Faça-nos uma Visita

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Como Chegar?

26 julho 2014

DEVOCIONAL PARA HOJE 26/07/2014

VERSÍCULO:
   Apresso-me, não me detenho em guardar os teus mandamentos. -- Salmos 119:60

PENSAMENTO:
   Obediência é fé colocada em prática. Sem obras, Tiago 2 nos relembra,  nossa fé não é real. Então, sem discutir, obedeçamos imediatamente, mesmo que não compreendamos porque, uma vez que temos visto o amor de Deus por nós demonstrado em Jesus, e temos visto a proteção que a vontade Dele nos dá quando O obedecemos.

ORAÇÃO:
   Oh, Deus, dá-me um coração que obedece imediatamente e uma fé que consegue se expressar rapidamente através de ação. Eu quero agradar o Senhor com minhas palavras e pensamentos. Mas, mais ainda, Pai, eu quero viver uma vida cheia do Seu caráter, sabedoria e graça. Ajude-me a obedecer Sua voz sem tardar. No nome de Cristo Jesus eu oro. Amém.

http://www.iluminalma.com/dph/4/0725.html

25 julho 2014

O MICROFONE ESTAVA LIGADO

Algum tempo atrás aconteceu um incidente bem humorístico na abertura de uma conferência com uma audiência de cerca de 4000 (quatro mil) pessoas em uma igreja bem grande, onde a conferência se realizava. O apresentador, não visto pelo engenheiro da rádio e do sistema de endereço público, estava começando divagar ao fazer a abertura. O engenheiro de som, incomodado pelo atraso e fracasso em saber que o seu próprio microfone havia sido cortado, replicou: “Vai, seu bode velho”.
Quem poderia imaginar a reação que teve por parte das pessoas, a tensão aliviada por uma explosão de gargalhadas na qual o próprio apresentador se divertiu.
O engenheiro se esquecera de que o microfone estava ligado.
Mais tarde ocorreu outro incidente; um dos mais conhecidos comentaristas da nação estava próximo ao rádio. O engenheiro pensou que havia se atrasado, e irritado e desgostoso fez uma observação profana a qual saiu pela superintendência da Network sobre as palavras dos comentaristas. Por este lapso o engenheiro foi demitido, e o presidente da Network pediu desculpas ao comentarista.
O engenheiro se esquecera que “o microfone estava ligado”.
Humor ou semi-trágicos, estes incidentes colocam-nos diante de uma verdade que devemos nos lembrar sempre. Entre Deus e o homem o microfone está sempre ligado. Cristo advertiu: “Digo-vos que de oda palavra ociosa que os homens disserem, eles darão conta no dia do julgamento.” Os crentes pecam frequentemente contra Deus com palavras incovenientes.
Isto pode ser impuro, profano, sacrilégio, sugestivo, sarcástico, desagradável, injusto, falso ou em uma centena de outras maneiras melhor ditas.
Pela graça e ajuda de Deus deixe-nos sempre lembrar: “O MICROFONE ESTÁ LIGADO”
(Espada do Senhor)

EMPECILHOS À ORAÇÃO

1 Pedro 3.7
1. O relacionamento errado entre marido e mulher impede a oração (1 Pedro 3.7).
2. O espírito não-perdoador impede a oração ( Marcos 11.25,26; Mateus 5.23, 24).
3. O coração que duvida impede a oração ( Marcos 11.22-24; Tiago 1.6, 7).
4. O espírito de soberba impede a oração ( Lucas 18.10-14).
5. Ser indiferente à Bíblia ou rejeitá-la de todo impede a oração (Provérbios 28.9).
6. Pecado inconfesso impede a oração (Salmo 66.18).
7. Para remover todos os empecilhos, confesse todos os pecados ( 1 João 1.9).
(Pulpit Helps)

SEGURO NA ROCHA

Um navio naufragou na tempestade.
O único sobrevivente, um garotinho, foi levado pelas ondas até uma rocha, e lá passou a noite. De manhã, foi resgatado.
— Você não tremeu de medo, sentado na rocha durante toda a noite?, perguntou um de seus salvadores.
O menino respondeu: “Claro que eu tremi, mas a rocha não tremeu”.
Somos seres humanos, e trememos. Mas a Rocha na qual estamos firmados nunca treme.
(Pulpit Helps)

Leitura Cronológica Anual da Bíblia (Mês 12, dia 25)

Apocalipse 5-8

Apocalipse 5

 (1) E VI na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. (2) E vi um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos? (3) E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele. (4) E eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem de olhar para ele. (5) E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos. (6) E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra. (7) E veio, e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono. (8) E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. (9) E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; (10) E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra. (11) E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, (12) Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. (13) E ouvi toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que estão no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre. (14) E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre.

