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24 março 2014

DÍZIMO: BENÇÃO OU MALDIÇÃO (MAL.3:7-12)

Todas as coisas determinadas por Deus, sempre tiveram o objetivo de beneficiar a criatura humana. Principalmente aqueles que procuram ser fiéis ao Criador.
Existem muitos que dizem ser servos de Deus, mas detestam ouvir dizer, que estão roubando de Deus. Pode ser que tais pessoas não conheçam o texto bíblico de (Mal.3:8). Quem conhece essa verdade contida no texto citado acima, não pode contestar que o não dizimista seja classificado como ladrão. Eis o porque da pergunta: “Dízimo: Benção ou Maldição?”
Quando negligenciamos o dízimo, ele se torna maldição (Mal.3:9).
Não quero generalizar todas as dificuldades que acontecem em nossa vida como consequência de nossa infidelidade na entrega do dízimo, mas quando examinamos o quadro de dizimistas de nossa Igrejas, constatamos que os crentes fiéis são os mais abençoados. Deus não falha em suas promessas.
Por que duvidar de Deus? Vejam as promessas contidas em (Mal.3:10-12). Não importa o quanto é o dízimo a entregar. Importa que estejamos sendo fiéis a Deus. Se você não tem essa experiêcia com Deus, faça-a a partir de agora. Não tente enganar a Deus.
Pr. João Carlos Gonçalves de Azevêdo

Leitura Cronológica Anual da Bíblia (Mês 11, dia 19)

Tiago  1-2

Tiago  1

  (1) TIAGO, servo de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que andam dispersas, saúde. (2) Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; (3) Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. (4) Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma. (5) E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada. (6) Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. (7) Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa. (8) O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos. (9) Mas glorie-se o irmão abatido na sua exaltação, (10) E o rico em seu abatimento; porque ele passará como a flor da erva. (11) Porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a formosa aparência do seu aspecto perece; assim se murchará também o rico em seus caminhos. (12) Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. (13) Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. (14) Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. (15) Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte. (16) Não erreis, meus amados irmãos. (17) Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. (18) Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas. (19) Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. (20) Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus. (21) Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas. (22) E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. (23) Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; (24) Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era. (25) Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito. (26) Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. (27) A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.

Tiago  2

 (1) MEUS irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. (2) Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com trajes preciosos, e entrar também algum pobre com sórdido traje, (3) E atentardes para o que traz o traje precioso, e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé, ou assenta-te abaixo do meu estrado, (4) Porventura não fizestes distinção entre vós mesmos, e não vos fizestes juízes de maus pensamentos? (5) Ouvi, meus amados irmãos: Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam? (6) Mas vós desonrastes o pobre. Porventura não vos oprimem os ricos, e não vos arrastam aos tribunais? (7) Porventura não blasfemam eles o bom nome que sobre vós foi invocado? (8) Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis. (9) Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela lei como transgressores. (10) Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. (11) Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei. (12) Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade. (13) Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo. (14) Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? (15) E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, (16) E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? (17) Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. (18) Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. (19) Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem. (20) Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta? (21) Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? (22) Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada. (23) E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus. (24) Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé. (25) E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários, e os despediu por outro caminho? (26) Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.

DEVOCIONAL PARA HOJE

VERSÍCULO:
   Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares. - Josué 1:9

PENSAMENTO:
   Nunca sozinho! Que promessa. Deus irá com Ele, e conosco, através das estações da vida, através dos nossos altos e baixos,  através das tentações e vitórias, e até através da morte (Salmo 139).  Então, podemos ser corajosos e sentir a força dEle.  Não estamos sozinhos!

ORAÇÃO:
   Ó Deus que é e era e há de ser, obrigado por estar comigo e ficar comigo quando todos os outros me abandonam e saem.  O Senhor  é o único constante na minha vida que está cheia de mudanças. Ajude-me a ser mais constante e fiel nos meus compromissos e relacionamentos, para honrá-Lo e aprender mais sobre o Senhor. Através de Jesus eu oro. Amém. 
 http://www.iluminalma.com/dph/4/0304.html

23 março 2014

DESEMPENHO DE ORDENS

Um pequeno menino uma noite, falou aos seus pais na mesa do jantar, que haveria uma pequena reunião da associação de pais e professores na escola dele no próximo dia. “Bem, se é somente uma pequena reunião, você acha que nós devemos ir?” perguntou o pai dele.
- “Acho que sim”, disse o menino.
- “É somente você, eu e o diretor.”
“A direção para qual estamos olhando tem muito a ver com nosso destino.”

VIDA BALANCEADA

O que compõe uma vida balanceada, é que você tenha:
Felicidade suficiente para mantê-lo doce…
Tribulação suficiente para mantê-lo forte…
Tristeza suficiente para mantê-lo humano…
Esperança suficiente para mantê-lo feliz …
Fracasso suficiente para mantê-lo humilde…
Sucesso suficiente para mantê-lo ansioso…
Amigos suficientes para confortá-lo…
Riqueza suficiente para suprir suas necessidades…
Entusiasmo suficiente para fazê-lo ficar ansioso…
Fé suficiente para abolir a depressão…
E determinação suficiente para fazer cada dia um dia melhor do que ontem! 
(The Bulletin)

Qual foi a marca que Deus colocou em Caim (Gênesis 4:15)?

Depois que Caim matou o seu irmão Abel, Deus declarou a Caim: "E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão. Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra" (Gênesis 4:11-12). Em resposta, Caim lamentou: "Então disse Caim ao SENHOR: É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada. Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na terra, e será que todo aquele que me achar, me matará" (Gênesis 4:13-14). Deus respondeu: "O SENHOR, porém, disse-lhe: Portanto qualquer que matar a Caim, sete vezes será castigado. E pôs o SENHOR um sinal em Caim, para que o não ferisse qualquer que o achasse" (Gênesis 4:15-16).

A natureza do sinal em Caim tem sido um assunto de muito debate e especulação. A palavra hebraica traduzida como "sinal" é 'owth e se refere a uma "marca, sinal ou símbolo." Em outros lugares nas Escrituras Hebraicas, 'owth é usado 79 vezes e é mais frequentemente traduzido como "sinal". Assim, a palavra hebraica não identifica a natureza exata do sinal que Deus colocou em Caim. O que quer que tenha sido, era um sinal/indicador de que Caim não era para ser morto. Alguns propõem que a marca era uma cicatriz ou algum tipo de tatuagem. Seja qual for o caso, a natureza exata da marca não é o foco da passagem. O foco é que Deus não permitiria que as pessoas se vingassem contra Caim. Qualquer que tenha sido esse sinal, o seu propósito foi alcançado.

No passado, muitos acreditavam que o sinal em Caim era uma pele escura - que Deus mudou a cor da pele de Caim para preta a fim de identificá-lo. Já que Caim também recebeu uma maldição, a crença de que a marca era a pele negra levou muitos a acreditar que as pessoas de pele escura eram amaldiçoadas. Muitos usaram esse ensinamento da "marca de Caim" como justificativa para o comércio africano de escravos e a discriminação contra as pessoas de pele preta/escura. Esta interpretação da marca de Caim é completamente antibíblica. Em nenhum lugar da Bíblia hebraica 'owth é usado para se referir à cor da pele. A maldição sobre Caim em Gênesis capítulo 4 foi no próprio Caim. Nada é dito da maldição de Caim sendo passada aos seus descendentes. Não há absolutamente nenhuma base bíblica para afirmar que os descendentes de Caim tinham a pele escura. Além disso, a menos que uma das esposas dos filhos de Noé fosse uma descendente de Caim (possível, mas improvável), a linhagem de Caim foi encerrada pelo Dilúvio.

Qual foi a marca que Deus colocou em Caim? A Bíblia não diz. O significado desse sinal - que Caim não era para ser morto - era mais importante do que a natureza do sinal em si. O que quer que tenha sido, não tinha conexão nenhuma com a cor da pele ou uma maldição sobre as gerações descendentes de Caim. Usar esse sinal como uma desculpa para o racismo ou discriminação é absolutamente antibíblico.

Leia mais: http://www.gotquestions.org/Portugues/marca-Cain.html#ixzz2waytjvSN

Leitura Cronológica Anual da Bíblia (Mês 11, dia 18)

Atos  27-28

Atos  27

 (1) E, COMO se determinou que havíamos de navegar para a Itália, entregaram Paulo, e alguns outros presos, a um centurião por nome Júlio, da coorte augusta. (2) E, embarcando nós em um navio adramitino, partimos navegando pelos lugares da costa da Ásia, estando conosco Aristarco, macedônio, de Tessalônica. (3) E chegamos no dia seguinte a Sidom, e Júlio, tratando Paulo humanamente, lhe permitiu ir ver os amigos, para que cuidassem dele. (4) E, partindo dali, fomos navegando abaixo de Chipre, porque os ventos eram contrários. (5) E, tendo atravessado o mar, ao longo da Cilícia e Panfília, chegamos a Mirra, na Lícia. (6) E, achando ali o centurião um navio de Alexandria, que navegava para a Itália, nos fez embarcar nele. (7) E, como por muitos dias navegássemos vagarosamente, havendo chegado apenas defronte de Cnido, não nos permitindo o vento ir mais adiante, navegamos abaixo de Creta, junto de Salmone. (8) E, costeando-a dificilmente, chegamos a um lugar chamado Bons Portos, perto do qual estava a cidade de Laséia. (9) E, passado muito tempo, e sendo já perigosa a navegação, pois, também o jejum já tinha passado, Paulo os admoestava, (10) Dizendo-lhes: Senhores, vejo que a navegação há de ser incômoda, e com muito dano, não só para o navio e carga, mas também para as nossas vidas. (11) Mas o centurião cria mais no piloto e no mestre, do que no que dizia Paulo. (12) E, como aquele porto não era cômodo para invernar, os mais deles foram de parecer que se partisse dali para ver se podiam chegar a Fenice, que é um porto de Creta que olha para o lado do vento da África e do Coro, e invernar ali. (13) E, soprando o sul brandamente, lhes pareceu terem já o que desejavam e, fazendo-se de vela, foram de muito perto costeando Creta. (14) Mas não muito depois deu nela um pé de vento, chamado Euro-aquilão. (15) E, sendo o navio arrebatado, e não podendo navegar contra o vento, dando de mão a tudo, nos deixamos ir à toa. (16) E, correndo abaixo de uma pequena ilha chamada Clauda, apenas pudemos ganhar o batel. (17) E, levado este para cima, usaram de todos os meios, cingindo o navio; e, temendo darem à costa na Sirte, amainadas as velas, assim foram à toa. (18) E, andando nós agitados por uma veemente tempestade, no dia seguinte aliviaram o navio. (19) E ao terceiro dia nós mesmos, com as nossas próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio. (20) E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos. (21) E, havendo já muito que não se comia, então Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó senhores, ter-me ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e esta perda. (22) Mas agora vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio. (23) Porque esta mesma noite o anjo de Deus, de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo, (24) Dizendo: Paulo, não temas; importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo. (25) Portanto, ó senhores, tende bom ânimo; porque creio em Deus, que há de acontecer assim como a mim me foi dito. (26) É, contudo, necessário irmos dar numa ilha. (27) E, quando chegou a décima quarta noite, sendo impelidos de um e outro lado no mar Adriático, lá pela meia-noite suspeitaram os marinheiros que estavam próximos de alguma terra. (28) E, lançando o prumo, acharam vinte braças; e, passando um pouco mais adiante, tornando a lançar o prumo, acharam quinze braças. (29) E, temendo ir dar em alguns rochedos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que viesse o dia. (30) Procurando, porém, os marinheiros fugir do navio, e tendo já deitado o batel ao mar, como que querendo lançar as âncoras pela proa, (31) Disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos. (32) Então os soldados cortaram os cabos do batel, e o deixaram cair. (33) E, entretanto que o dia vinha, Paulo exortava a todos a que comessem alguma coisa, dizendo: É já hoje o décimo quarto dia que esperais, e permaneceis sem comer, não havendo provado nada. (34) Portanto, exorto-vos a que comais alguma coisa, pois é para a vossa saúde; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós. (35) E, havendo dito isto, tomando o pão, deu graças a Deus na presença de todos; e, partindo-o, começou a comer. (36) E, tendo já todos bom ânimo, puseram-se também a comer. (37) E éramos ao todo, no navio, duzentas e setenta e seis almas. (38) E, refeitos com a comida, aliviaram o navio, lançando o trigo ao mar. (39) E, sendo já dia, não conheceram a terra; enxergaram, porém, uma enseada que tinha praia, e consultaram-se sobre se deveriam encalhar nela o navio. (40) E, levantando as âncoras, deixaram-no ir ao mar, largando também as amarras do leme; e, alçando a vela maior ao vento, dirigiram-se para a praia. (41) Dando, porém, num lugar de dois mares, encalharam ali o navio; e, fixa a proa, ficou imóvel, mas a popa abria-se com a força das ondas. (42) Então a idéia dos soldados foi que matassem os presos para que nenhum fugisse, escapando a nado. (43) Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, lhes estorvou este intento; e mandou que os que pudessem nadar se lançassem primeiro ao mar, e se salvassem em terra; (44) E os demais, uns em tábuas e outros em coisas do navio. E assim aconteceu que todos chegaram à terra a salvo.

