Está é verdadeiramente a doxologia dos evangélicos. Seu texto fez parte do Manual of Prayers for the Use of the Scholars of Winchester College, escola pela qual Ken, o autor, foi responsável por algum tempo. Para o bem espiritual de cada menino de sua escola, Ken colocou três hinos (matutino, vespertino e noturno) na cabeceira da cama de cada um deles, com a advertência. “È bom em toda hora louvar ao Senhor”. Cada um dos três hinos terminou com esta doxologia. Embora escritos antes, Ken os publicou no manual em 1965. Revisou-os em 1709, colocando-os na forma usada hoje.
Doxologias, ou expressões de louvor a Deus, existem desde os Aleluias, que querem dizer “Louvai ao Senhor”, do Antigo Testamento. No Novo Testamento, doxologias são achadas em trechos como Romanos 16:27, Efésios 3:21, Judas 25 e Apocalipse 5:13. Na prática da igreja Primitiva, usou-se o Glória in Excelsis (Glória a Deus nas Alturas) do trecho Lucas 2:14. Com o surgimento da heresia ariana que negava a divindade de Cristo, as congregações adicionaram a prática de louvor especificamente ao trino Deus: Deus Pai, Deus filho, e Deus Espírito Santo, numa doxologia chamada Glória Patri, Não é de se surpreender que esta doxologia de Ken se tornasse um hino em si, uma doxologia moderna.
A melodia OLD HUNDREDTH foi composta ou adaptada por Louis Bourgeois para a edição do Saltério Genebrino em 1551, e usada com o Salmo 134. William Kethe transferiu a melodia para o Salmo 100 (HUNDREDTH) para o Anglo-Genevan Psalter (um saltério Genebrino traduzido para o Inglês) em 1561, e é com este salmo que tem sido cantado por 400 anos. A palavra “old” refere-se à Versão Antiga dos Salmos de Sternhold e Hopkins de 1562, que “por mais de duzentos anos (…) manteve lugar de proeminência nos corações do povo comum da Inglaterra”. Para o uso como doxologia como é cantada hoje, foi deita uma alteração do ritmo para a forma binária, e o valor do tempo de cada sílaba é igual, com uma fermata no fim de cada linha. Embora isto não embeleze a melodia, simplifica a sua execução.
Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_581.htm, que usou a bibliografia: Keith, Edmond D. Hinodia Cristã. 2ª ed. Revista e Atualizada, Trad. Bennie May Oliver, Rio de Janeiro, JUERP,1987.p.65.
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