Apocalipse 6

 (1) E, HAVENDO o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê. (2) E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer. (3) E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê. (4) E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada. (5) E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer o terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança em sua mão. (6) E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho. (7) E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem, e vê. (8) E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra. (9) E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. (10) E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? (11) E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram. (12) E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue; (13) E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. (14) E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. (15) E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; (16) E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; (17) Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?

Apocalipse 8

 (1) E, HAVENDO aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora. (2) E vi os sete anjos, que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas. (3) E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono. (4) E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus. (5) E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos. (6) E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las. (7) E o primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, e foram lançados na terra, que foi queimada na sua terça parte; queimou-se a terça parte das árvores, e toda a erva verde foi queimada. (8) E o segundo anjo tocou a trombeta; e foi lançada no mar uma coisa como um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar. (9) E morreu a terça parte das criaturas que tinham vida no mar; e perdeu-se a terça parte das naus. (10) E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas. (11) E o nome da estrela era Absinto, e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas. (12) E o quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse, e semelhantemente a noite. (13) E olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: Ai! ai! ai! dos que habitam sobre a terra! por causa das outras vozes das trombetas dos três anjos que hão de ainda tocar.

DEVOCIONAL PARA HOJE 25/07/2014

VERSÍCULO:
   Escolhi o caminho da fidelidade e decidi-me pelos teus juízos.  -- Salmos 119:30

PENSAMENTO:
   Jesus nos lembrou de "pegar a sua cruz diariamente e segui-lo". O caminho da verdade é uma escolha diária. Não colocá-lo no centro da nossa vida, a prioridade em todas as nossas decisões, é um passo para nos afastar da vida que Ele nos chama a viver. Qualquer decisão feita sem procurar  agradá-lo conscientemente é uma decisão que o coloca na periferia das nossas vidas. Então, vamos nos dedicar e Ele. Vamos escolher o caminho dEle, o caminho da verdade, o caminho da vida, e nos dedicar de coração e alma para fazer a Sua vontade.

ORAÇÃO:
   Pai Celestial, escolho segui-lO e seguir Sua verdade hoje. Abra meus olhos para que possa ver a Sua verdade, e abra meu coração para que possa vivê-lo com constância e paixão. Decido hoje, de novo,  segui-lO com todo o meu coração, alma, mente e força. Em nome de Jesus. Amém.

http://www.iluminalma.com/dph/4/0721.html

24 julho 2014

AS PROMESSAS E OS QUATRO PILARES

Todas as promessas de Deus estão construídas sobre quatro pilares.
1. A justiça e a santidade de Deus que não lhe permitem enganar (Êxodo 15.1).
2. Sua graça e bondade que não lhe permitem esquecer (Salmo 23.6; 31.19).
3. Sua verdade que não lhe permite mudar (João 1.14; Hebreus 13.8; Malaquias 3.6).
4. Seu poder que o capacita a cumprir tudo que prometeu (Tito 1.2; Josué 23.5; 2 Timóteo 1.12).
(Pulpit Helps)