Atos  28

  (1) E, HAVENDO escapado, então souberam que a ilha se chamava Malta. (2) E os bárbaros usaram conosco de não pouca humanidade; porque, acendendo uma grande fogueira, nos recolheram a todos por causa da chuva que caía, e por causa do frio. (3) E, havendo Paulo ajuntado uma quantidade de vides, e pondo-as no fogo, uma víbora, fugindo do calor, lhe acometeu a mão. (4) E os bárbaros, vendo-lhe a víbora pendurada na mão, diziam uns aos outros: Certamente este homem é homicida, visto como, escapando do mar, a justiça não o deixa viver. (5) Mas, sacudindo ele a víbora no fogo, não sofreu nenhum mal. (6) E eles esperavam que viesse a inchar ou a cair morto de repente; mas tendo esperado já muito, e vendo que nenhum incômodo lhe sobrevinha, mudando de parecer, diziam que era um deus. (7) E ali, próximo daquele lugar, havia umas herdades que pertenciam ao principal da ilha, por nome Públio, o qual nos recebeu e hospedou benignamente por três dias. (8) E aconteceu estar de cama enfermo de febre e disenteria o pai de Públio, que Paulo foi ver, e, havendo orado, pôs as mãos sobre ele, e o curou. (9) Feito, pois, isto, vieram também ter com ele os demais que na ilha tinham enfermidades, e sararam. (10) Os quais nos distinguiram também com muitas honras; e, havendo de navegar, nos proveram das coisas necessárias. (11) E três meses depois partimos num navio de Alexandria que invernara na ilha, o qual tinha por insígnia Castor e Pólux. (12) E, chegando a Siracusa, ficamos ali três dias. (13) De onde, indo costeando, viemos a Régio; e soprando, um dia depois, um vento do sul, chegamos no segundo dia a Potéoli. (14) Onde, achando alguns irmãos, nos rogaram que por sete dias ficássemos com eles; e depois nos dirigimos a Roma. (15) E de lá, ouvindo os irmãos novas de nós, nos saíram ao encontro à Praça de Ápio e às Três Vendas, e Paulo, vendo-os, deu graças a Deus e tomou ânimo. (16) E, logo que chegamos a Roma, o centurião entregou os presos ao capitão da guarda; mas a Paulo se lhe permitiu morar por sua conta à parte, com o soldado que o guardava. (17) E aconteceu que, três dias depois, Paulo convocou os principais dos judeus e, juntos eles, lhes disse: Homens irmãos, não havendo eu feito nada contra o povo, ou contra os ritos paternos, vim contudo preso desde Jerusalém, entregue nas mãos dos romanos; (18) Os quais, havendo-me examinado, queriam soltar-me, por não haver em mim crime algum de morte. (19) Mas, opondo-se os judeus, foi-me forçoso apelar para César, não tendo, contudo, de que acusar a minha nação. (20) Por esta causa vos chamei, para vos ver e falar; porque pela esperança de Israel estou com esta cadeia. (21) Então eles lhe disseram: Nós não recebemos acerca de ti carta alguma da Judéia, nem veio aqui algum dos irmãos, que nos anunciasse ou dissesse de ti mal algum. (22) No entanto bem quiséramos ouvir de ti o que sentes; porque, quanto a esta seita, notório nos é que em toda a parte se fala contra ela. (23) E, havendo-lhe eles assinalado um dia, muitos foram ter com ele à pousada, aos quais declarava com bom testemunho o reino de Deus, e procurava persuadi-los à fé em Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas, desde a manhã até à tarde. (24) E alguns criam no que se dizia; mas outros não criam. (25) E, como ficaram entre si discordes, despediram-se, dizendo Paulo esta palavra: Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías, (26) Dizendo: Vai a este povo, e dize: De ouvido ouvireis, e de maneira nenhuma entendereis; E, vendo vereis, e de maneira nenhuma percebereis. (27) Porquanto o coração deste povo está endurecido, E com os ouvidos ouviram pesadamente, E fecharam os olhos, Para que nunca com os olhos vejam, Nem com os ouvidos ouçam, Nem do coração entendam, E se convertam, E eu os cure. (28) Seja-vos, pois, notório que esta salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles a ouvirão. (29) E, havendo ele dito estas palavras, partiram os judeus, tendo entre si grande contenda. (30) E Paulo ficou dois anos inteiros na sua própria habitação que alugara, e recebia todos quantos vinham vê-lo; (31) Pregando o reino de Deus, e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.

DEVOCIONAL PARA HOJE

VERSÍCULO:
   desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para  salvação, se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso. - 1 Pedro 2:2-3

PENSAMENTO:
   A salvação é uma coisa preciosa!  Porém, sabemos que algo está horrivelmente errado se uma criança estaciona no mesmo lugar no seu cresscimento ou maturação.  Desenvolvimento retardado numa criança  física é a causa de muita preocupação.  Hebreus 6 nos lembra que o  mesmo é verdade na nossa vida espiritual.  Deus não quer que sejamos imaturos!  Deus quer que continuemos a crescer.  Nosso Pai  quer que anseiemos o que é bom e o que nos edifica.  Então, o que  você vai fazer hoje para satisfazer seu apetite espiritual e  crescer no Senhor?

ORAÇÃO:
   Poderoso Deus, obrigado por me amar e me salvar.  Realmente quero amadurecer na Sua graça. Abençoe-me hoje enquanto procuro  imitar hábitos santos e me alimento espiritualmente com as coisas  que vão me ajudar a crescer.  Mas Santo Deus, eu sei que crescimento verdadeiro vem somente de Ti, então peço que o Senhor me fortaleça pelo seu Espírito enquanto prossigo o seu caráter.  No poderoso nome de Jesus eu oro.  Amém. 
 http://www.iluminalma.com/dph/4/0320.html

22 março 2014

OS MELHORES EVENTOS

Texto: Ap. 3:14-22
Introdução: Muitos diriam que o melhor evento em sua vida seria: casamento, 1º filho, compra da casa própria, formatura, etc.
O cristão fiel responderia que o melhor evento em sua vida foi o seu novo nascimento, quando ele ouviu a voz de Jesus, abriu a porta e o deixou entrar em seu coração.
I. Ouvir a voz do Senhor.
- É preciso inclinar o ouvido - Is. 55:3.
- É precido ouvir de coração - Dt. 30:2.
- É preciso ter ouvido para ouvir - Mt. 13:9.
II. Abrir a porta.
- A chave está do lado de dentro (nossa parte).
- É preciso rasgar o coração - Jl. 2:13.
- É preciso tomar cuidado - Mt. 25:11-13.
III. Deixá-lo entrar.
- Ele promete entrar - Jo. 14:23.
- Ele deseja entrar para morar - Hb. 3:6.
- Ele deseja entrar hoje - Lc. 19:9.
IV. Cear com Ele.
- Comunhão mútua com o Senhor - I Jo. 1:3.
- Comunhão com o Pai - I Jo. 1:3.
- Comunhão com o Espírito Santo - II Co. 13:13.
Conclusão:
O maior acontecimento na vida de uma pessoa é a experiência do novo nascimento, proporcionada por Jesus Cristo.
 
Pr. Nivalde Teixeira

A PERDA E RESTAURAÇÃO DA IMAGEM DE UM PAI.

Este item traduzido de uma revista holandesa mostra que a imagem que a criança tem de seu pai é muito parecida no mundo todo.
4 anos: Meu papaizinho pode fazer qualquer coisa!
7 anos: Meu papai sabe muito...muito mesmo.
8 anos: Meu pai não sabe tudo.
12 anos: Oh! bem, naturalmente meu pai também não sabe isso.
14 anos: Oh, pai? Ele é terrivelmente antiquado.
21 anos: Oh! aquele homem - ele está totalmente fora da data!
25 anos: Ele sabe um pouco sobre isso, mas não muito.
30 anos: Eu tenho que saber o que meu pai acha sobre isto.
35 anos: Antes de nos decidirmos, vamos perguntar a opinião de papai.
50 anos: O que papai pensaria disso?
60 anos: Meu pai literalmente sabia tudo!
65 anos: Como eu gostaria de poder conversar com meu pai.
 
(The Bulletin)

O que significa ser espiritualmente morto?

Ser espiritualmente morto é estar separado de Deus. Quando Adão pecou em Gênesis 3:6, ele inaugurou a morte para toda a humanidade. O mandamento de Deus a Adão e Eva foi de que eles não podiam comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Isso veio com a advertência de que a desobediência poderia resultar em morte: "Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." A frase "certamente morrerás" poderia ser traduzida literalmente "morrendo você morrerá." Isso significa um estado contínuo de morte que começou com a morte espiritual, continua ao longo da vida como uma degradação gradual do corpo e termina com a morte física. A morte espiritual imediata resultou na separação de Adão de Deus. O seu ato de se esconder de Deus (Gênesis 3:8) demonstra essa separação, assim como a sua tentativa de transferir a culpa do pecado para a mulher (Gênesis 3:12).

Infelizmente, esta morte espiritual - e eventual física - não se limitou a Adão e Eva. Como representante da raça humana, Adão levou toda a humanidade em seu pecado. Paulo deixa isso claro em Romanos 5:12, dizendo-nos que o pecado e a morte entraram no mundo e se espalharam para todos os homens através do pecado de Adão. Além disso, Romanos 6:23 diz que o salário do pecado é a morte; os pecadores devem morrer porque o pecado nos separa de Deus. Qualquer separação da Fonte da Vida é, naturalmente, morte para nós.

Entretanto, não é só o pecado herdado que causa a morte espiritual - o nosso próprio pecado contribui. Efésios 2 ensina que, antes da salvação, estamos "mortos" em nossos delitos e pecados (versículo 1). Isso deve se referir à morte espiritual porque ainda estamos "vivos" fisicamente antes de salvação. Enquanto estávamos em uma condição espiritualmente "morta", Deus nos salvou (versículo 5, ver também Romanos 5:8). Colossenses 2:13 reitera essa verdade: "E a vós, quando estáveis mortos nos vossos delitos... vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos."

Já que estamos mortos no pecado, somos completamente incapazes de confiar em Deus ou na Sua Palavra. Jesus repetidamente afirma que somos impotentes sem Ele (João 15:5) e que não podemos vir a Ele sem a habilitação de Deus (João 6:44). Paulo ensina em Romanos 8 que nossas mentes naturais não podem se submeter a Deus, nem agradar a Deus (versos 7-8). Em nosso estado caído, somos incapazes de compreender até mesmo as coisas de Deus (1 Coríntios 2:14).

