VISITE A IGREJA BATISTA REGULAR EBENÉZER

"A Igreja deve atrair pela diferença e não pela igualdade" C.H. Spurgeon

VISITE A IGREJA BATISTA REGULAR EBENÉZER
R. José Severiano Câmara, 244 - Centro - João Câmara/RN

TERÇA:.........................Sociedade Masculina -.................19:30hs.
..........................................Sociedade Feminina -...................19:30hs.
QUARTA:.....................Culto de Oração -.........................19:30hs.
SÁBADO:......................Projeto Boas Novas -..................15:30hs.
..........................................Culto da Mocidade -....................19:30hs.
DOMINGO:..................Escola Bíblica Dominical -..........08:00hs.
..........................................Culto Oficial -..............................19:00 hs.

Culto de Ação de Graças

26 de mar de 2013

COMPROMISSOS

Neste estudo, temos o propósito de identificar os compromissos que devem ser encarados seriamente por cada crente verdadeiro, que faz ou deseja fazer parte de uma igreja de Cristo. Isso se deve ao fato de que, lamentável e constantemente, podemos constatar que é sensível a falta de compromisso por boa parcela dos crentes e isso tem causado sérios prejuízos à mais eficiente divulgação do Evangelho. Muitos não compreendem que tais compromissos não são feitos propriamente com as pessoas que compõem a Igreja, mas sim com O Senhor dela, que é Jesus!

Temos utilizado em nossa igreja local, por longos anos, um estudo para novos convertidos e candidatos a batismo, elaborado pelo pastor missionário Jerry Donald Ross. Esse estudo é dividido em cinco partes, sendo que, em duas delas encontramos:

-“O Pacto da Igreja” (que consta de cinco compromissos básicos do membro de uma igreja verdadeiramente Batista e Bíblica).

- “Base Bíblica dos Compromissos” (onde são apontadas as razões de tais compromissos).

Para um estudo mais aprofundado, já que ele não é direcionado apenas a iniciantes, achamos por bem reorganizar essa parte do estudo citado acima, acrescentando alguns textos e argumentos.

Os cinco compromissos básicos que estaremos estudando são os seguintes:

COOPERAÇÃO

TESTEMUNHO

AMOR

SANTIDADE PARTICULAR E DOMESTICA

FIDELIDADE DOUTRINARIA E ECLESIÁSTICA

I – Compromisso de Cooperação – definição: “Unir esforços pelo progresso da Igreja”.

A – Exaltando-a, e não difamando-a.

1. I Co. 10.32 – Difamando um irmão ou a igreja causamos tropeço a crentes e ímpios.

2. At. 2.12-16 – Ao ouvir falar mal da igreja, devemos imitar os discípulos, levantando-nos em defesa dos irmãos.

3. I Cor. 6.1-8 – Não podemos levar nossas pendências para o mundo julgar ou dar palpites. Na verdade, não deveríamos nem tê-las.

4. Tg. 4.11 – Falar mal de um irmão é falar mal da igreja. Viu o erro, fale à pessoa certa.

5. I Jo 2.10 – Quem ama os irmãos não lhes causa tropeço, falando mal deles ou da própria igreja.

6. Mt. 12.34-36 – Quem fala mal de alguém é porque não gosta dele. O que faz associado a ele, então?

B – Não semeando no meio dela o espírito de crítica, desânimo ou discórdia.

1. Pv. 6.16-19 – Deus “abomina” pessoas que criam facções entre irmãos.

2. I Co. 11.18-22 – Separações, “panelas”, facções – geram críticas (contra o outro grupo), desânimo (aos que são desprezados e aos que visam a unidade) e discórdia (por um querer impor-se ao outro em vez de cooperarem entre si).

3. I Co. 3.3-4 – Espírito faccioso é demonstração de carnalidade (falta da direção do Espírito de Deus).

4. Sl. 133.1 – Como é agradável a Deus que os irmãos andem como uma família unida (sem egoismos, brigas, panelas, intrigas, mágoas, etc.). Se é que queremos agradar a Deus é assim que devemos procurar viver.