A UNIÃO FAZ A FORÇA


Era uma vez um cego e um aleijado que tropeçaram um no outro numa floresta.
Ambos estavam perdidos e começaram a conversar sobre as tristezas da vida.
O cego reclamou: “Não enxergo e, assim, não sei para que lado é a saída”.
O aleijado concordou e respondeu: “Não posso me levantar e sair daqui”.
Enquanto falavam sobre suas desventuras, o aleijado exclamou: “Já sei! Você me carrega nos ombros e eu indico o caminho”. Juntos, os dois saíram da floresta. 
“E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti: nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós… De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular” (1 Coríntios 12.21, 26, 27).
Todos nós somos iguais aos dois homens na floresta. Às vezes precisamos de ajuda para lidar com as pressões da sociedade, os desencorajamentos da vida e o pecado que nos embaraça. Lutamos para achar o caminha de volta para a Luz; para o caminho certo. Precisamos de ajuda. Foi para isso que Deus providenciou a igreja. Cada um de nós tem um dom a ser usado na edificação do corpo de Cristo. Cada um de nós pode oferecer uma palavra de encorajamento para um membro desesperançado e em dificuldades. Cada um de nós é capaz de testemunhar de sua fé. Não posso fazê-lo por mim mesmo, nem você por si mesmo. Mas juntos, podemos fazer uma diferença!
(Allen Mann — Bulletin Digest — Pulpit Helps)

Provérbio 3.33


Leitura Cronológica Anual da Bíblia (Mês 12, dia 24)

Apocalipse 1-4

Apocalipse 1

 (1) REVELAÇÃO de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo; (2) O qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto. (3) Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. (4) João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono; (5) E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, (6) E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém. (7) Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém. (8) Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso. (9) Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo. (10) Eu fui arrebatado no Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, (11) Que dizia: Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro; e o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia. (12) E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; (13) E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. (14) E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo; (15) E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas. (16) E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece. (17) E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; (18) E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno. (19) Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer; (20) O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas.

Apocalipse 2

 (1) ESCREVE ao anjo da igreja de Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro: (2) Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos. (3) E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste. (4) Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. (5) Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. (6) Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio. (7) Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus. (8) E ao anjo da igreja em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu: (9) Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás. (10) Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. (11) Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte. (12) E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios: (13) Conheço as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita. (14) Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e fornicassem. (15) Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio. (16) Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca. (17) Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe. (18) E ao anjo da igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem seus olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes ao latão reluzente: (19) Eu conheço as tuas obras, e o teu amor, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras. (20) Mas algumas poucas coisas tenho contra ti que deixas Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que forniquem e comam dos sacrifícios da idolatria. (21) E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua fornicação; e não se arrependeu. (22) Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras. (23) E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda os rins e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras. (24) Mas eu vos digo a vós, e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conheceram, como dizem, as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei. (25) Mas o que tendes, retende-o até que eu venha. (26) E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, (27) E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai. (28) E dar-lhe-ei a estrela da manhã. (29) Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Apocalipse 3

 (1) E AO anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto. (2) Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus. (3) Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei. (4) Mas também tens em Sardes algumas poucas pessoas que não contaminaram suas vestes, e comigo andarão de branco; porquanto são dignas disso. (5) O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. (6) Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. (7) E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre: (8) Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome. (9) Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo. (10) Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra. (11) Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. (12) A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome. (13) Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. (14) E ao anjo da igreja de Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: (15) Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! (16) Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. (17) Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; (18) Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. (19) Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. (20) Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. (21) Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono. (22) Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Apocalipse 4

 (1) DEPOIS destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz que, como de trombeta, ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. (2) E logo fui arrebatado no Espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono. (3) E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra jaspe e sardônica; e o arco celeste estava ao redor do trono, e parecia semelhante à esmeralda. (4) E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestes brancas; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro. (5) E do trono saíam relâmpagos, e trovões, e vozes; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus. (6) E havia diante do trono como que um mar de vidro, semelhante ao cristal. E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos, por diante e por detrás. (7) E o primeiro animal era semelhante a um leão, e o segundo animal semelhante a um bezerro, e tinha o terceiro animal o rosto como de homem, e o quarto animal era semelhante a uma águia voando. (8) E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir. (9) E, quando os animais davam glória, e honra, e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive para todo o sempre, (10) Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam o que vive para todo o sempre; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: (11) Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.