O ato de Deus pelo qual Ele nos restaura da morte espiritual é chamado de regeneração. A regeneração é realizada somente pelo Espírito Santo, através da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Quando somos regenerados, somos vivificados juntamente com Cristo (Efésios 2:5) e renovados pelo Espírito Santo (Tito 3:5). É como nascer uma segunda vez, assim como Jesus ensinou Nicodemos em João 3:3, 7. Tendo sido vivificados por Deus, nunca verdadeiramente morreremos - temos a vida eterna. Jesus disse muitas vezes que crer nEle é ter a vida eterna (João 3:16, 36; 17:3).

O pecado leva à morte. A única maneira de escapar essa morte é ir a Jesus através da fé ao sermos atraídos pelo Espírito Santo. A fé em Cristo leva à vida espiritual e, finalmente, à vida eterna.

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Irving Hetherington: Autopiedade e serviço

A autopiedade é o gostinho amargo que permanece depois que ninguém admira o sacrifício que você fez. Há duas maneiras de eliminá-la. Uma maneira é certificar que alguém te admire. A outra é não fazer qualquer sacrifício. Ou será que há uma terceira maneira? Que tal encarar o sacrifício de uma forma diferente?
 
Ser um pastor, por exemplo? Há sacrifícios? Há sofrimento? Bem, isto depende. Deixe-me contar-lhes uma história que tem (pelo menos por um pouco), esvaziado a minha autopiedade.
 
Irving Hetherington nasceu no dia 23 de julho de 1809, na Escócia. Ele se tornou um pregador em 1835 e sentiu-se chamado para deixar a Escócia e embarcar para Austrália como missionário. Ele duvidara que sua noiva iria com ele. O nome dela era Jessie Carr, e ela disse: “Aonde quer que você deseja me levar, para lá desejo ir”. Eles viajaram para Sydney no dia 24 de março de 1837 abordo do John Barry, logo depois do casamento deles.
 
Na primeira semana de maio, a Jesse ficou doente com uma dor de garganta e, logo em seguida, a temida febre.
—Você não tem nenhum medo da morte, Jessie? — o Irving perguntou.
—Não, querido, — ela respondeu.
—E como você não tem medo de morrer? — ele perguntou.
—Faz muito tempo que tomei Cristo por minha porção e depositei as minhas esperanças Nele, — ela disse.
 
Irving chorou. Jessie morreu durante a noite e, na manhã seguinte, enterraram-na no mar.
 
Em Sydney, sozinho, Hetherington foi dado um distrito que media 80 km de cumprimento por 48 km de largura. Ele andava a cavalo para seus grupos pequenos de crentes na chuva e no calor. Quando uma seca enfraqueceu o seu cavalo, ele foi a pé. Ele tentava estudar a caminho para preparar as suas mensagens. O biógrafo dele conta a seguinte história: “Um sábado à noite ele tinha que andar 48 km; e, depois de subir um morro, quando estava descansando sobre um toco no cume, a ideia de ministros na Escócia reclamando de sentir mal na segunda-feira depois de apenas dois cultos, e sem qualquer outro trabalho, pareceu tão ridícula para ele que ele não se conteve e riu em voz alta, dando gargalhadas exuberantes, que pareciam um tanto estranho na escuridão e solidão do mato.”
 
O que esta história poderosa fez para mim foi colocar as pressões do meu ministério em perspectiva missionária — e bíblica. Como é fácil pressupor que eu tenho o direito de ter conforto. Quão facilmente posso vir a esperar um ministério fácil e sem complicações.
 
Mas eu digo justamente o oposto a missionários. A vida é uma guerra. A vida é estresse: o estresse de aprender o idioma; o estresse de comer comida diferente; o estresse de educar os filhos; o estresse de relacionamentos. Prepare-se para encarnação e crucificação.
 
Mas, aqui na América, onde todo mundo fala inglês e come pizza, eu reclamo quando tenho uma reunião extra, uma visita inesperada no hospital, e escolhas demasiadas. Depois, eu leio sobre Irving Hetherington, e penso sobre a vida missionária “normal”. Eu encaro os meus “sacrifícios” de uma forma diferente. Lembro a repreensão de Jesus quando o coitado do Pedro falou: “Eis que nós tudo deixamos e te seguimos” (Mc 10:28). Jesus não ficou impressionado com o sacrifício. Ele disse: “Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos por amor de mim e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna” (Mc 10:29-30).
 
Ante as palavras de Jesus e o exemplo de Irving Hetherington, minha autopiedade sobe a lareira em chamas. E no lugar dela? Uma paixão para ter a mente de Cristo. “O Filho do homem . . . não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. . . . Mais bem-aventurado é dar que receber” (Mt 29:28; At 20:35).
 
Por John Piper
Traduzido por Mark A. Swedberg

Leitura Cronológica Anual da Bíblia (Mês 11, dia 17)

Atos  24-26
 
Atos  24
 
  (1) E, CINCO dias depois, o sumo sacerdote Ananias desceu com os anciãos, e um certo Tértulo, orador, os quais compareceram perante o presidente contra Paulo. (2) E, sendo chamado, Tértulo começou a acusá-lo, dizendo: Visto como por ti temos tanta paz e por tua prudência se fazem a este povo muitos e louváveis serviços, (3) Sempre e em todo o lugar, ó potentíssimo Félix, com todo o agradecimento o queremos reconhecer. (4) Mas, para que não te detenha muito, rogo-te que, conforme a tua eqüidade, nos ouças por pouco tempo. (5) Temos achado que este homem é uma peste, e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo; e o principal defensor da seita dos nazarenos; (6) O qual intentou também profanar o templo; e nós o prendemos, e conforme a nossa lei o quisemos julgar. (7) Mas, sobrevindo o tribuno Lísias, no-lo tirou de entre as mãos com grande violência, (8) Mandando aos seus acusadores que viessem a ti; e dele tu mesmo, examinando-o, poderás entender tudo o de que o acusamos. (9) E também os judeus consentiam, dizendo serem estas coisas assim. (10) Paulo, porém, fazendo-lhe o presidente sinal que falasse, respondeu: Porque sei que já vai para muitos anos que desta nação és juiz, com tanto melhor ânimo respondo por mim. (11) Pois bem podes saber que não há mais de doze dias que subi a Jerusalém a adorar; (12) E não me acharam no templo falando com alguém, nem amotinando o povo nas sinagogas, nem na cidade. (13) Nem tampouco podem provar as coisas de que agora me acusam. (14) Mas confesso-te isto que, conforme aquele Caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas. (15) Tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição de mortos, assim dos justos como dos injustos. (16) E por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens. (17) Ora, muitos anos depois, vim trazer à minha nação esmolas e ofertas. (18) Nisto me acharam já santificado no templo, não em ajuntamentos, nem com alvoroços, uns certos judeus da Ásia, (19) Os quais convinha que estivessem presentes perante ti, e me acusassem, se alguma coisa contra mim tivessem. (20) Ou digam estes mesmos, se acharam em mim alguma iniqüidade, quando compareci perante o conselho, (21) A não ser estas palavras que, estando entre eles, clamei: Hoje sou julgado por vós acerca da ressurreição dos mortos. (22) Então Félix, havendo ouvido estas coisas, lhes pôs dilação, dizendo: Havendo-me informado melhor deste Caminho, quando o tribuno Lísias tiver descido, então tomarei inteiro conhecimento dos vossos negócios. (23) E mandou ao centurião que o guardasse em prisão, tratando-o com brandura, e que a ninguém dos seus proibisse servi-lo ou vir ter com ele. (24) E alguns dias depois, vindo Félix com sua mulher Drusila, que era judia, mandou chamar a Paulo, e ouviu-o acerca da fé em Cristo. (25) E, tratando ele da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro, Félix, espavorido, respondeu: Por agora vai-te, e em tendo oportunidade te chamarei. (26) Esperando ao mesmo tempo que Paulo lhe desse dinheiro, para que o soltasse; pelo que também muitas vezes o mandava chamar, e falava com ele. (27) Mas, passados dois anos, Félix teve por sucessor a Pórcio Festo; e, querendo Félix comprazer aos judeus, deixou a Paulo preso.
 
Atos  25
 
  (1) ENTRANDO, pois, Festo na província, subiu dali a três dias de Cesaréia a Jerusalém. (2) E o sumo sacerdote e os principais dos judeus compareceram perante ele contra Paulo, e lhe rogaram, (3) Pedindo como favor contra ele que o fizesse vir a Jerusalém, armando ciladas para o matarem no caminho. (4) Mas Festo respondeu que Paulo estava guardado em Cesaréia, e que ele brevemente partiria para lá. (5) Os que, pois, disse, dentre vós, têm poder, desçam comigo e, se neste homem houver algum crime, acusem-no. (6) E, havendo-se demorado entre eles mais de dez dias, desceu a Cesaréia; e no dia seguinte, assentando-se no tribunal, mandou que trouxessem Paulo. (7) E, chegando ele, rodearam-no os judeus que haviam descido de Jerusalém, trazendo contra Paulo muitas e graves acusações, que não podiam provar. (8) Mas ele, em sua defesa, disse: Eu não pequei em coisa alguma contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César. (9) Todavia Festo, querendo comprazer aos judeus, respondendo a Paulo, disse: Queres tu subir a Jerusalém, e ser lá perante mim julgado acerca destas coisas? (10) Mas Paulo disse: Estou perante o tribunal de César, onde convém que seja julgado; não fiz agravo algum aos judeus, como tu muito bem sabes. (11) Se fiz algum agravo, ou cometi alguma coisa digna de morte, não recuso morrer; mas, se nada há das coisas de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles; apelo para César. (12) Então Festo, tendo falado com o conselho, respondeu: Apelaste para César? para César irás. (13) E, passados alguns dias, o rei Agripa e Berenice vieram a Cesaréia, a saudar Festo. (14) E, como ali ficassem muitos dias, Festo contou ao rei os negócios de Paulo, dizendo: Um certo homem foi deixado por Félix aqui preso, (15) Por cujo respeito os principais dos sacerdotes e os anciãos dos judeus, estando eu em Jerusalém, compareceram perante mim, pedindo sentença contra ele. (16) Aos quais respondi não ser costume dos romanos entregar algum homem à morte, sem que o acusado tenha presentes os seus acusadores, e possa defender-se da acusação. (17) De sorte que, chegando eles aqui juntos, no dia seguinte, sem fazer dilação alguma, assentado no tribunal, mandei que trouxessem o homem. (18) Acerca do qual, estando presentes os acusadores, nenhuma coisa apontaram daquelas que eu suspeitava. (19) Tinham, porém, contra ele algumas questões acerca da sua superstição, e de um tal Jesus, morto, que Paulo afirmava viver. (20) E, estando eu perplexo acerca da inquirição desta causa, disse se queria ir a Jerusalém, e lá ser julgado acerca destas coisas. (21) E, apelando Paulo para que fosse reservado ao conhecimento de Augusto, mandei que o guardassem até que o envie a César. (22) Então Agripa disse a Festo: Bem quisera eu também ouvir esse homem. E ele disse: Amanhã o ouvirás. (23) E, no dia seguinte, vindo Agripa e Berenice, com muito aparato, entraram no auditório com os tribunos e homens principais da cidade, sendo trazido Paulo por mandado de Festo. (24) E Festo disse: Rei Agripa, e todos os senhores que estais presentes conosco; aqui vedes um homem de quem toda a multidão dos judeus me tem falado, tanto em Jerusalém como aqui, clamando que não convém que viva mais. (25) Mas, achando eu que nenhuma coisa digna de morte fizera, e apelando ele mesmo também para Augusto, tenho determinado enviar-lho. (26) Do qual não tenho coisa alguma certa que escreva ao meu senhor, e por isso perante vós o trouxe, principalmente perante ti, ó rei Agripa, para que, depois de interrogado, tenha alguma coisa que escrever. (27) Porque me parece contra a razão enviar um preso, e não notificar contra ele as acusações.
 
