma (Tg.1:7).
4. Só O Crente Sincero Tem A Vitória Assegurada (Tg.1:8)
O homem de coração vacilante, dividido entre viver por fé e viver pelo que viu os seus olhos, é inconstante, inseguro em todos os seus caminhos. Ele anda como se estivesse andando sobre areia movediça ou sobre um colchão d’água. O modo é o seu aqui e agora, e a incerteza o seu horizonte e futuro. Enquanto isso “Os que confiam no Senhor serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre” (Sl.125:1). De acordo com as palavras do sábio Salomão, só “o justo tem perpetuo fundamento” (Pv.10:25).

CONCLUSÃO
O que até aqui temos estudado com base na Epístola de Tiago 1:2-8, pode ser sintetizado da seguinte forma:
1. As Provações São Inevitáveis. Mesmo assim o crente deve encará-las com otimismo e gozo no Senhor.
2.As Provações Têm Recompensas.
O resultado das provações será a paciência e o progresso na conquista da perfeição cristã.
3.Deus Está Pronto A Nos Dar Sabedoria A Fim De Que Apresentemos O Caminho Da Paciência Nas Provações. 
Uma vez que Deus nos prova com o propósito de nos aprovar, só Ele conhece os melhores meios para tornar isso possível.
4. Deus Honra a Vida de Fé.
Os céus e todos os seus tesouros estão a mercê do homem e da mulher, de fé. A vitória que vence o mundo é a nossa fé (I João 5:4).

TESTE SEU APRENDIZADO
1.Como Tiago inicia sua epístola?
2.Cite alguns termos que aparecem nas Escrituras com o mesmo sentido de provação.
3.O que ensina a Bíblia sobre provação?
4.Através de que meio o crente adquire a paciência? Cite um versículo que confirme

Pr. Joselito Jesus de Assis

28 abril 2015

ORAÇÃO

Todos nós reconhecemos que a oração é uma parte muito vital de um cristão. Entre tanto, essa visão é porque nós temos sido ensinados que a oração é a coisa certa para se fazer, e não porque experimentamos uma verdadeira relação com Deus através da oração. Muitas vezes nós temos orado por obrigação, e não sentimos a presença de Deus, não acreditamos que isto poderia fazer diferença na nossa maneira de viver. Louve a Deus, pois a oração se propõe a ser e pode ser muito mais que um simples ritual vazio. Isso é falar com Deus, em companhia de Deus; é estar constantemente em sua presença; é a segurança de que Ele está próximo e no controle de uma vida. É sabido que quando alguém fala com Deus, isso faz diferença em sua vida. Para os cristãos, a oração é a sua própria vida. As seguintes sugestões ajudam este escritor na oração. Elas são dadas, com oração, para ajudar você.

  1. Converse com Deus do seu próprio jeito. Não tente orar como os outros fazem.
  2. Sempre coloque Deus num lugar de reverência e poder em sua mente.
  3. Pense em “falar com Deus” em lugar de “orar a Deus”. Isso faz Deus real e pessoal , em vez de distante.
  4. Abstenha-se do uso de velhas frases que não têm relação com sua vida secular. 
  5. Abstenha-se do uso da frase: “Ter uma palavra de oração”. Isso implica que a oração é somente um ritual que fazemos ocasionalmente, em vez de fazer parte de nossa vida.
  6. Ore particularmente e especificamente. Use os nomes da pessoas e lugares. Chame os pecados e as bençãos pelos nomes.
  7. Adquira o hábito de falar com Deus em qualquer lugar, em qualquer hora, sobre qualquer coisa. Veja-O como uma companhia constante.
  8. Procure pessoas com quem você possa orar durante o dia.
  9. Ore esperando a resposta de Deus. Fale com Deus acreditando que as coisas serão diferentes por causa da conversa. Observe os resultados de suas orações.
  10. Deixe de lado a ira com seu irmão, desentendimentos com sua esposa e incredulidade. Estas atitudes e situações obstruem o canal com Deus e impedem a comunicação com Ele.

(Gary Taliaferro - The Lamp - Pulpit Helps)