DEVOCIONAL PARA HOJE 24/07/2014

VERSÍCULO:
   Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus. -- Mateus 19:14

PENSAMENTO:
   O amor de Jesus pelas crianças numa época quando elas não eram muito valorizadas é um poderoso lembrete. É um lembrete do amor de Deus pelo que o mundo geralmente trata mal ou abandona. Nós somos chamados para amar os não amados, os esquecidos, os maltratados e negligenciados. Por que? Porque é isto que Israel era no Egito, e é isto que Jesus foi no Calvário, e é assim que éramos sem a graça (Romanos 5:6-11). Como podemos dizer que conhecemos salvação e não compartilhar isto com outros que precisam desta graça!? Como podemos dizer que somos discípulos de Jesus e não mostrar amor por aqueles que o mundo esquece?

ORAÇÃO:
   Pai, eu quero ser um pai mais como o Senhor – um pai santo e amoroso para com os meus próprios filhos, e um pai brando para os filhos esquecidos dos dias de hoje. Ajude-me a não só ser despertado para a negligência e abuso que crianças sofrem no meu mundo, mas a ser movido a agir de tal modo que as abençoe. No nome de Jesus, o que tem grande amor por todas as crianças, eu oro. Amém.

http://www.iluminalma.com/dph/4/0723.html

23 julho 2014

Qual é o papel de Israel no fim dos tempos?

Toda vez que há um conflito em ou em torno de Israel, muitos veem isso como um sinal do fim dos tempos se aproximando rapidamente. O problema com isto é que talvez acabaremos eventualmente nos cansando dos conflitos em Israel, tanto que não vamos reconhecer quando os verdadeiros eventos profeticamente significativos ocorrerem. Um conflito em Israel não é necessariamente um sinal do fim dos tempos.

O conflito em Israel tem sido uma realidade sempre que Israel tem existido como nação. Quer tenham sido os egípcios, amalequitas, midianitas, moabitas, amonitas, amorreus, filisteus, assírios, babilônios, persas ou romanos, a nação de Israel sempre foi perseguida por seus vizinhos. Por que isso? Segundo a Bíblia, é porque Deus tem um plano especial para a nação de Israel e Satanás quer derrotar esse plano. O ódio por Israel que Satanás encoraja - especialmente a Israel de Deus - é a razão pela qual os vizinhos de Israel sempre querem ver essa nação destruída. Quer se trate de Senaqueribe, rei da Assíria; Hamã, funcionário da Pérsia; Hitler, líder da Alemanha nazista, ou Ahmadinejad, o presidente do Irã, as tentativas de destruir completamente Israel sempre falharão. Os perseguidores de Israel vêm e vão, mas a perseguição irá permanecer até a segunda vinda de Cristo. Como resultado, o conflito em Israel não é um indicador confiável da iminente chegada do fim dos tempos.

No entanto, a Bíblia diz que haverá terrível conflito em Israel durante o final dos tempos. É por isso que esse período é conhecido como a Tribulação, a Grande Tribulação e o "tempo de angústia para Jacó" (Jeremias 30:7). Isso é o que a Bíblia diz sobre Israel no fim dos tempos:

Haverá um retorno em massa dos judeus à terra de Israel (Deuteronômio 30:3, Isaías 43:6, Ezequiel 34:11-13; 36:24; 37:1-14).

O Anticristo fará uma aliança de 7 anos de "paz" com Israel (Isaías 28:18; Daniel 9:27).

O templo será reconstruído em Jerusalém (Daniel 9:27, Mateus 24:15, 2 Tessalonicenses 2:3-4, Apocalipse 11:1).

O Anticristo quebrará a sua aliança com Israel, o que resultará na perseguição mundial de Israel (Daniel 9:27; 12:1, 11; Zacarias 11:16, Mateus 24:15, 21; Apocalipse 12:13). Israel será invadida (Ezequiel capítulos 38-39).

Israel vai finalmente reconhecer Jesus como o Messias (Zacarias12:10). Israel será regenerada, restaurada e reagrupada (Jeremias 33:8, Ezequiel 11:17, Romanos 11:26).