C – Colocando a Igreja em primeiro lugar, acima dos demais interesses, participando de todos os cultos possíveis (inclusive cultos de negócios).

1. Hb. 10.24-25 – É preciso um convívio constante entre os irmãos, para que haja comunhão e o devido cuidado espiritual mutuo. Ficar longe da igreja é mau e perigoso para o crente.

2. At. 2.1, 41-42 e 5.12 – Podemos ver o modelo da igreja primitiva, em que os discípulos seguiam os hábitos que Jesus havia desenvolvido com os doze, reunindo-se constantemente, isto é, diariamente. Isto ocorria, porque eles valorizavam a igreja (e eram grandemente abençoados nisto).

3. Mt. 6.33 – Deixar a igreja em segundo plano é uma forma de mostrar que não está buscando “primeiro o Reino de Deus”, pois é disto que ela trata, mesmo quando resolve assuntos pertinentes à sua parte material.

4. II Tm. 2.4 – “Enrolar-se” com o mundo, nos impede de cumprir, com fidelidade, nossos compromissos com Cristo e Sua Igreja.

5. I Co. 11.22 – O que os corintios faziam era outra forma de desprezar a igreja, não a discernindo e valorizando como “corpo”, já que não se importavam com os “outros membros” fora da “elite”. Isto era causa de sua fraqueza (v.30).

6. Ef. 3.21 – A razão de reunir a igreja é para Glorificar a Deus; – fugir ao compromisso de “congregar-se ao povo de Deus” é mostrar que não tem vontade de glorificá-Lo.

D – Aprendendo a defender as Doutrinas.

1. Jd. 3 – Nós todos temos o dever de lutar (batalhar) pela verdade (a doutrina de Cristo)

2. I Tm. 3.15 – A igreja é o sustentáculo da Doutrina e tem o dever de preservá-la.

3. II Jo. 9-11 – Quem deixa a doutrina é porque não é de Deus. Por isto, se somos de Deus, devemos aprendê-la, guardá-la e ensiná-la. Ainda, conforme João nos diz, não devemos “buscar comunhão” com aqueles que lhe são infiéis, para não sermos tidos como participantes dos erros deles. Nada de ecumenismo ou ficar se pondo a longos debates, julgando com isto que iremos convencê-los do erro – eles têm a Bíblia e erram porque querem. Basta ficar firme na verdade e orar para que Deus lhes abra o entendimento.

4. I Tm.1.3 e 4.16 e II Tm. 2.2,15-16 e 23-24 – Notemos, aqui, a necessidade de zelo com a Doutrina, para que ela seja passada fielmente adiante.

5. Ef 4.11-15 – Jesus estruturou Sua igreja de forma a que ela prepare seus membros para não serem facilmente levados pelas mentiras de Satanás. Por isso, a igreja zelosa prega Doutrina, fortalecendo seus membros, e não fica somente com superficialidades ou coisas que “os ouvidos querem ouvir”.

E – Contribuindo materialmente para o crescimento e manutenção do trabalho de Deus.

1. Mt.22.17-21 – Jesus mostrou que é correto pagar tributo ao governo, mas, mostrou também que devemos dar a Deus o que Lhe pertence. Não podemos encarar a oferta ou contribuição como uma taxa, imposto ou tributo. Por outro lado, isto não quer dizer que não tenhamos compromisso em cooperar materialmente na Igreja de Deus.

2. II Co. 9.6-7 – Independentemente da necessidade, Deus se agrada e abençoa aqueles que cooperam sincera, alegre, desinteressada e desprendidamente com seus bens para a Obra.