Atos  26  
 
 (1) DEPOIS Agripa disse a Paulo: É permitido que te defendas. Então Paulo, estendendo a mão em sua defesa, respondeu: (2) Tenho-me por feliz, ó rei Agripa, de que perante ti me haja hoje de defender de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus; (3) Mormente sabendo eu que tens conhecimento de todos os costumes e questões que há entre os judeus; por isso te rogo que me ouças com paciência. (4) Quanto à minha vida, desde a mocidade, como decorreu desde o princípio entre os da minha nação, em Jerusalém, todos os judeus a conhecem, (5) Sabendo de mim desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu. (6) E agora pela esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais estou aqui e sou julgado. (7) À qual as nossas doze tribos esperam chegar, servindo a Deus continuamente, noite e dia. Por esta esperança, ó rei Agripa, eu sou acusado pelos judeus. (8) Pois quê? julga-se coisa incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos? (9) Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus Nazareno devia eu praticar muitos atos; (10) O que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido autorização dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e quando os matavam eu dava o meu voto contra eles. (11) E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui. (12) Sobre o que, indo então a Damasco, com poder e comissão dos principais dos sacerdotes, (13) Ao meio-dia, ó rei, vi no caminho uma luz do céu, que excedia o esplendor do sol, cuja claridade me envolveu a mim e aos que iam comigo. (14) E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me falava, e em língua hebraica dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões. (15) E disse eu: Quem és, Senhor? E ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; (16) Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda; (17) Livrando-te deste povo, e dos gentios, a quem agora te envio, (18) Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim. (19) Por isso, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial. (20) Antes anunciei primeiramente aos que estão em Damasco e em Jerusalém, e por toda a terra da Judéia, e aos gentios, que se emendassem e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento. (21) Por causa disto os judeus lançaram mão de mim no templo, e procuraram matar-me. (22) Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço dando testemunho tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer, (23) Isto é, que o Cristo devia padecer, e sendo o primeiro da ressurreição dentre os mortos, devia anunciar a luz a este povo e aos gentios. (24) E, dizendo ele isto em sua defesa, disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar. (25) Mas ele disse: Não deliro, ó potentíssimo Festo; antes digo palavras de verdade e de um são juízo. (26) Porque o rei, diante de quem também falo com ousadia, sabe estas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto. (27) Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Bem sei que crês. (28) E disse Agripa a Paulo: Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão! (29) E disse Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias. (30) E, dizendo ele isto, levantou-se o rei, o presidente, e Berenice, e os que com eles estavam assentados. (31) E, apartando-se dali falavam uns com os outros, dizendo: Este homem nada fez digno de morte ou de prisões. (32) E Agripa disse a Festo: Bem podia soltar-se este homem, se não houvera apelado para César. 

DEVOCIONAL PARA HOJE

VERSÍCULO:
   Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. - Gálatas 5:22-23

PENSAMENTO:
   Muitos grupos religiosos lhe darão toda sorte de maneiras de saber se você tem ou não o Espírito Santo. Jesus tem uma resposta simples:  "os conhecerão pelo seu fruto".  Paulo nos dá a definição de fruto santo - AMOR, ALEGRIA, PAZ, PACIÊNCIA, BENIGNIDADE, BONDADE, FIDELIDADE, MANSIDÃO, DOMÍNIO PRÓPRIO.  Agora, por quê não  repetí-los em voz alta e pedir que o Senhor lhe dê esse fruto em boa medida?

ORAÇÃO:
   Aba Pai, através do Espírito eu chamo o Senhor.  Por favor, realize em mim o caráter que o Senhor possui. Quero exibir as  qualidades do seu filho, Jesus, em cujo nome eu oro. Amém.
 
http://www.iluminalma.com/dph/4/0319.html

21 março 2014

Quando uma criança pode pedir a Jesus que seja o seu Salvador?

Definitivamente não há uma exigência de idade para a salvação. O próprio Jesus declarou: "Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas" (Mateus 19:14). Assim que as crianças tiverem idade suficiente para entender que pecaram (Romanos 3:23), que Jesus morreu para pagar a pena por seus pecados (Romanos 5:8; 6:23) e que devem colocar sua fé em Jesus para a salvação (João 3:16), então elas têm idade suficiente para ser salvas.

Uma criança não tem que entender todas as questões complexas que fazem parte da doutrina da salvação. É importante que os pais se certifiquem de que seus filhos compreendem as questões básicas (como descritas acima), mas a promessa de Atos 16:31 é igualmente verdadeira a um adulto ou a uma criança: "Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa."

Crianças pequenas, nascidas de crentes ou descrentes, podem ser escolhidas de Deus, remidas pelo sangue de Cristo, ter a obra do Espírito Santo em seus corações e, assim, entrar no céu. Em que momento de suas vidas elas são capazes de entender essas coisas realmente pode variar de criança para criança. Algumas crianças pequenas têm corações bem sensíveis e, ao ouvirem que Jesus morreu por elas, ficam imediatamente conscientes da sua natureza pecaminosa e são compelidas a responder. Outras de personalidades mais sanguíneas talvez não alcancem essa consciência até serem bem mais velhas. Só o Senhor conhece os pensamentos do coração e confiamos que Ele "veio buscar e salvar o que estava perdido" (Lucas 19:10), segundo a Sua perfeita vontade e tempo.

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O que é o coração?

Primeiro, vamos afirmar o óbvio: este artigo não é sobre o coração como um órgão vital, um músculo que bombeia o sangue por todo o corpo. Nem este artigo se trata de definições românticas, filosóficas ou literárias.

Em vez disso, vamos nos concentrar no que a Bíblia tem a dizer sobre o coração. A Bíblia menciona o coração humano quase 300 vezes. Em essência, isso é o que diz: o coração é aquela parte espiritual dentro de nós onde os nossos desejos e emoções habitam.

Antes de darmos uma olhada no coração humano, vamos mencionar que, uma vez que Deus tem emoções e desejos, pode-se dizer que Ele também tem um "coração". Nós temos um coração porque Deus o tem. Davi era um homem "segundo o coração de Deus" (Atos 13:22). E Deus abençoa o Seu povo com líderes que conhecem e seguem o Seu coração (1 Samuel 2:35, Jeremias 3:15).

O coração humano, em sua condição natural, é perverso, traiçoeiro e enganador. Jeremias 17:9 diz: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?" Em outras palavras, a Queda nos afetou no nível mais profundo –a nossa mente, emoções e desejos foram manchados pelo pecado e somos cegos para o quão penetrante o problema realmente é.

Podemos não entender os nossos próprios corações, mas Deus entende. Ele "conhece os segredos do coração" (Salmo 44:21; ver também 1 Coríntios 14:25). Jesus "conhecia a todos, e não necessitava de que alguém lhe desse testemunho do homem, pois bem sabia o que havia no homem" (João 2:24-25). Com base em Seu conhecimento do coração, Deus pode julgar com retidão: "Eu, o Senhor, esquadrinho a mente, eu provo o coração; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações" (Jeremias 17:10).

Jesus destacou a condição caída de nossos corações em Marcos 7:21-23: "Pois é do interior, do coração dos homens, que procedem os maus pensamentos, as prostituições, os furtos, os homicídios, os adultérios, a cobiça, as maldades, o dolo, a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a insensatez; todas estas más coisas procedem de dentro e contaminam o homem." O nosso maior problema não é externo, mas interno - todos nós temos um problema de coração.

Para que uma pessoa possa ser salva, então, o coração tem que ser mudado. Isso só acontece pelo poder de Deus, em resposta à fé. "Com o coração se crê para justiça" (Romanos 10:10). Em Sua graça, Deus pode criar um coração novo dentro de nós (Salmo 51:10, Ezequiel 36:26). Ele promete "vivificar o coração dos contritos" (Isaías 57:15).

A obra de Deus de criar um novo coração dentro de nós envolve testar o nosso coração (Salmo 17:3; Deuteronômio 8:2) e encher os nossos corações com novas ideias, nova sabedoria e novos desejos (Neemias 7:5; 1 Reis 10:24; 2 Coríntios 8:16).

O coração é o centro do nosso ser, e a Bíblia coloca grande importância em manter o coração puro: "Guarda com toda a diligência o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida" (Provérbios 4:23)

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Como posso vencer o pecado em minha vida cristã?

A Bíblia apresenta vários recursos diferentes para nos ajudar em nossos esforços para vencer o pecado. Nesta vida, nunca seremos perfeitamente vitoriosos sobre o pecado (1 João 1:8), mas esse ainda deve ser o nosso objetivo. Com a ajuda de Deus, e ao seguir os princípios da Sua Palavra, podemos progressivamente vencer o pecado e nos tornar mais e mais como Cristo.

O primeiro recurso que a Bíblia menciona em nosso esforço para vencer o pecado é o Espírito Santo. Deus nos deu o Espírito Santo para que possamos ser vitoriosos na vida cristã. Deus contrasta os feitos da carne com o fruto do Espírito em Gálatas 5:16-25. Nessa passagem, somos chamados a andar no Espírito. Todos os crentes já possuem o Espírito Santo, mas esta passagem nos diz que precisamos andar no Espírito, cedendo ao Seu controle. Isto significa escolher consistentemente seguir a direção do Espírito Santo em nossas vidas ao invés de seguir a carne.

A diferença que o Espírito Santo pode fazer é demonstrada na vida de Pedro, o qual, antes de ser cheio do Espírito Santo, negou Jesus três vezes -- e isso depois de dizer que seguiria a Cristo até a morte. Depois de ser cheio do Espírito, ele falou abertamente e fortemente com os judeus no Pentecostes.

Andamos no Espírito quando tentamos não apagar a Sua direção (como mencionado em 1 Tessalonicenses 5:19) e ao invés disso buscamos estar cheios do Espírito (Efésios 5:18-21). Como se pode ser cheio do Espírito Santo? Em primeiro lugar, é escolha de Deus assim como era no Antigo Testamento. Ele selecionou indivíduos para realizar uma obra que queria que fosse cumprida e encheu-os com o Seu Espírito (Gênesis 41:38; Êxodo 31:3; Números 24:2; 1 Samuel 10:10). Há evidências em Efésios 5:18-21 e Colossenses 3:16 de que Deus escolhe encher aqueles que se abastecem com a Palavra de Deus. Isso nos leva ao segundo recurso.

A Palavra de Deus, a Bíblia, diz que Deus nos deu a Sua Palavra para nos equipar para toda boa obra (2 Timóteo 3:16-17). Ela nos ensina a como viver e em que acreditar, revela quando escolhemos caminhos errados, ajuda-nos a voltar ao caminho certo e a permanecer neste caminho. Hebreus 4:12 nos diz que a Palavra de Deus é viva e eficaz, capaz de penetrar em nossos corações para erradicar e superar os pecados mais profundos do coração e da atitude. O salmista fala sobre o poder transformador da Palavra de Deus em Salmo 119. Josué disse que a chave do sucesso para vencer seus inimigos era não se esquecer deste recurso, mas meditar nela dia e noite e obedecê-la. Isto ele fez, mesmo quando o que Deus ordenou não fazia sentido (como uma estratégia militar), e esta foi a chave para a sua vitória em suas batalhas pela Terra Prometida.

A Bíblia é um recurso que muitas vezes não levamos a sério. Damos prova disso ao levarmos nossas Bíblias para a igreja ou ao lermos um devocional diário ou um capítulo por dia, mas falhamos em memorizá-la, meditar nela ou em aplicá-la em nossas vidas; falhamos em confessar os pecados que ela revela ou em louvar a Deus pelos Seus dons. Quando se trata da Bíblia, muitas vezes somos ou anoréxicos ou bulímicos. Ou ingerimos apenas o suficiente da Palavra de Deus para manter-nos vivos espiritualmente (mas nunca ingerindo o suficiente para sermos cristãos saudáveis e prósperos), ou nos alimentamos frequentemente sem nunca suficientemente meditarmos nela para conseguir nutrição espiritual.

