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"A Igreja deve atrair pela diferença e não pela igualdade" C.H. Spurgeon

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R. José Severiano Câmara, 244 - Centro - João Câmara/RN

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Culto de Ação de Graças

24 de fev de 2014

Leitura Cronológica Anual da Bíblia (Mês 10, dia 24)

Marcos 4-6

Marcos 4

 (1) E OUTRA vez começou a ensinar junto do mar, e ajuntou-se a ele grande multidão, de sorte que ele entrou e assentou-se num barco, sobre o mar; e toda a multidão estava em terra junto do mar. (2) E ensinava-lhes muitas coisas por parábolas, e lhes dizia na sua doutrina: (3) Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear. (4) E aconteceu que semeando ele, uma parte da semente caiu junto do caminho, e vieram as aves do céu, e a comeram; (5) E outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque não tinha terra profunda; (6) Mas, saindo o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, secou-se. (7) E outra caiu entre espinhos e, crescendo os espinhos, a sufocaram e não deu fruto. (8) E outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro sessenta, e outro cem. (9) E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. (10) E, quando se achou só, os que estavam junto dele com os doze interrogaram-no acerca da parábola. (11) E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus, mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas, (12) Para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados. (13) E disse-lhes: Não percebeis esta parábola? Como, pois, entendereis todas as parábolas? (14) O que semeia, semeia a palavra; (15) E, os que estão junto do caminho são aqueles em quem a palavra é semeada; mas, tendo-a eles ouvido, vem logo Satanás e tira a palavra que foi semeada nos seus corações. (16) E da mesma forma os que recebem a semente sobre pedregais; os quais, ouvindo a palavra, logo com prazer a recebem; (17) Mas não têm raiz em si mesmos, antes são temporãos; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição, por causa da palavra, logo se escandalizam. (18) E outros são os que recebem a semente entre espinhos, os quais ouvem a palavra; (19) Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera. (20) E estes são os que foram semeados em boa terra, os que ouvem a palavra e a recebem, e dão fruto, um trinta, e outro sessenta, e outro cem. (21) E disse-lhes: Vem porventura a candeia para se meter debaixo do alqueire, ou debaixo da cama? não vem antes para se colocar no velador? (22) Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto. (23) Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça. (24) E disse-lhes: Atendei ao que ides ouvir. Com a medida com que medirdes vos medirão a vós, e ser-vos-á ainda acrescentada a vós que ouvis. (25) Porque ao que tem, ser-lhe-á dado; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. (26) E dizia: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra. (27) E dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como. (28) Porque a terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, por último o grão cheio na espiga. (29) E, quando já o fruto se mostra, mete-se-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa. (30) E dizia: A que assemelharemos o reino de Deus? ou com que parábola o representaremos? (31) É como um grão de mostarda, que, quando se semeia na terra, é a menor de todas as sementes que há na terra; (32) Mas, tendo sido semeado, cresce; e faz-se a maior de todas as hortaliças, e cria grandes ramos, de tal maneira que as aves do céu podem aninhar-se debaixo da sua sombra. (33) E com muitas parábolas tais lhes dirigia a palavra, segundo o que podiam compreender. (34) E sem parábolas nunca lhes falava; porém, tudo declarava em particular aos seus discípulos. (35) E, naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes: Passemos para o outro lado. (36) E eles, deixando a multidão, o levaram consigo, assim como estava, no barco; e havia também com ele outros barquinhos. (37) E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia. (38) E ele estava na popa, dormindo sobre uma almofada, e despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não se te dá que pereçamos? (39) E ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança. (40) E disse-lhes: Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé? (41) E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?