3. I Co. 16.2 – Não importando para que finalidade seja a oferta, aqui está o melhor meio e mais eficiente de contribuir:

a. Não dê “resto” para o Senhor – Traga sua oferta logo que receber, separando (pondo a parte), no “primeiro dia da semana” o que puder ajuntar. Dê das primícias (isto quer dizer: as “primeiras coisas”, ou, o “melhor” delas).

b. Seja você responsável - Observe o “cada um de vós”.

c. Não seja miserável nem imprudente – Contribua conforme Deus lhe conceder (conforme sua prosperidade). Por isto é que os 10% (chamado dízimo) é um bom princípio, sendo sempre proporcional à sua prosperidade. Nunca será muito, nem pouco.

4. Eis algumas passagens que mostram razões pelas quais devemos cooperar na Igreja com Fé, Fidelidade e Amor:

- II Co. 9.12-14 – São muitos os textos que mostram o exercício da liberalidade para com os irmãos ( ex. – At. 2.44 e 4.34-37); mas, este versículo, mostra muitas das razões de fazê-lo: - Supre as necessidades dos irmãos; leva-os a glorificar a Deus por isto; mostra ao mundo a realidade de nossa sujeição (pela Fé) a Deus e liberalidade (pelo Amor) para com os irmãos; e, desperta entre nós um espírito de gratidão e maior amor (saudades aqui quer dizer “forte afeto”, “desejo ardente por alguém”).

- I Co. 9.4-14 – Quando Jesus tirou seus discípulos (os doze) de seus ofícios, para tornarem-se “pescadores de homens”, não lhes mandou deixar suas famílias e nem lhes concedeu o Dom de não precisarem comer nem beber. Há a necessidade de líderes que se dediquem exclusivamente à igreja e à evangelização e, se for possível, para que se tenha isto, é necessário que ela os sustente materialmente. Ainda em I Tm. 5.17-18, Paulo mostra que, quando o líder cumpre bem o seu papel, é digno, além de honra moral (respeito, estima e apreço), também de honra material (reconhecimento financeiro) por isto.

- No período apostólico, as igrejas não tinham templos. Reuniam-se em casas ou num lugar público determinado (em Jerusalém reuniam-se num lugar do templo Judaico). Com o tempo, revelou-se a necessidade de um imóvel coletivo, próprio para este fim. É claro que isto acarreta em várias despesas de manutenção, que cabem a toda a igreja, ou seja, a todos os que, sendo membros ali, fazem uso do local (ele pertence a todos). A base deste compromisso está no V.T., com os cuidados e participação do povo no Tabernáculo e posteriormente no Templo (Ex. 25.1-8; Num 7; etc.)

Vemos, assim, suficientes argumentos bíblicos para a contribuição financeira na igreja, com estes três propósitos essenciais: a) Socorro aos necessitados; b) Sustento daqueles que se ocupam na Palavra como Ministros de Deus (pastores e missionários); c) Despesas com o imóvel e a atividade da igreja (manutenção do seu prédio e bens, e, material para o ensino e evangelização como: Bíblias, folhetos e outras coisas necessárias).

II – Compromisso de Testemunho – definição: “Demonstrar ao mundo o Poder salvador e transformador do Evangelho de Jesus Cristo”.

A – Esforçando-se para trazer parentes, amigos, colegas e vizinhos aos cultos para ouvirem do Evangelho.

1. Jo. 1.35-45 – Os discípulos, quando acharam o Cristo, levaram a Ele seus familiares e amigos, que viviam aquela mesma esperança. Assim devemos apresentá-lo àqueles que tenham sede da verdade e que carecem da Salvação.

2. Lc. 5.17-20 e 24-25 – O “ex-aleijado” saiu dali glorificando a Deus diante dos homens, mostrando o que Ele lhe havia feito. Também nós devemos estar a anunciar o que Ele tem feito por nós.

3. Lc. 5.27-29 – Mateus, imediatamente à sua chamada, levou Jesus à sua casa e convidou uma multidão de amigos para ouví-Lo. Devemos nos esforçar para que nossos amigos venham ouvir também a Sua Palavra.