É importante, se você ainda não tiver o hábito de diariamente estudar e memorizar a Palavra de Deus, que você comece a fazê-lo. Alguns acham que é útil começar um diário. Crie o hábito de não deixar a Palavra até que tenha escrito algo que aprendeu. Alguns registram orações para Deus, pedindo-Lhe que os ajude a mudar nas áreas sobre as quais Ele falou aos seus corações. A Bíblia é a ferramenta que o Espírito usa em nossas vidas (Efésios 6:17), uma parte essencial e importante da armadura que Deus nos dá para lutarmos em nossas batalhas espirituais (Efésios 6:12-18).

Um terceiro recurso fundamental na nossa batalha contra o pecado é a oração. Novamente, é um recurso que os cristãos frequentemente dão valor da boca para fora mas que raramente usam. Temos reuniões de oração, momentos de oração, etc., mas não usamos a oração da mesma forma que a igreja primitiva (Atos 3:1; 4:31; 6:4; 13:1-3). Paulo repetidamente menciona como ele orava por aqueles a quem ministrava. Deus nos deu promessas maravilhosas a respeito da oração (Mateus 7:7-11, Lucas 18:1-8, João 6:23-27, 1 João 5:14-15), e Paulo inclui a oração em sua passagem sobre como se preparar para a batalha espiritual (Efésios 6:18).

Quão importante é a oração para vencer o pecado em nossas vidas? Temos as palavras de Cristo a Pedro no Jardim do Getsêmani, pouco antes da negação de Pedro. Enquanto Jesus ora, Pedro está dormindo. Jesus o acorda e diz: "Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca"(Mateus 26:41). Nós, como Pedro, queremos fazer o que é certo, mas não encontramos forças. Precisamos seguir o alerta de Deus para continuarmos buscando, batendo, pedindo - e Ele nos dará a força de que precisamos (Mateus 7:7). A oração não é uma fórmula mágica. A oração é simplesmente reconhecer nossas próprias limitações e o poder inesgotável de Deus e voltar-nos a Ele para encontrar a força de fazer o que Ele quer que façamos, não o que queremos fazer (1 João 5:14-15).

Um quarto recurso em nossa guerra para vencer o pecado é a igreja, a comunhão de outros crentes. Quando Jesus enviou Seus discípulos, Ele os enviou dois a dois (Mateus 10:1). Os missionários em Atos não saíram um de cada vez, mas em grupos de dois ou mais. Jesus ordena que não deixemos de congregar-nos juntos, mas que usemos esse tempo para encorajar uns aos outros em amor e boas obras (Hebreus 10:24). Ele nos diz para confessarmos os nossos pecados uns aos outros (Tiago 5:16). Na literatura sapiencial do Antigo Testamento, aprendemos que como o ferro afia o ferro, um homem afia o outro (Provérbios 27:17). Há força em grupos (Eclesiastes 4:11-12).

Muitos cristãos acham que ter um parceiro para prestação de contas pode ser um benefício enorme em superar pecados teimosos. Ter uma outra pessoa que possa falar com você, orar com você, encorajá-lo e até mesmo repreendê-lo é de grande valor. A tentação é comum a todos nós (1 Coríntios 10:13). Ter um parceiro ou um grupo de prestação de contas pode nos dar a dose final de encorajamento e motivação de que precisamos para superar até mesmo os mais teimosos dos pecados.

Às vezes a vitória sobre o pecado vem rapidamente. Outras vezes, a vitória vem mais devagar. Deus prometeu que ao fazermos uso de Seus recursos, Ele vai progressivamente trazer mudanças em nossas vidas. Podemos perseverar em nossos esforços para vencer o pecado porque sabemos que Ele é fiel às Suas promessas.

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Por que eu não devo cometer suicídio?

O meu coração compreende aqueles que têm pensamentos de terminar com suas próprias vidas através do suicídio. Se isto ocorre com você agora, deve haver muitas emoções, como sentimentos de desesperança e desespero. Você pode ter a sensação de estar no mais fundo dos poços, e você duvida que haja algum raio de esperança de que as coisas possam melhorar. Ninguém parece se importar ou entender o que está acontecendo. A vida simplesmente não vale a pena ser vivida... ou será que vale?

Muitos, uma hora ou outra, experimentam emoções debilitantes. As perguntas que vinham à minha mente quando eu estava em um poço emocional eram: “De alguma forma, há a chance de isso ser da vontade de Deus, que me criou?” “Será que Deus é pequeno demais para poder me ajudar?” “ Será que meus problemas são grandes demais para Ele?”

Fico feliz em dizer a você que se você gastar uns poucos momentos para considerar deixar que Deus verdadeiramente seja Deus em sua vida agora, Ele provará o quão grande Ele realmente é! “Porque para Deus nada é impossível” (Lucas 1:37). Talvez cicatrizes de sofrimentos passados tenham causado um ameaçador senso de rejeição ou abandono. Isto pode levar à auto-piedade, raiva, amargura, pensamentos ou caminhos de vingança, medos doentios, etc., que vêm causando problemas em alguns de seus mais importantes relacionamentos. Entretanto, o suicídio apenas serviria para trazer devastação aos que você ama e nunca teve a intenção de ferir; feridas emocionais com as quais eles teriam de lidar pelo resto de suas vidas.

Por que você não deve cometer suicídio? Amigo, não importa quão más as coisas possam estar em sua vida, há um Deus de amor que está esperando que você o deixe guiá-lo através de seu túnel de desespero, e saindo dele, indo em direção a Sua maravilhosa luz. Ele é sua esperança certa. Seu nome é Jesus.

Este Jesus, o Filho de Deus, sem pecado, se identifica com você nos seus momentos de rejeição e humilhação. De Jesus escreveu o profeta Isaías: “Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras (chicotadas) fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos” (Isaías 53:2-6).

Amigo, tudo isto Jesus Cristo suportou para que você pudesse ter todos os seus pecados perdoados! Qualquer que seja o peso de culpa que você vem carregando, saiba que Ele perdoará se você humildemente se arrepender (se voltar para Deus, abandonando seus pecados). “E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Salmos 50:15). Nada do que você possa algum dia ter feito é tão ruim que Jesus não perdoe. Alguns de Seus servos mais seletos da Bíblia cometeram pecados horrendos, como assassinato (Moisés), adultério (Rei Davi), e abuso físico e emocional (O Apóstolo Paulo). Ainda assim, encontraram perdão e uma vida nova e abundante no Senhor. “Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado” (Salmos 51:2). “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17).

Por que você não deve cometer suicídio? Amigo, Deus está pronto para consertar o que está “quebrado”... especificamente, a vida que você tem agora, que você quer por fim através do suicídio. O profeta Isaías escreveu: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos (...) a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes (...) que se lhes dê glória (coroa de beleza) em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado” (Isaías 61:1-3).

Venha a Jesus, a deixe que Ele restaure sua alegria e valor enquanto confia nele para começar uma nova obra em sua vida. “Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário. Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor. Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” (Salmos 51:12, 15-17).

Você quer aceitar o Senhor como seu Salvador e Pastor? Ele guiará seus pensamentos e passos, um dia de cada vez, através de Sua Palavra, a Bíblia. “Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos” (Salmos 32:8). “E haverá estabilidade nos teus tempos, abundância de salvação, sabedoria e conhecimento; e o temor do Senhor será o seu tesouro” (Isaías 33:6). Mesmo estando em Cristo, você terá lutas, mas você, agora, terá ESPERANÇA. Ele é “um Amigo mais chegado que um irmão” (Provérbios 18:24). Que a graça do Senhor Jesus esteja com você em sua hora de decisão.

Se você deseja confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, diga estas palavras a Deus, em seu coração. “Deus, eu preciso de Ti em minha vida. Por favor, perdoa-me por tudo o que eu fiz. Eu coloco minha fé em Jesus Cristo e creio que Ele é meu Salvador. Por favor, limpa-me, cura-me, e restaura minha alegria de viver. Agradeço por Seu amor por mim e pela morte de Jesus em meu lugar.”

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Leitura Cronológica Anual da Bíblia (Mês 11, dia 16)

Atos 21-23

Atos 21

  (1) E ACONTECEU que, separando-nos deles, navegamos e fomos correndo caminho direito, e chegamos a Cós, e no dia seguinte a Rodes, de onde passamos a Pátara. (2) E, achando um navio, que ia para a Fenícia, embarcamos nele, e partimos. (3) E, indo já à vista de Chipre, deixando-a à esquerda, navegamos para a Síria e chegamos a Tiro; porque o navio havia de ser descarregado ali. (4) E, achando discípulos, ficamos ali sete dias; e eles pelo Espírito diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém. (5) E, havendo passado ali aqueles dias, saímos, e seguimos nosso caminho, acompanhando-nos todos, com suas mulheres e filhos até fora da cidade; e, postos de joelhos na praia, oramos. (6) E, despedindo-nos uns dos outros, subimos ao navio; e eles voltaram para suas casas. (7) E nós, concluída a navegação de Tiro, viemos a Ptolemaida; e, havendo saudado os irmãos, ficamos com eles um dia. (8) E no dia seguinte, partindo dali Paulo, e nós que com ele estávamos, chegamos a Cesaréia; e, entrando em casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. (9) E tinha este quatro filhas virgens, que profetizavam. (10) E, demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo; (11) E, vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo, e ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os judeus em Jerusalém o homem de quem é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios. (12) E, ouvindo nós isto, rogamos-lhe, tanto nós como os que eram daquele lugar, que não subisse a Jerusalém. (13) Mas Paulo respondeu: Que fazeis vós, chorando e magoando-me o coração? Porque eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus. (14) E, como não podíamos convencê-lo, nos aquietamos, dizendo: Faça-se a vontade do Senhor. (15) E depois daqueles dias, havendo feito os nossos preparativos, subimos a Jerusalém. (16) E foram também conosco alguns discípulos de Cesaréia, levando consigo um certo Mnasom, cíprio, discípulo antigo, com quem havíamos de hospedar-nos. (17) E, logo que chegamos a Jerusalém, os irmãos nos receberam de muito boa vontade. (18) E no dia seguinte, Paulo entrou conosco em casa de Tiago, e todos os anciãos vieram ali. (19) E, havendo-os saudado, contou-lhes por miúdo o que por seu ministério Deus fizera entre os gentios. (20) E, ouvindo-o eles, glorificaram ao Senhor, e disseram-lhe: Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus há que crêem, e todos são zeladores da lei. (21) E já acerca de ti foram informados de que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo que não devem circuncidar seus filhos, nem andar segundo o costume da lei. (22) Que faremos pois? em todo o caso é necessário que a multidão se ajunte; porque terão ouvido que já és vindo. (23) Faze, pois, isto que te dizemos: Temos quatro homens que fizeram voto. (24) Toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por eles os gastos para que rapem a cabeça, e todos ficarão sabendo que nada há daquilo de que foram informados acerca de ti, mas que também tu mesmo andas guardando a lei. (25) Todavia, quanto aos que crêem dos gentios, já nós havemos escrito, e achado por bem, que nada disto observem; mas que só se guardem do que se sacrifica aos ídolos, e do sangue, e do sufocado e da fornicação. (26) Então Paulo, tomando consigo aqueles homens, entrou no dia seguinte no templo, já santificado com eles, anunciando serem já cumpridos os dias da purificação; e ficou ali até se oferecer por cada um deles a oferta. (27) E quando os sete dias estavam quase a terminar, os judeus da Ásia, vendo-o no templo, alvoroçaram todo o povo e lançaram mão dele, (28) Clamando: Homens israelitas, acudi; este é o homem que por todas as partes ensina a todos contra o povo e contra a lei, e contra este lugar; e, demais disto, introduziu também no templo os gregos, e profanou este santo lugar. (29) Porque tinham visto com ele na cidade a Trófimo de Éfeso, o qual pensavam que Paulo introduzira no templo. (30) E alvoroçou-se toda a cidade, e houve grande concurso de povo; e, pegando Paulo, o arrastaram para fora do templo, e logo as portas se fecharam. (31) E, procurando eles matá-lo, chegou ao tribuno da coorte o aviso de que Jerusalém estava toda em confusão; (32) O qual, tomando logo consigo soldados e centuriões, correu para eles. E, quando viram o tribuno e os soldados, cessaram de ferir a Paulo. (33) Então, aproximando-se o tribuno, o prendeu e o mandou atar com duas cadeias, e lhe perguntou quem era e o que tinha feito. (34) E na multidão uns clamavam de uma maneira, outros de outra; mas, como nada podia saber ao certo, por causa do alvoroço, mandou conduzi-lo para a fortaleza. (35) E sucedeu que, chegando às escadas, os soldados tiveram de lhe pegar por causa da violência da multidão. (36) Porque a multidão do povo o seguia, clamando: Mata-o! (37) E, quando iam a introduzir Paulo na fortaleza, disse Paulo ao tribuno: É-me permitido dizer-te alguma coisa? E ele disse: Sabes o grego? (38) Não és tu porventura aquele egípcio que antes destes dias fez uma sedição e levou ao deserto quatro mil salteadores? (39) Mas Paulo lhe disse: Na verdade que sou um homem judeu, cidadão de Tarso, cidade não pouco célebre na Cilícia; rogo-te, porém, que me permitas falar ao povo. (40) E, havendo-lho permitido, Paulo, pondo-se em pé nas escadas, fez sinal com a mão ao povo; e, feito grande silêncio, falou-lhes em língua hebraica, dizendo:

Atos 22

  (1) HOMENS, irmãos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós (2) (E, quando ouviram falar-lhes em língua hebraica, maior silêncio guardaram). E disse: (3) Quanto a mim, sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zeloso de Deus, como todos vós hoje sois. (4) E persegui este caminho até à morte, prendendo, e pondo em prisões, tanto homens como mulheres, (5) Como também o sumo sacerdote me é testemunha, e todo o conselho dos anciãos. E, recebendo destes cartas para os irmãos, fui a Damasco, para trazer maniatados para Jerusalém aqueles que ali estivessem, a fim de que fossem castigados. (6) Ora, aconteceu que, indo eu já de caminho, e chegando perto de Damasco, quase ao meio-dia, de repente me rodeou uma grande luz do céu. (7) E caí por terra, e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? (8) E eu respondi: Quem és, Senhor? E disse-me: Eu sou Jesus Nazareno, a quem tu persegues. (9) E os que estavam comigo viram, em verdade, a luz, e se atemorizaram muito, mas não ouviram a voz daquele que falava comigo. (10) Então disse eu: Senhor, que farei? E o Senhor disse-me: Levanta-te, e vai a Damasco, e ali se te dirá tudo o que te é ordenado fazer. (11) E, como eu não via, por causa do esplendor daquela luz, fui levado pela mão dos que estavam comigo, e cheguei a Damasco. (12) E um certo Ananias, homem piedoso conforme a lei, que tinha bom testemunho de todos os judeus que ali moravam, (13) Vindo ter comigo, e apresentando-se, disse-me: Saulo, irmão, recobra a vista. E naquela mesma hora o vi. (14) E ele disse: O Deus de nossos pais de antemão te designou para que conheças a sua vontade, e vejas aquele Justo e ouças a voz da sua boca. (15) Porque hás de ser sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido. (16) E agora por que te deténs? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome do Senhor. (17) E aconteceu que, tornando eu para Jerusalém, quando orava no templo, fui arrebatado para fora de mim. (18) E vi aquele que me dizia: Dá-te pressa e sai apressadamente de Jerusalém; porque não receberão o teu testemunho acerca de mim. (19) E eu disse: Senhor, eles bem sabem que eu lançava na prisão e açoitava nas sinagogas os que criam em ti. (20) E quando o sangue de Estêvão, tua testemunha, se derramava, também eu estava presente, e consentia na sua morte, e guardava as capas dos que o matavam. (21) E disse-me: Vai, porque hei de enviar-te aos gentios de longe. (22) E ouviram-no até esta palavra, e levantaram a voz, dizendo: Tira da terra um tal homem, porque não convém que viva. (23) E, clamando eles, e arrojando de si as vestes, e lançando pó para o ar, (24) O tribuno mandou que o levassem para a fortaleza, dizendo que o examinassem com açoites, para saber por que causa assim clamavam contra ele. (25) E, quando o estavam atando com correias, disse Paulo ao centurião que ali estava: É-vos lícito açoitar um romano, sem ser condenado? (26) E, ouvindo isto, o centurião foi, e anunciou ao tribuno, dizendo: Vê o que vais fazer, porque este homem é romano. (27) E, vindo o tribuno, disse-lhe: Dize-me, és tu romano? E ele disse: Sim. (28) E respondeu o tribuno: Eu com grande soma de dinheiro alcancei este direito de cidadão. Paulo disse: Mas eu o sou de nascimento. (29) E logo dele se apartaram os que o haviam de examinar; e até o tribuno teve temor, quando soube que era romano, visto que o tinha ligado. (30) E no dia seguinte, querendo saber ao certo a causa por que era acusado pelos judeus, soltou-o das prisões, e mandou vir os principais dos sacerdotes, e todo o seu conselho; e, trazendo Paulo, o apresentou diante deles.

Atos 23

  (1) E, PONDO Paulo os olhos no conselho, disse: Homens irmãos, até ao dia de hoje tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência. (2) Mas o sumo sacerdote, Ananias, mandou aos que estavam junto dele que o ferissem na boca. (3) Então Paulo lhe disse: Deus te ferirá, parede branqueada; tu estás aqui assentado para julgar-me conforme a lei, e contra a lei me mandas ferir? (4) E os que ali estavam disseram: Injurias o sumo sacerdote de Deus? (5) E Paulo disse: Não sabia, irmãos, que era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não dirás mal do príncipe do teu povo. (6) E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no conselho: Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; no tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado. (7) E, havendo dito isto, houve dissensão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu. (8) Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito; mas os fariseus reconhecem uma e outra coisa. (9) E originou-se um grande clamor; e, levantando-se os escribas da parte dos fariseus, contendiam, dizendo: Nenhum mal achamos neste homem, e, se algum espírito ou anjo lhe falou, não lutemos contra Deus. (10) E, havendo grande dissensão, o tribuno, temendo que Paulo fosse despedaçado por eles, mandou descer a soldadesca, para que o tirassem do meio deles, e o levassem para a fortaleza. (11) E na noite seguinte, apresentando-se-lhe o Senhor, disse: Paulo, tem ânimo; porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma. (12) E, quando já era dia, alguns dos judeus fizeram uma conspiração, e juraram, dizendo que não comeriam nem beberiam enquanto não matassem a Paulo. (13) E eram mais de quarenta os que fizeram esta conjuração. (14) E estes foram ter com os principais dos sacerdotes e anciãos, e disseram: Conjuramo-nos, sob pena de maldição, a nada provarmos até que matemos a Paulo. (15) Agora, pois, vós, com o conselho, rogai ao tribuno que vo-lo traga amanhã, como que querendo saber mais alguma coisa de seus negócios, e, antes que chegue, estaremos prontos para o matar. (16) E o filho da irmã de Paulo, tendo ouvido acerca desta cilada, foi, e entrou na fortaleza, e o anunciou a Paulo. (17) E Paulo, chamando a si um dos centuriões, disse: Leva este jovem ao tribuno, porque tem alguma coisa que lhe comunicar. (18) Tomando-o ele, pois, o levou ao tribuno, e disse: O preso Paulo, chamando-me a si, rogou-me que trouxesse este jovem, que tem alguma coisa para dizer-te. (19) E o tribuno, tomando-o pela mão, e pondo-se à parte, perguntou-lhe em particular: Que tens que me contar? (20) E disse ele: Os judeus se concertaram rogar-te que amanhã leves Paulo ao conselho, como que tendo de inquirir dele mais alguma coisa ao certo. (21) Mas tu não os creias; porque mais de quarenta homens de entre eles lhe andam armando ciladas; os quais se obrigaram, sob pena de maldição, a não comer nem beber até que o tenham morto; e já estão apercebidos, esperando de ti promessa. (22) Então o tribuno despediu o jovem, mandando-lhe que a ninguém dissesse que lhe havia contado aquilo. (23) E, chamando dois centuriões, lhes disse: Aprontai para as três horas da noite duzentos soldados, e setenta de cavalaria, e duzentos arqueiros para irem até Cesaréia; (24) E aparelhai animais, para que, pondo nelas a Paulo, o levem salvo ao presidente Félix. (25) E escreveu uma carta, que continha isto: (26) Cláudio Lísias, a Félix, potentíssimo presidente, saúde. (27) Esse homem foi preso pelos judeus; e, estando já a ponto de ser morto por eles, sobrevim eu com a soldadesca, e o livrei, informado de que era romano. (28) E, querendo saber a causa por que o acusavam, o levei ao seu conselho. (29) E achei que o acusavam de algumas questões da sua lei; mas que nenhum crime havia nele digno de morte ou de prisão. (30) E, sendo-me notificado que os judeus haviam de armar ciladas a esse homem, logo to enviei, mandando também aos acusadores que perante ti digam o que tiverem contra ele. Passa bem. (31) Tomando, pois, os soldados a Paulo, como lhe fora mandado, o trouxeram de noite a Antipátride. (32) E no dia seguinte, deixando aos de cavalo irem com ele, tornaram à fortaleza. (33) Os quais, logo que chegaram a Cesaréia, e entregaram a carta ao presidente, lhe apresentaram Paulo. (34) E o presidente, lida a carta, perguntou de que província era; e, sabendo que era da Cilícia, (35) Disse: Ouvir-te-ei, quando também aqui vierem os teus acusadores. E mandou que o guardassem no pretório de Herodes.

DEVOCIONAL PARA HOJE 21/03/2014

VERSÍCULO:
   Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que  estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto. -- Jeremias 17:7-8

PENSAMENTO:
   Confiar.  Podemos confiar em Deus?  Será que o Senhor é realmente fiel?  Mesmo querendo estar vivo quando Jesus andou na terra, ou quando Jeremias profetizou sem temor a dura verdade de  Deus, somos abençoados a estarmos vivos hoje.  Temos uma perspectiva ímpar de um incrível riacho das obras de Deus.  Podemos  ver a história e saber que Ele é profundamente fiel ao seu povo. Podemos lançar no futuro sem timidez porque sabemos que Deus já está lá!

ORAÇÃO:
   Santo Deus, eu sei que o Senhor está comigo!  De manhã, à tarde, nas longas noites, sei que não estou sozinho.  Obrigado por me  conhecer e caminhar comigo todos os dias da minha vida.  Por favor, faça Sua presença conhecida a mim hoje enquanto procuro honrá-Lo em tudo que faço e digo.  No nome de Jesus, meu Senhor, eu peço.  Amém.
 
 http://www.iluminalma.com/dph/4/0321.htm

18 março 2014

Tendências religiosas em nossos dias

A nomenclatura em voga é Ciência da Religião. A preocupação principal se resume em dois pontos: O primeiro, qual seria a terminologia adequada - Ciência da religião, ciências da religião ou ciências das religiões? O que não é simplesmente uma questão de título, mas sim de delimitação do campo (prefiro Ciência da religiosidade). O segundo ponto é em não abrir espaço para a velha teologia confessional mascarada, ou maquiada como ciência. Isto porque ciência da religião é o estudo das hierofonias, ou seja, o sagrado em suas múltiplas manifestações. Este sagrado é um elemento estrutural da consciência e não uma fase da história dessa consciência. Nos mais arcaicos níveis de cultura, viver como ser humano é em si um ato religioso, pois a alimentação, a vida sexual e o trabalho têm um valor sacramental. Por outras palavras: ser - ou, antes, tornar-se - um homem significa ser ‘religioso’” (ELIADE, M. Tratado de História das Religiões. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 7) . O Brasil, pela peculiaridade de suas crenças, de seu universo mítico-religioso, é um celeiro para estudiosos que querem se dedicar a pesquisas do fenômeno religioso.