27 abril 2015

DISCIPLINA PREVENTIVA NA IGREJA

“Prevenir é melhor que remediar.” Este
ditado se aplica tanto à igreja como a qualquer
aspecto da vida. O objetivo de Deus
ao disciplinar seus filhos é que eles vivam
corretamente. Deus não deseja nos castigar;
apenas quer nos instruir com sua Palavra
por meio do Espírito Santo, e quer que
sejamos obedientes (Provérbios 32.8-9). Ele
só nos castiga quando nos recusamos a seguir
suas ordens. Assim, disciplina preventiva
é tudo o que a igreja faz na tentativa de
levar seus membros a viver de modo obediente;
e a obediência torna desnecessária a
disciplina corretiva.
1. A disciplina preventiva é mantida por meio de padrões bíblicos para os membros da congregação (Atos 2.41-42). 
Essa é uma parte fundamental e necessária da disciplina da igreja. É impossível manter uma igreja pura sem averiguar se as pessoas que querem se tornar parte dela realmente nasceram de novo e estão comprometidas com a fé neotestamentária.
2. A disciplina preventiva é mantida por meio de padrões bíblicos para líderes e pastores (1 Timóteo 3). 
Uma das maneiras mais eficazes de encorajar um alto padrão moral entre os membros da igreja é manter um alto padrão moral entre os que ensinam e os que estão envolvidos em qualquer tipo de liderança. Essas pessoas estabelecem o tom moral para a congregação. Não podemos exigir que um membro da igreja tenha um padrão de vida cristã mais elevado que o de um líder. Se professores e diáconos vivem com um pé no mundo e outro na igreja, e participam de atividades questionáveis, é natural que os liderados sigam seu péssimo exemplo, e se tornem piores do que eles. É bom que a igreja tenha diretrizes escritas quanto ao comportamento que se espera de qualquer pessoa que exerça um cargo de liderança na igreja.
3. A disciplina preventiva é mantida por meio do ministério pastoral dos líderes (1 Tessalonicenses 2.7-12; Colossenses 1.28). 
O ministério de pregação é vital, no entanto, há também necessidade de um ministério pessoal, individual aos membros da igreja. Amor e atenção pessoal são muito importantes. É esse o significado da palavra “pastor”. Muitos cristãos já chegaram à beira da desistência porque os líderes da igreja não lhes mostraram amor nem lhes prestaram ajuda individualmente. Lembro-me do que aconteceu em uma igreja. O pastor ensinava a Bíblia fiel e detalhadamente, mas não exercia um ministério pessoal em relação à sua congregação. É bem possível que esse fato tenha contribuído para o divórcio de dois casais jovens da igreja. O pastor não visitou os casais nem tentou ajudá-los em particular. O pastor não tinha tempo para as pessoas. Dois dos cônjuges envolvidos nesse triste episódio retornaram para Deus e para a igreja, contudo suas vidas foram para sempre marcadas e atingidas pela dor da separação. Foi o pecado dos indivíduos que arruinou seus lares, mas também é possível que o divórcio pudesse ter sido evitado, caso o pastor tivesse cumprido sua responsabilidade em cuidar das ovelhas. Compare esse fracasso com o testemunho abaixo, dado por um pastor de verdade, que reconheceu a importância de cuidar das ovelhas: 
“Desejo de todo coração lhes ser útil como pastor. Quando aceitei a Cristo, eu pensava que os pastores fossem meio humanos e meio divinos, e que era melhor manter-me longe deles. O resultado foi que não cresci como deveria. Se eu soubesse que poderia ter me aproximado de meu pastor, muitas de minhas perguntas teriam sido respondidas, e ele teria me ajudado tanto com seus conselhos. O relacionamento entre pastor e ovelhas deve ser muito carinhoso, e é isto que Jesus deseja que aconteça entre o pastor e a igreja. Quando vocês estiverem doentes, passando por dificuldades ou qualquer tipo de problema, por favor, me procurem. Sou ocupado, mas não tão ocupado que não possa ajudá-los em seus problemas e dores” (James Crumpton. New Testament Church Discipline). Confiram Salmo 23; Jeremias 23.1-4; João 10.11-10; Atos 20.28-32; 1 Tessalonicenses 2; 1 Pedro 5.1-4.
4. A disciplina preventiva é mantida por meio da comunhão da igreja. 
A pregação e o cuidado pastoral não são suficientes. Os pastores e líderes são limitados em número, e simplesmente não podem fazer tudo que é necessário para o crescimento da congregação. Os membros da igreja devem ministrar uns aos outros diariamente. Cada cristão é vital para a manutenção da disciplina na igreja. Os membros devem se ensinar (Colossenses 3.16), exortar e corrigir uns aos outros (Hebreus 3.12-14; 10.24-25; Romanos 15.14), ministrar uns aos outros (1 Pedro 4.9-10), confortarem-se mutuamente (1 Tessalonicenses 4.18; 5.11), amarem-se e perdoarem-se (Romanos 12.10; Gálatas 5.13; Efésios 4.32; Colossenses 3.13; 1 Pedro 3.8), visitar e ajudar os enfermos e as viúvas (Tiago 1.27) e confessarem seus erros uns aos outros e orarem uns pelos outros (Tiago 5.16).
Pastor David Cloud 
(Extraído do site da Internet Way of Life Literature, do pastor David W. Cloud. Direitos reservados. Usado com permissão.)
O AMIGÃO do Pastor VOL. 12 - Nº 01 JAN/02