4. Lc. 8.35-36 e 38-39 – O “ex-endemoninhado”, agora livre e salvo, foi mandado por Jesus para pregar em sua cidade (seus conhecidos, parentes e amigos). Em nossa cidade, somos nós os responsáveis por isto.

5. Mt. 9 27-31 – Nem mesmo ordenando Jesus que a ninguém falassem, aqueles dois cegos puderam calar-se a respeito das bênçãos recebidas. Por que razão nós, que somos mandados a anunciar, vamos nos calar?

6. Sl. 122. 1 – Devemos nos lembrar de que, além do nosso dever para com o Senhor, de chamar os pecadores à Sua Graça, muitos que hoje talvez não gostem de que os “importunemos” com a Palavra, poderão repetir no futuro as palavras do salmista.

B – Tendo, diante deles e de Deus, uma vida reta, santa e honesta.

- Cuidando da purificação da Língua: - fugindo às mentiras; leviandades; calúnias; mexericos; imoralidades; torpezas; blasfêmias; infidelidades (falta de pontualidade e cumprimento da palavra); e extravagancias, como gírias e borrachices (Tg. 3.6).

- Cuidando da purificação do Corpo: - fugindo aos vícios de toda espécie, tais como: fumo; álcool; drogas; jogos; manias obsessivas; atos anormais relacionados à sexualidade; remédios e outras drogas leves, como certos chás e mesmo o café (I Co. 6.19-20).

- Cuidando da purificação do Espírito mantendo uma boa conduta moral: - fugindo às negociações ilícitas ou duvidosas; às roupas escandalosas e modas indecentes; hábitos comprometedores e suspeitos; envolvimentos com quaisquer jogos de azar (rifas, loterias, corridas, baralho, bingos, etc.); freqüência a lugares de moral “duvidosa” como bailes, cervejadas ou mesmo certos tipos de churrascos, jantares e coquetéis; fugindo à leitura de livros e revistas, ou assistência de filmes e programações impuras; passatempos que ocupem lugar ou interfiram em sua devoção ou na cooperação com a Igreja; associações ilícitas em jugo desigual, no namoro misto, bem como, nas sociedades em negócios com incrédulos; a assumir dívidas e compromissos, sem que os possa cumprir responsavelmente; envolver-se em brigas e conflitos escandalosos, gritarias e discussões em público (I Ts. 5.23).

1. Mt. 5.13-16 – Jesus disse que nós somos o “Sal da terra” e a “Luz do mundo” . Isto eqüivale a dizer que, por nossos atos neste mundo, Ele deve estar sendo manifestado aos homens.

2. II Co. 6.11 – 7.1 – Devemos lembrar que a Luz jamais deve andar associada às Trevas.

3. Rm. 6.11-12 e Gal. 2.20 – O crente tem que viver neste mundo como “morto para o pecado”, vivendo para e por Cristo.

4. I Co. 4.1-2 – O mundo deve ver em nós, pessoas que cuidam bem das coisas de Deus, como seus bons mordomos.

5. I Co. 11.6 e 13 e I Tes. 5.22 – Temos que nos preocupar com a decência, nos apartando de toda aparência do mal.

6. Ef. 4.17-31; 5.3-18 e 26-27 – Temos o compromisso de nos afastarmos de todo tipo de pecado (eis aqui uma boa lista deles) para que a igreja possa estar diante de Cristo como uma noiva pura e sem mancha.

7. Fl. 1.27-28 – Uma igreja de Cristo deve andar “dignamente conforme o Seu Evangelho” para manifestar ao mundo sua Salvação. O andar indigno é indicio claro da ausência dela.

8. Fl. 2.15-16 – Devemos ser “irrepreensíveis”, de forma que possamos ser vistos em meio à sociedade corrupta, claramente, como pessoas justas e dignas do nome de Cristo.

9. Cl. 3.1-12 – Temos que “viver a Palavra”, desviando-nos do pecado e despojando-nos diariamente de tudo que seja causa de tristeza ou da ira de Deus.