Marcos 5

 (1) E CHEGARAM ao outro lado do mar, à província dos gadarenos. (2) E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo; (3) O qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender; (4) Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões em migalhas, e ninguém o podia amansar. (5) E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras. (6) E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o. (7) E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes. (8) (Porque lhe dizia: Sai deste homem, espírito imundo.) (9) E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legião é o meu nome, porque somos muitos. (10) E rogava-lhe muito que os não enviasse para fora daquela província. (11) E andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos. (12) E todos aqueles demônios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles. (13) E Jesus logo lho permitiu. E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil), e afogaram-se no mar. (14) E os que apascentavam os porcos fugiram, e o anunciaram na cidade e nos campos; e saíram muitos a ver o que era aquilo que tinha acontecido. (15) E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram. (16) E os que aquilo tinham visto contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado, e acerca dos porcos. (17) E começaram a rogar-lhe que saísse dos seus termos. (18) E, entrando ele no barco, rogava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. (19) Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti. (20) E ele foi, e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos se maravilharam. (21) E, passando Jesus outra vez num barco para o outro lado, ajuntou-se a ele uma grande multidão; e ele estava junto do mar. (22) E eis que chegou um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés, (23) E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está à morte; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos, para que sare, e viva. (24) E foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava. (25) E certa mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue, (26) E que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior; (27) Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste. (28) Porque dizia: Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei. (29) E logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal. (30) E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão, e disse: Quem tocou nas minhas vestes? (31) E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou? (32) E ele olhava em redor, para ver a que isto fizera. (33) Então a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade. (34) E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal. (35) Estando ele ainda falando, chegaram alguns do principal da sinagoga, a quem disseram: A tua filha está morta; para que enfadas mais o Mestre? (36) E Jesus, tendo ouvido estas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas, crê somente. (37) E não permitiu que alguém o seguisse, a não ser Pedro, Tiago, e João, irmão de Tiago. (38) E, tendo chegado à casa do principal da sinagoga, viu o alvoroço, e os que choravam muito e pranteavam. (39) E, entrando, disse-lhes: Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme. (40) E riam-se dele; porém ele, tendo-os feito sair, tomou consigo o pai e a mãe da menina, e os que com ele estavam, e entrou onde a menina estava deitada. (41) E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido, é: Menina, a ti te digo, levanta-te. (42) E logo a menina se levantou, e andava, pois já tinha doze anos; e assombraram-se com grande espanto. (43) E mandou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e disse que lhe dessem de comer.