Todas as escolas que hoje oferecem Ciência da Religião como disciplina, seguiram a trajetória que teve como ponto de partida um departamento de clérigos (mesmo em universidade pública) e uniconfessional, para, em seguida, passar por um processo de desclericalização e descatolização ou desprotestização; alcançando atualmente a fase da desmasculinização. Todo este processo revela que vivemos não só um tempo de mudança, mas de mudança de tempo. E este tempo é fortemente marcado pelo pluralismo religioso. O que indica a volta do sagrado, porém numa nova roupagem, mais livre, solta, móvel, sem residência fixa [em sua visão], na realidade sem referencial [em minha visão].

Para muitos, a teologia acorda de seu sono dogmático, deitada há séculos, para se deixar ser interpelada pelo surto do sagrado, sendo obrigada a repensar sua linguagem para falar a um mundo plural. Assim, a teologia necessita renovar-se frente ao novo paradigma do pluralismo religioso. Devendo se enveredar pelo caminho da hermenêutica da vida humana, isto é, uma teologia do sentido ou do significado. Fazendo do teólogo um mero caçador de sentido.

Ciência da religião, diferentemente da teologia, não se debruça sobre o dado revelado, mas sobre o fenômeno religioso. Não traz uma abordagem confessional do fenômeno, mas uma abordagem fenomenológica. Para os novos orientadores religiosos, passamos do diálogo das culturas para o diálogo das religiões. Isso implica em abandonar um paradigma exclusivista para adotar um novo paradigma pluralista, isto é, deixar de ser Igreja detentora da verdade para encontrar-se com as diversas religiões, enriquecendo-se com as mais diferentes formas de expressão do sagrado.

Esta linha de compreensão, e imposição, sobre o ensino religioso revela a essência da religiosidade de nosso tempo: alvo e método; aonde se quer chegar e como chegar. Simplificando, vivemos imprensados por uma disposição em aniquilar com a verdade, abrindo espaço para as verdades, mesmo que incoerentes. O inimigo comum não é a(s) inverdade(s), mas sim a verdade única, absoluta, asfixiadora dos prismas particulares, das diversas intenções acadêmicas, políticas, econômicas e espirituais.

Tudo isso forma uma atmosfera facilitadora para novas tendências; que, em muito, são velhas tendências em novas roupagens; agora, mais corajosa em se expor, devido à atmosfera atual, como o Teísmo aberto: a ideologia mais coerente da escola mais incoerente da teologia – o arminianismo; que tenta, assim, construir coerência para a incoerência.

Todas as tendências tornam-se possíveis pelo fato do foco estar não no âmago do conhecimento crido, ensinado e defendido; mas sim na possibilidade de se crer em qualquer coisa, por mais absurda que seja. A beleza a ser entendida e conservada que, segundo eles, é suficiente para a manutenção da crença está no religioso; no produto final da crença naquele que a exerce. Assim, não importa a religião; ou mesmo o conteúdo desta (sua teologia); mas a liberdade do exercício em se crer. Isso revela a cicatriz que a Igreja deixou nas sociedades no decorrer de sua história pré-moderna. Há um pavor de religião institucionalizada, mas uma paixão sobre a religiosidade individual. Seria uma forma distorcida de se aplicar o verso: “Tudo é possível ao que crê” (Marcos 9.23b).

Ódio, medo, aversão, são alguns dos sentimentos mais comuns entre os estudiosos para com a Igreja, como maior representante histórica da religião institucionalizada. É importantíssimo que os teólogos cristãos de nossos dias conheçam a história, assim como seus resultados, incluindo a época em que vivemos, para, então, serem corretos em seu proceder no educar a igreja, no formar novos líderes, e no defender a fé.

Wagner Amaral

A Morte é o ponto de partida

O que seria a vida sem o seu final? O que aconteceria; se, de repente, os homens parassem de morrer? O que significa não morrer?

[Em seu livro Intermitências da morte, Companhia das Letras, José Saramago, autor português, falecido no ano passado, questiona estruturas da religião e da filosofia a partir do significado que ambas atribuem ao fim da vida; e, afirma que a morte é o ponto de partida.]

No dia seguinte ninguém morreu. De repente não se morre mais. Aquilo que a princípio seria motivo de grande felicidade, provocaria as maiores tribulações e desarranjos; a ponto de muitos desejarem o retorno da morte ao ciclo da vida, pois com a ausência da morte a vida se torna funesta. Com o fim da morte, toda a vida precisa ser repensada, pois, a visão de mundo, além de aspectos socioeconômicos, está baseada na morte: hospitais, seguradoras, funerárias, aposentadoria, renovação, etc.

No aspecto religioso, quais seriam as propostas (novas propostas) das religiões, das filosofias? Como encarar a vida, o erro, a justiça, a eternidade, sem a morte? Quantos apelos ao juízo divino ou místico sobreviveriam à nova realidade de se viver eternamente aqui, sem uma continuação após a morte com purgatórios, céus, infernos, lagos de fogo, paraísos, belas e muitas virgens, reencarnações? Será que encontraríamos uma resposta, um caminho já existente que privilegiasse a vida ao invés da morte? Que estabelecesse toda sua estrutura moral, espiritual e social sobre uma proposta de se viver, independentemente da morte, e de se viver abundantemente?

Na conclusão de Saramago, tanto a religião quanto a filosofia perderiam sua razão de existir; pois, acredita que ambas existem para que as pessoas levem toda a vida com o medo pendurado ao pescoço e, chegada sua hora, acolham a morte como uma libertação.

No entanto, na conclusão de Cristo, a morte não atrapalha a vida, pois ele veio trazer vida abundante (João 10.10). Sua proposta diz respeito à vida, e não somente a que está por vir, mas a começar por esta que experimentamos. A morte em si não é o ápice de sua mensagem, nem no que diz respeito a ele nem no que diz respeito a toda humanidade; pois, a vitória sobre a morte é o tema bombástico de seu ministério, e no que diz respeito a nós a vida é a razão de seu sacrifício.

A morte já não mais atrapalha, pois foi vencida. Gosto da forma como John Owen enxergou este dilema: A morte da morte na morte de Cristo. A morte morreu na morte daquele que é vida! Tanta vida que nem a morte conseguiu detê-lo. A morte, ao contrário, é fundamental para a vida. Não no sentido abstrato e absoluto da vida pós-morte, mas sim no sentido desta fase em que vivemos, pois para ter-se vida abundante é preciso fazer morrer a natureza morta que nos acompanha desde o berço. Cristo disse a Nicodemos: “Importa nascer novamente”. Claro! Afinal, se seguirmos o destino sinistro da humanidade caminhamos da vida para a morte (no sentido físico); mas, se seguirmos o destino divino para a humanidade caminhamos da morte (do eu) para a vida (de Deus). Morte para o que é comum e vida como um presente de Deus para um novo, curioso e desafiante presente e futuro: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados [...] nos deu vida juntamente com Cristo, pela graça sois salvos” (Efésios 2.1, 5).

A morte, então, é o ponto de partida de uma verdadeira e abundante vida que não necessita da imortalidade para ser real. Quando nascemos fisicamente começamos a morrer. Mas quando morremos espiritualmente renascemos para um viver pleno antes e após a morte física.

Wagner Amaral

Como pensar sobre Deus

Há muitos e muitos anos, quando estava levantando sustento, apresentei meu ministério à igreja de um amigo de seminário. Nós até cantávamos no coral juntos. Ele foi o melhor tenor com o qual tive o privilégio de cantar. Agora, em um novo ministério como pastor de música, ele e sua igreja estavam em pleno processo de transformação. Ele me contou sobre um show gospel que os líderes de sua igreja assistiram. No início ficaram ofendidos com a música, mas no final o cantor colocou a guitarra de lado e começou a pregar. Meu amigo e os outros pastores pensaram que, já que o tal astro pregava mensagens fortes, não haveria problema levar os jovens a ouvirem as músicas dele. Continuando, meu amigo me contou algumas práticas que estavam instituindo e, por acaso, mencionou que às vezes eles batem palmas a Jesus. — A gente aplaude tanta coisa, por que não Jesus? Não soube lhe responder, mas ao analisar a pergunta biblicamente, não vi motivos para respondê-lo negativamente. Mesmo assim, senti um ligeiro incômodo com a ideia. Tanto, que nunca fiz isso na minha igreja. Recentemente, por ocasião do Natal, minha esposa e eu estávamos ouvindo o CD Messias, de George Frederick Handel. Trata-se de um oratório bem conhecido e contém o famosíssimo “Coro Aleluia”. Já cantei este coro diversas vezes e é costume ficar em pé quando o coral começa a cantar. Este costume remonta para os tempos da estreia. Quando o rei da Inglaterra ouviu o coro pela primeira vez, ele se colocou de pé. Uma vez que ele estava de pé, a plateia toda também ficou de pé em homenagem ao “Rei dos Reis (Aleluia! Aleluia!) e Senhor dos Senhores (Aleluia! Aleluia!)”. O coro continua “E ele reinará para sempre e para sempre”. Que sublime gesto por parte do soberano da Inglaterra ao reconhecer o Soberano da terra e céus! O “Coro Aleluia” é minha segunda parte predileta do Messias. A parte que mais amo é o coral no fim “Digno É o Cordeiro”. A letra é o texto dos dois grandes hinos de Apocalipse 5:12-14. E quando termina, o coro logo entra em um grande e retumbante “Amém”. Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. Glorioso! Majestoso! O tipo de experiência que faz um amante de Deus tremer todinho por dentro. Querer lançar-se aos pés do Cordeiro. Todas as outras tentativas que já ouvi para transformar este hino em cântico são pífias e risíveis. Parecem música escrita para algum desenho da Disney. Não provocam a mesma reação. Não levam o filho de Deus a querer se atirar aos pés de Jesus. Há muito tempo tenho uma pergunta que não quer calar: Se o rei da Inglaterra se levantou quando cantaram o “Aleluia”, como ele conseguiu ficar sentadinho quando cantaram “Digno É o Cordeiro”? Este ano, ao ouvir novamente O Messias, surgiu outra pergunta: uma vez que o rei se levantou quando cantaram o “Aleluia”, o que ele deveria ter feito quando cantaram “Digno É o Cordeiro”? E, se eu fosse começar uma nova tradição, que tradição eu instituiria? Ficar novamente em pé? Não. Muito repetitivo e arrogante. Aplaudir? Não! Não! E Não! O só sugerir me enche de nojo misturado com horror. Imagine! Que tal todo mundo se colocar de joelho e curvar a cabeça em adoração? Ou, melhor ainda, cair estendido no chão? É isso! Se um dia o coral da minha igreja cantar “Digno É o Cordeiro”, de Handel, vou pedir que todos se ajoelhem perante o Cordeiro. Aí lembrei do meu amigo que instituiu aplausos a Jesus na sua igreja e pensei: — É isto que está errado com as nossas igrejas: em vez de cair rosto em chão diante do Cordeiro, o aplaudimos como se acabasse de receber um Oscar.