10. II Tm. 2.19-21 – Seremos verdadeiros vasos de honra na casa de Deus, purificando-nos da iniquidade e santificando as nossas vidas.

C – Sendo coerente em sua vida, com relação ao que prega a sua Igreja, e humilde quando erra, para reconhecer o erro, pedir perdão e concertar-se.

1. Fl. 4.5 – Nossa justiça e equilíbrio devem ser percebidos, naturalmente, em meio às incoerências deste mundo.

2. I Ts. 4.1-8 e 11-12 – Um andar coerente para quem tem o Espírito Santo de Deus, vivendo para “Santificação e Honra”.

3. Tg. 1.21-22 – Sendo coerentes com a Palavra que ouvimos, colocando-a em prática em nossas vidas.

4. Tg. 3.1-12 e 5.12 – Controlando nosso falar, de modo que ele seja coerente com o Evangelho que professamos.

5. I Pe. 1.13-17 – Vivendo em santidade, em coerência com o Pai Santo que temos.

6. I Pe. 2.11-16 – Andar coerente, também, com nossa condição de peregrinos neste mundo; que vivem aqui, no aguardo de um porvir infinitamente melhor e mais precioso que tudo que haja nesta jornada atual.

7. I Pe. 3.15-16 – Um proceder coerente de quem tem, realmente, “Cristo, como Senhor em seu coração”.

8. Tg. 4.7-10 – Manter sempre a humildade diante do Senhor (especialmente quando em pecado), para que possa ser purificado.

9. Sl. 32. 1-6 – Jamais querer esconder o próprio pecado, confessando-o humilde e prontamente a Deus, para que não venhamos a ser causa de o Senhor pesar a mão sobre nossa vida, causando vergonha à causa do Evangelho.

10. Mt. 5.23-25 – Colocar-se em ordem com o próximo a quem devemos, ofendemos ou prejudicamos de alguma maneira, da mesma forma que com Deus, para que não sejamos envergonhados e igualmente prejudicados espiritualmente, por causa de nossa iniquidade.

III – Compromisso de Amor – definição: “Respeitar, Honrar, Confiar e Dedicar-se ao irmão”.

A – Interessando-se, ajudando e orando pêlos irmãos em suas necessidades materiais e espirituais.

1. Jo. 13.34-35 – O Amor Cristão é o diferencial do crente em relação ao Mundo, porque é o nosso vínculo com a Família de Deus.

2. Rm. 12.13 – Não podemos nunca deixar de atentar para as necessidades materiais de nossos irmãos (os santos).

3. Gl. 6.1-2 – Igualmente, quando deparamos com um irmão em pecado, devemos encará-lo como alguém que precisa de orientação e ajuda para tomar a atitude necessária.

4. Tg. 5.16 e Rm. 15.30 – Temos também o compromisso de ajudar os irmãos em cada necessidade, por meio da oração.

B – Evitando dar-se por ofendido, presumindo (julgando) má intenção por parte dos outros.

1. I Co. 13.5 - Não podemos nos dar por ofendidos “suspeitando mal” ou “guardando rancor”, por julgarmos má intenção de um irmão. Se suspeitarmos, é preciso esclarecer, confirmando com a própria pessoa para não guardar rancores infundados.

2. Mt. 7.1-5 – Não é correto julgarmos um irmão, condenando-o em nosso coração, pois estaremos em maior erro que ele, se o fizermos.

C – Evitando ofender qualquer irmão.

1. Fl. 2.1-4 – Respeitar o irmão é o segredo para não ofendê-lo.

2. Rm. 12.10 – Com “Cordialidade e Honra”, nunca ofenderemos a um irmão. Temos este compromisso.

D – Em caso de sentir o problema (ofendeu ou foi ofendido), buscando imediata e sincera reconciliação.