Marcos 6

 (1) E, PARTINDO dali, chegou à sua pátria, e os seus discípulos o seguiram. (2) E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se admiravam, dizendo: De onde lhe vêm estas coisas? e que sabedoria é esta que lhe foi dada? e como se fazem tais maravilhas por suas mãos? (3) Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele. (4) E Jesus lhes dizia: Não há profeta sem honra senão na sua pátria, entre os seus parentes, e na sua casa. (5) E não podia fazer ali nenhuma obra maravilhosa; somente curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. (6) E estava admirado da incredulidade deles. E percorreu as aldeias vizinhas, ensinando. (7) Chamou a si os doze, e começou a enviá-los a dois e dois, e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos; (8) E ordenou-lhes que nada tomassem para o caminho, senão somente um bordão; nem alforje, nem pão, nem dinheiro no cinto; (9) Mas que calçassem alparcas, e que não vestissem duas túnicas. (10) E dizia-lhes: Na casa em que entrardes, ficai nela até partirdes dali. (11) E tantos quantos vos não receberem, nem vos ouvirem, saindo dali, sacudi o pó que estiver debaixo dos vossos pés, em testemunho contra eles. Em verdade vos digo que haverá mais tolerância no dia de juízo para Sodoma e Gomorra, do que para os daquela cidade. (12) E, saindo eles, pregavam que se arrependessem. (13) E expulsavam muitos demônios, e ungiam muitos enfermos com óleo, e os curavam. (14) E ouviu isto o rei Herodes (porque o nome de Jesus se tornara notório), e disse: João, o que batizava, ressuscitou dentre os mortos, e por isso estas maravilhas operam nele. (15) Outros diziam: É Elias. E diziam outros: É um profeta, ou como um dos profetas. (16) Herodes, porém, ouvindo isto, disse: Este é João, que mandei degolar; ressuscitou dentre os mortos. (17) Porquanto o mesmo Herodes mandara prender a João, e encerrá-lo maniatado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão, porquanto tinha casado com ela. (18) Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão. (19) E Herodias o espiava, e queria matá-lo, mas não podia. (20) Porque Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo; e guardava-o com segurança, e fazia muitas coisas, atendendo-o, e de boa mente o ouvia. (21) E, chegando uma ocasião favorável em que Herodes, no dia dos seus anos, dava uma ceia aos grandes, e tribunos, e príncipes da Galiléia, (22) Entrou a filha da mesma Herodias, e dançou, e agradou a Herodes e aos que estavam com ele à mesa. Disse então o rei à menina: Pede-me o que quiseres, e eu to darei. (23) E jurou-lhe, dizendo: Tudo o que me pedires te darei, até metade do meu reino. (24) E, saindo ela, perguntou a sua mãe: Que pedirei? E ela disse: A cabeça de João o Batista. (25) E, entrando logo, apressadamente, pediu ao rei, dizendo: Quero que imediatamente me dês num prato a cabeça de João o Batista. (26) E o rei entristeceu-se muito; todavia, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não lha quis negar. (27) E, enviando logo o rei o executor, mandou que lhe trouxessem ali a cabeça de João. E ele foi, e degolou-o na prisão; (28) E trouxe a cabeça num prato, e deu-a à menina, e a menina a deu a sua mãe. (29) E os seus discípulos, tendo ouvido isto, foram, tomaram o seu corpo, e o puseram num sepulcro. (30) E os apóstolos ajuntaram-se a Jesus, e contaram-lhe tudo, tanto o que tinham feito como o que tinham ensinado. (31) E ele disse-lhes: Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer. (32) E foram sós num barco para um lugar deserto. (33) E a multidão viu-os partir, e muitos o conheceram; e correram para lá, a pé, de todas as cidades, e ali chegaram primeiro do que eles, e aproximavam-se dele. (34) E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas. (35) E, como o dia fosse já muito adiantado, os seus discípulos se aproximaram dele, e lhe disseram: O lugar é deserto, e o dia está já muito adiantado. (36) Despede-os, para que vão aos lugares e aldeias circunvizinhas, e comprem pão para si; porque não têm que comer. (37) Ele, porém, respondendo, lhes disse: Dai-lhes vós de comer. E eles disseram-lhe: Iremos nós, e compraremos duzentos dinheiros de pão para lhes darmos de comer? (38) E ele disse-lhes: Quantos pães tendes? Ide ver. E, sabendo-o eles, disseram: Cinco pães e dois peixes. (39) E ordenou-lhes que fizessem assentar a todos, em ranchos, sobre a erva verde. (40) E assentaram-se repartidos de cem em cem, e de cinqüenta em cinqüenta. (41) E, tomando ele os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, abençoou e partiu os pães, e deu-os aos seus discípulos para que os pusessem diante deles. E repartiu os dois peixes por todos. (42) E todos comeram, e ficaram fartos; (43) E levantaram doze alcofas cheias de pedaços de pão e de peixe. (44) E os que comeram os pães eram quase cinco mil homens. (45) E logo obrigou os seus discípulos a subir para o barco, e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. (46) E, tendo-os despedido, foi ao monte a orar. (47) E, sobrevindo a tarde, estava o barco no meio do mar e ele, sozinho, em terra. (48) E vendo que se fatigavam a remar, porque o vento lhes era contrário, perto da quarta vigília da noite aproximou-se deles, andando sobre o mar, e queria passar-lhes adiante. (49) Mas, quando eles o viram andar sobre o mar, cuidaram que era um fantasma, e deram grandes gritos. (50) Porque todos o viam, e perturbaram-se; mas logo falou com eles, e disse-lhes: Tende bom ânimo; sou eu, não temais. (51) E subiu para o barco, para estar com eles, e o vento se aquietou; e entre si ficaram muito assombrados e maravilhados; (52) Pois não tinham compreendido o milagre dos pães; antes o seu coração estava endurecido. (53) E, quando já estavam no outro lado, dirigiram-se à terra de Genesaré, e ali atracaram. (54) E, saindo eles do barco, logo o conheceram; (55) E, correndo toda a terra em redor, começaram a trazer em leitos, aonde quer que sabiam que ele estava, os que se achavam enfermos. (56) E, onde quer que entrava, ou em cidade, ou aldeias, ou no campo, apresentavam os enfermos nas praças, e rogavam-lhe que os deixasse tocar ao menos na orla da sua roupa; e todos os que lhe tocavam saravam.

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