Mark A. Swedberg

Leitura Cronológica Anual da Bíblia (Mês 11, dia 15)

Atos 15-18

Atos 15

 (1) ENTÃO alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos. (2) Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo e Barnabé, e alguns dentre eles, subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, sobre aquela questão. (3) E eles, sendo acompanhados pela igreja, passavam pela Fenícia e por Samaria, contando a conversão dos gentios; e davam grande alegria a todos os irmãos. (4) E, quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos, e lhes anunciaram quão grandes coisas Deus tinha feito com eles. (5) Alguns, porém, da seita dos fariseus, que tinham crido, se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés. (6) Congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto. (7) E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Homens irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem. (8) E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós; (9) E não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando os seus corações pela fé. (10) Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar? (11) Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também. (12) Então toda a multidão se calou e escutava a Barnabé e a Paulo, que contavam quão grandes sinais e prodígios Deus havia feito por meio deles entre os gentios. (13) E, havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra, dizendo: Homens irmãos, ouvi-me: (14) Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome. (15) E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito: (16) Depois disto voltarei, E reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, Levantá-lo-ei das suas ruínas, E tornarei a edificá-lo. (17) Para que o restante dos homens busque ao Senhor, E todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, Diz o Senhor, que faz todas estas coisas, (18) Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras. (19) Por isso julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus. (20) Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da fornicação, do que é sufocado e do sangue. (21) Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue, e cada sábado é lido nas sinagogas. (22) Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, com toda a igreja, eleger homens dentre eles e enviá-los com Paulo e Barnabé a Antioquia, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens distintos entre os irmãos. (23) E por intermédio deles escreveram o seguinte: Os apóstolos, e os anciãos e os irmãos, aos irmãos dentre os gentios que estão em Antioquia, e Síria e Cilícia, saúde. (24) Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei, não lhes tendo nós dado mandamento, (25) Pareceu-nos bem, reunidos concordemente, eleger alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo, (26) Homens que já expuseram as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. (27) Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais por palavra vos anunciarão também as mesmas coisas. (28) Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: (29) Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá. (30) Tendo eles então se despedido, partiram para Antioquia e, ajuntando a multidão, entregaram a carta. (31) E, quando a leram, alegraram-se pela exortação. (32) Depois Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram e confirmaram os irmãos com muitas palavras. (33) E, detendo-se ali algum tempo, os irmãos os deixaram voltar em paz para os apóstolos; (34) Mas pareceu bem a Silas ficar ali. (35) E Paulo e Barnabé ficaram em Antioquia, ensinando e pregando, com muitos outros, a palavra do Senhor. (36) E alguns dias depois, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar nossos irmãos por todas as cidades em que já anunciamos a palavra do Senhor, para ver como estão. (37) E Barnabé aconselhava que tomassem consigo a João, chamado Marcos. (38) Mas a Paulo parecia razoável que não tomassem consigo aquele que desde a Panfília se tinha apartado deles e não os acompanhou naquela obra. (39) E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. (40) E Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irmãos à graça de Deus. (41) E passou pela Síria e Cilícia, confirmando as igrejas.

Atos 16

 (1) E CHEGOU a Derbe e Listra. E eis que estava ali um certo discípulo por nome Timóteo, filho de uma judia que era crente, mas de pai grego; (2) Do qual davam bom testemunho os irmãos que estavam em Listra e em Icônio. (3) Paulo quis que este fosse com ele; e tomando-o, o circuncidou, por causa dos judeus que estavam naqueles lugares; porque todos sabiam que seu pai era grego. (4) E, quando iam passando pelas cidades, lhes entregavam, para serem observados, os decretos que haviam sido estabelecidos pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém. (5) De sorte que as igrejas eram confirmadas na fé, e cada dia cresciam em número. (6) E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. (7) E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito não lho permitiu. (8) E, tendo passado por Mísia, desceram a Trôade. (9) E Paulo teve de noite uma visão, em que se apresentou um homem da Macedônia, e lhe rogou, dizendo: Passa à Macedônia, e ajuda-nos. (10) E, logo depois desta visão, procuramos partir para a Macedônia, concluindo que o Senhor nos chamava para lhes anunciarmos o evangelho. (11) E, navegando de Trôade, fomos correndo em caminho direito para a Samotrácia e, no dia seguinte, para Neápolis; (12) E dali para Filipos, que é a primeira cidade desta parte da Macedônia, e é uma colônia; e estivemos alguns dias nesta cidade. (13) E no dia de sábado saímos fora das portas, para a beira do rio, onde se costumava fazer oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que ali se ajuntaram. (14) E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia. (15) E, depois que foi batizada, ela e a sua casa, nos rogou, dizendo: Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali. E nos constrangeu a isso. (16) E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem, que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores. (17) Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo. (18) E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu. (19) E, vendo seus senhores que a esperança do seu lucro estava perdida, prenderam Paulo e Silas, e os levaram à praça, à presença dos magistrados. (20) E, apresentando-os aos magistrados, disseram: Estes homens, sendo judeus, perturbaram a nossa cidade, (21) E nos expõem costumes que não nos é lícito receber nem praticar, visto que somos romanos. (22) E a multidão se levantou unida contra eles, e os magistrados, rasgando-lhes as vestes, mandaram açoitá-los com varas. (23) E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lançaram na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança. (24) O qual, tendo recebido tal ordem, os lançou no cárcere interior, e lhes segurou os pés no tronco. (25) E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. (26) E de repente sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos. (27) E, acordando o carcereiro, e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada, e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido. (28) Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. (29) E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas. (30) E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? (31) E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. (32) E lhe pregavam a palavra do Senhor, e a todos os que estavam em sua casa. (33) E, tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões; e logo foi batizado, ele e todos os seus. (34) E, levando-os à sua casa, lhes pôs a mesa; e, na sua crença em Deus, alegrou-se com toda a sua casa. (35) E, sendo já dia, os magistrados mandaram quadrilheiros, dizendo: Soltai aqueles homens. (36) E o carcereiro anunciou a Paulo estas palavras, dizendo: Os magistrados mandaram que vos soltasse; agora, pois, saí e ide em paz. (37) Mas Paulo replicou: Açoitaram-nos publicamente e, sem sermos condenados, sendo homens romanos, nos lançaram na prisão, e agora encobertamente nos lançam fora? Não será assim; mas venham eles mesmos e tirem-nos para fora. (38) E os quadrilheiros foram dizer aos magistrados estas palavras; e eles temeram, ouvindo que eram romanos. (39) E, vindo, lhes dirigiram súplicas; e, tirando-os para fora, lhes pediram que saíssem da cidade. (40) E, saindo da prisão, entraram em casa de Lídia e, vendo os irmãos, os confortaram, e depois partiram.

Atos 17

 (1) E PASSANDO por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus. (2) E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três sábados disputou com eles sobre as Escrituras, (3) Expondo e demonstrando que convinha que Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos. E este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo. (4) E alguns deles creram, e ajuntaram-se com Paulo e Silas; e também uma grande multidão de gregos religiosos, e não poucas mulheres principais. (5) Mas os judeus desobedientes, movidos de inveja, tomaram consigo alguns homens perversos, dentre os vadios e, ajuntando o povo, alvoroçaram a cidade, e assaltando a casa de Jasom, procuravam trazê-los para junto do povo. (6) E, não os achando, trouxeram Jasom e alguns irmãos à presença dos magistrados da cidade, clamando: Estes que têm alvoroçado o mundo, chegaram também aqui; (7) Os quais Jasom recolheu; e todos estes procedem contra os decretos de César, dizendo que há outro rei, Jesus. (8) E alvoroçaram a multidão e os principais da cidade, que ouviram estas coisas. (9) Tendo, porém, recebido satisfação de Jasom e dos demais, os soltaram. (10) E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus. (11) Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim. (12) De sorte que creram muitos deles, e também mulheres gregas da classe nobre, e não poucos homens. (13) Mas, logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Beréia, foram lá, e excitaram as multidões. (14) No mesmo instante os irmãos mandaram a Paulo que fosse até ao mar, mas Silas e Timóteo ficaram ali. (15) E os que acompanhavam Paulo o levaram até Atenas, e, recebendo ordem para que Silas e Timóteo fossem ter com ele o mais depressa possível, partiram. (16) E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria. (17) De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam. (18) E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição. (19) E tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas? (20) Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos; queremos, pois, saber o que vem a ser isto (21) (Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes, de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir alguma novidade). (22) E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos; (23) Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. (24) O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; (25) Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; (26) E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; (27) Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós; (28) Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração. (29) Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a Divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens. (30) Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; (31) Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos. (32) E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez. (33) E assim Paulo saiu do meio deles. (34) Todavia, chegando alguns homens a ele, creram; entre os quais foi Dionísio, areopagita, uma mulher por nome Dâmaris, e com eles outros.

Atos 18

 (1) E DEPOIS disto partiu Paulo de Atenas, e chegou a Corinto. (2) E, achando um certo judeu por nome Áqüila, natural do Ponto, que havia pouco tinha vindo da Itália, e Priscila, sua mulher (pois Cláudio tinha mandado que todos os judeus saíssem de Roma), ajuntou-se com eles, (3) E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas. (4) E todos os sábados disputava na sinagoga, e convencia a judeus e gregos. (5) E, quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, foi Paulo impulsionado no espírito, testificando aos judeus que Jesus era o Cristo. (6) Mas, resistindo e blasfemando eles, sacudiu as vestes, e disse-lhes: O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo, e desde agora parto para os gentios. (7) E, saindo dali, entrou em casa de um homem chamado Justo, que servia a Deus, e cuja casa estava junto da sinagoga. (8) E Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados. (9) E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales; (10) Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade. (11) E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus. (12) Mas, sendo Gálio procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus concordemente contra Paulo, e o levaram ao tribunal, (13) Dizendo: Este persuade os homens a servir a Deus contra a lei. (14) E, querendo Paulo abrir a boca, disse Gálio aos judeus: Se houvesse, ó judeus, algum agravo ou crime enorme, com razão vos sofreria, (15) Mas, se a questão é de palavras, e de nomes, e da lei que entre vós há, vede-o vós mesmos; porque eu não quero ser juiz dessas coisas. (16) E expulsou-os do tribunal. (17) Então todos os gregos agarraram Sóstenes, principal da sinagoga, e o feriram diante do tribunal; e a Gálio nada destas coisas o incomodava. (18) E Paulo, ficando ainda ali muitos dias, despediu-se dos irmãos, e dali navegou para a Síria, e com ele Priscila e Áqüila, tendo rapado a cabeça em Cencréia, porque tinha voto. (19) E chegou a Éfeso, e deixou-os ali; mas ele, entrando na sinagoga, disputava com os judeus. (20) E, rogando-lhe eles que ficasse por mais algum tempo, não conveio nisso. (21) Antes se despediu deles, dizendo: É-me de todo preciso celebrar a solenidade que vem em Jerusalém; mas querendo Deus, outra vez voltarei a vós. E partiu de Éfeso. (22) E, chegando a Cesaréia, subiu a Jerusalém e, saudando a igreja, desceu a Antioquia. (23) E, estando ali algum tempo, partiu, passando sucessivamente pela província da Galácia e da Frígia, confirmando a todos os discípulos. (24) E chegou a Éfeso um certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloqüente e poderoso nas Escrituras. (25) Este era instruído no caminho do Senhor e, fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do Senhor, conhecendo somente o batismo de João. (26) Ele começou a falar ousadamente na sinagoga; e, quando o ouviram Priscila e Áqüila, o levaram consigo e lhe declararam mais precisamente o caminho de Deus. (27) Querendo ele passar à Acaia, o animaram os irmãos, e escreveram aos discípulos que o recebessem; o qual, tendo chegado, aproveitou muito aos que pela graça criam. (28) Porque com grande veemência, convencia publicamente os judeus, mostrando pelas Escrituras que Jesus era o Cristo.