1. Mt. 18.15-17 – A Bíblia nos coloca diante do compromisso solene de que não devemos “deixar prá lá”, como o mundo faz, mas sim, “resolver” a questão em amor. Sempre que nos sentirmos ofendidos por um irmão, devemos buscar o quanto antes resolver o problema do modo que Cristo ensinou. Ele nunca disse “deixa pra lá”.

2. Mt. 5.23-24 – Igualmente, quando percebemos ter ofendido alguém, devemos imediatamente buscar a reconciliação.

E – Estando sempre disposto a perdoar, mediante o arrependimento de um irmão.

1. Mt. 18.21-22 – Não há limites para o perdão, desde que haja sinceridade e prontidão em reparar o mal causado. Nem sempre haverá possibilidade de se desfazer o mal que foi feito, mas o que devemos observar é a sincera disposição em fazê-lo, e isto basta.

2. Pv 28.13 – Diante de uma mostra de verdadeiro arrependimento, jamais a misericórdia deve deixar de ser exercida por nós, que somos alvo da misericórdia de Deus..

F – Não guardando ressentimentos, magoas ou rancores contra ninguém por causa de questões mal resolvidas ou não tratadas (a magoa é como uma doença que, se mal tratada e não totalmente extirpada, degenera e aumenta com o passar do tempo, tornando-se um mal crônico, com súbitas crises ao longo do tempo).

1. Ef. 4.30-31 – Entristecemos a Deus, sempre que alimentamos entre nós, rancores e magoas. É tudo o que Satanás precisa para quebrar nossos laços de Amor em Cristo.

2. Cl. 3.12-15 e Mt. 18.23-35 – Como “eleitos de Deus”, precisamos mostrar que aprendemos o que é perdão, vivendo na verdadeira “Paz de Deus” na Igreja. 
IV – Compromisso de Santidade particular e doméstica – definição: “Cultivar constantemente a busca de orientação e a devoção pessoal e familiar com Deus”.

A – Alimentando-se diariamente com a leitura da Bíblia.

1. II Tm. 3.16-17 – Do mesmo modo que somos Salvos por meio de ouvir a Palavra (Rm. 10.17), também somos Santificados por meio de ouvi-la.

2. I Pe. 2.2 / Hb. 5.12-14 – Por meio dela é que o Novo Homem em Cristo cresce espiritualmente.

3. Mt. 4.1-11 – Por meio da Palavra de Deus aprendemos e somos instruídos em como resistir ao Diabo e às suas tentações.

4. Ap. 1.3 – Precisamos conhecer os designios de Deus para estarmos preparados para o que há de vir.

5. I Tm. 4.12-13 – Para estar forte e poder ensinar aos outros é preciso ler a Bíblia.

6. I Ts. 5.27 – As Escrituras são para todos os crentes e não só para pregadores e pastores.

B – Buscando sempre a orientação pessoal de Deus por meio da oração e da Palavra de Deus.

1. Sl. 73.24 – A Palavra de Deus é sempre nosso Guia e Conselheiro.

2. Sl. 25.5 – Ela deve estar presente a nos guiar e ensinar todos os dias.

3. Jo. 16.13 / Rm. 8.14 – Todos que são de Deus têm o Espírito para lhes fazer entender e lembrar-se da Palavra, a fim de conduzir suas vidas.

4. Pv. 2.3-11 / Sl. 119. 97-104 – Buscando em Deus a instrução da Palavra, alcançamos bênçãos continuamente.

C – Orando por todos os irmãos, por si próprio, seu lar e pêlos pecadores, para que se convertam (especialmente aqueles que já têm ouvido e os que temos visado em evangelizar).

1. I Ts. 5.17 – Orar deve ser um hábito constante, que nos aproxime mais intimamente de Deus em nosso dia a dia.

2. Cl. 4.2-4 / Ef. 6.18-19 – Perseverança em orar pêlos irmãos e, especialmente, pêlos que pregam a Palavra, é um compromisso do crente.

3. I Tm. 2.1-4 – Também os ímpios e mesmo os nossos governantes devem estar sendo alvo de nossas orações.

4. Mt. 5.44 – Até mesmo pêlos que nos perseguem e odeiam temos o dever de orar.

D – Realizando em casa, com freqüência, cultos domésticos ou devocionais, incluindo as crianças para que possamos ensiná-las no Caminho do Senhor, de um modo que elas sejam influenciadas constantemente pela Bíblia.

1. Dt. 6.6-9 – Desde o Antigo Testamento Deus nos mostra o dever de cultivar em casa a instrução e santificação pela Palavra.

2. Pv. 22.6 / II Tm. 1.5 – “Treinando” ou exercitando a criança na Palavra de Deus em sua vida diária, estaremos conduzindo-a para que dê frutos para toda a vida e, provavelmente, a conduzindo para a própria Salvação de sua Alma.

3. Ef. 6.4 – Ensinando e corrigindo pela Bíblia, estaremos conduzindo nossos filhos e nosso lar a ter paz e harmonia verdadeiras.

E – Exercer em casa uma vida plenamente coerente com estes ensinos compartilhados em nosso lar.

1. I Tm. 4.9-16 – Como Timóteo tinha que ensinar e ser exemplo na igreja de Éfeso, todo crente deve, não somente ensinar, mas ser um “modelo” de Fé genuína para os que estão com ele, seja como pai, filho, esposa ou marido, amigo ou mesmo hospede em sua casa.

V – Compromisso de fidelidade doutrinaria e eclesiastica – definição: “Dar continuidade à Fidelidade para com os princípios e Doutrinas defendidos até então, prosseguindo com eles aonde Deus mandar”.

A – Buscando em primeiro lugar, sinceramente, a Vontade de Deus em sua vida, quanto à necessidade de mudança e lugar de destino.

1. Rm. 1.10-11 – Para onde e quando vamos, são duas questões que devemos colocar sob oração para que Deus propicie a ocasião, desde que isto seja de Sua Vontade.

2. Tg. 4.13-15 – Uma mudança feita sem a direção e aprovação de Deus, pode ser uma grande frustração, ou, até mesmo uma catástrofe na vida de um crente.

3. Hb. 11.8 – Quando vamos mudar para outro lugar, especialmente quando for distante, devemos estar convictos (por Fé mesmo) de que é por Vontade de Deus e não apenas por vontade da carne.

B – Compartilhando com a Igreja (e o pastor, inclusive) este plano, em oração.

1. Mt. 12.46-50 – Jesus mesmo ensinou que a igreja é a nossa família espiritual e, não podemos esquecer que o conceito bíblico (ou seja, de Deus) de família, é o de respeito, amor, sujeição, união e interdependência de seus integrantes. Isto quer dizer que, quando estamos em um momento de resoluções importantes em nossa vida, como no caso de uma mudança, que certamente afetará nossa vida em várias áreas, isto deve ser compartilhado com os irmãos para oração e até mesmo orientação.

2. Hb. 13.17 – O aconselhamento pastoral, nestes casos, também é uma medida prudente e normalmente eficaz. Muitos não o buscam por presumir como lógico que ele vai ser “contra” a mudança. É mesmo lógico que o pastor que ama e vela por seu rebanho não desejará que o irmão vá embora; mas, ele também não há de ser louco de querer impor algo à vida de um irmão, sendo isto contrário à vontade de Deus. O pastor tem a sua vontade, mas sabe muito bem que se esta não for a mesma de Deus, isto será ruim para o irmão, a igreja e para ele mesmo. Sua função é a de ajudar o membro da igreja a entender qual é a vontade de Deus, apenas aconselhando-o dentro dos princípios básicos da fé e ética cristãs.
C – Procurando informar-se previamente a respeito da existência de uma Igreja de mesma Doutrina e Prática no local, onde possa continuar no cumprimento fiel de seus compromissos aqui firmados.

1. At. 2.41-42 – Sendo que o ideal divino é o de que o crente seja batizado e, ingresse assim em uma igreja, para que, “agregado” a seus irmãos, ele possa “perseverar na Doutrina dos apóstolos e na Comunhão”, todo irmão precisa pensar muito bem quanto à sua condição ao mudar-se para um lugar onde não haja uma igreja, ou, onde ele vá se deparar com uma igreja falsa ou grandemente desviada, em que ele terá de conviver com as práticas e os ensinos errados. Se ele for fiel, como poderá ter plena comunhão com uma igreja assim? Como perseverar na Doutrina dos apóstolos, estando ligado a uma igreja errada doutrinariamente, ou que prega coisas que sabemos serem contrárias às determinações da Palavra de Deus?

2. Tt. 1.9 – Se não concordamos com a Doutrina de uma igreja, não devemos fazer parte dela, pois todos devemos guardar “a Palavra que é conforme a Doutrina”.

3. Ap. 2.10 – Abraçar as doutrinas pregadas na igreja como sendo a Verdade e depois, saindo dela, não dar mais importância a essas doutrinas, considerando que “qualquer igreja serve”, é demonstração de incoerência, falta de convicções e, principalmente, de Fidelidade à Doutrina (A Palavra de Deus). O apelo da Bíblia é o de que devemos ser fiéis até o fim (até a morte).

D – Em havendo uma Igreja assim, buscar o quanto antes afiliar-se a ela.

1. Hb. 10.24-25 – Se não podemos estar com nossa igreja de origem, devemos buscar, urgentemente, filiação a uma igreja de mesma doutrina e prática (não costumes necessariamente), pois precisamos da igreja para nossa “saúde espiritual”.

2. Ef. 3.21 – Igualmente, precisamos estar, não só “visitando” a igreja, mas estar compromissados com ela, para ali estarmos glorificando ao Senhor. Um crente sem igreja não está glorificando devidamente a Deus.

E – Em caso contrário, ponderar melhor a necessidade real de mudar-se para tal lugar e verificar a possibilidade, sua e da Igreja, em iniciar lá um trabalho Batista.

1. At. 8.4-5 e 14-17 – Se a igreja, uma parte, ou mesmo um único membro dela, tiver de deixar o lugar onde congrega, indo para outro bairro, cidade ou país onde não haja uma igreja verdadeira (fiel à Bíblia), deve fazê-lo com o propósito, e ainda, devidamente preparado e autorizado para pregar a Palavra de Deus, com o fim de ali estabelecer uma.

2. At. 13.1-5 – Não podemos acreditar que Deus envie um servo seu a algum lugar, de modo que ele fique ali sem igreja e inútil. Ou Ele quer nos colocar em sua igreja, que está naquele lugar, porque tem um propósito para nos usar ali, ou quer que sejamos um instrumento Seu, para levar ali o Evangelho e organizar uma nova igreja. Especialmente neste segundo caso, é importante notar que, primeiramente Ele prepara e capacita alguém, antes de usá-lo. Deus não usa crentes despreparados e descompromissados em Sua tão Maravilhosa Obra. Não se pode esperar que um crente fraco, carnal ou materialista, venha a ser, sozinho em uma outra localidade, capaz de andar mais firme do que quando estava no meio de seus irmãos, e de estar fazendo o trabalho para que hajam as conversões e o conseqüente estabelecimento de uma igreja naquele lugar.

CONCLUSÃO: Esperamos que este estudo venha a ser lido, estudado, meditado e principalmente, compreendido e aplicado, não só em nossa igreja local, mas que, muitos mais possam fazer uso proveitoso dele.

Em um momento em que a carnalidade tanto tem impregnado as igrejas e o amor de muitos tem se esfriado, ter a sensação de haver alcançado algum êxito nesta batalha, já terá sido por demais gratificante e teremos atingido o objetivo de nosso estudo e oração.

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento...” Romanos 12.2
Pr Waldir Ferro
Igreja Batista Betel Independente
Autor: Pr Waldir Ferro
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

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