Há muita confusão em Israel hoje. Israel é perseguida, cercada por inimigos - Síria, Líbano, Jordânia, Arábia Saudita, Irã, Hamas, Jihad Islâmica, Hezbollah, etc. No entanto, esse ódio e perseguição de Israel são apenas uma amostra do que vai acontecer no fim dos tempos (Mateus 24 :15-21). A última rodada de perseguição começou quando Israel foi reconstituída como uma nação em 1948. Muitos estudiosos das profecias bíblicas acreditavam que a Guerra dos Seis Dias entre árabes e israelenses em 1967 foi o "começo do fim". Será que o que está acontecendo hoje em Israel pode indicar que o fim está próximo? Sim. Será que isso significa necessariamente que o fim esteja próximo? Não. O próprio Jesus explicou bem: "Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão. E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim" (Mateus 24:4-6).

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"Quais são algumas formas modernas de idolatria?"

Todas as várias formas de idolatria moderna têm uma coisa em seu núcleo: o eu. A maioria das pessoas já não se curvam a ídolos e imagens. Em vez disso, adoramos no altar do deus de si mesmo. Este tipo de idolatria moderna assume várias formas.

Em primeiro lugar, adoramos no altar do materialismo, que alimenta a nossa necessidade de construir nossos egos através da aquisição de mais "coisas". Nossas casas estão cheias de toda espécie de bens. Construímos casas cada vez maiores, com mais armários e espaço de armazenamento, a fim de abrigar todas as coisas que compramos, muitas das quais nem terminamos de pagar ainda. A maioria das nossas coisas tem uma "obsolescência planejada", tornando-se inútil brevemente, e por isso consignamo-as para a garagem ou outro espaço de armazenamento. Então, apressamo-nos para comprar o item, equipamento ou roupa mais nova e da moda, e todo o processo recomeça. Esse desejo insaciável por mais, melhores ou mais novas coisas é nada mais do que cobiça. O décimo mandamento nos diz para não nos tornarmos vítimas de cobiça: "Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo" (Êxodo 20:17). Deus sabe que nunca seremos felizes se nos entregarmos aos nossos desejos materialistas. O materialismo é a armadilha de Satanás para manter o foco em nós mesmos e não em Deus.

Em segundo lugar, adoramos no altar do nosso próprio orgulho e ego. Isso muitas vezes toma a forma de obsessão com carreiras e empregos. Milhões de homens - e um número crescente de mulheres - gastam 60-80 horas por semana no trabalho. Mesmo nos fins de semana e durante as férias, os nossos laptops estão cantarolando e nossas mentes estão girando com pensamentos de como tornar as nossas empresas mais bem-sucedidas, como obter essa promoção, como obter o próximo aumento, como fechar o próximo negócio. Enquanto isso, nossos filhos estão super carentes de atenção e amor. Enganamo-nos ao pensar que estamos fazendo isso por eles, para dar-lhes uma vida melhor. Mas a verdade é que estamos fazendo isso por nós mesmos, para aumentar a nossa auto-estima ao aparecer mais bem sucedido aos olhos do mundo. Isso é tolice. A admiração do mundo e todos os nossos trabalhos e realizações não serão de nenhuma utilidade para nós depois da morte porque essas coisas não têm valor eterno. Como o Rei Salomão colocou: "Porque há homem cujo trabalho é feito com sabedoria, ciência e destreza; contudo, deixará o seu ganho como porção a quem por ele não se esforçou; também isto é vaidade e grande mal. Pois que tem o homem de todo o seu trabalho e da fadiga do seu coração, em que ele anda trabalhando debaixo do sol? Porque todos os seus dias são dores, e o seu trabalho, desgosto; até de noite não descansa o seu coração; também isto é vaidade" (Eclesiastes 2:21-23).

Em terceiro lugar, idolatramos a humanidade e, por extensão, a nós mesmos, através do naturalismo e do poder da ciência. Isso nos dá a ilusão de que somos senhores do nosso mundo e constrói a nossa auto-estima a proporções divinas. Rejeitamos a Palavra de Deus e Sua descrição de como Ele criou os céus e a terra, e aceitamos o absurdo da evolução e naturalismo. Abraçamos a deusa do ambientalismo e nos enganamos por pensar que podemos preservar a terra indefinidamente, apesar de Deus ter declarado que a terra tem uma vida útil limitada e vai durar apenas até o fim dos tempos. Naquele momento, Ele irá destruir tudo o que Ele tem feito e criará um novo céu e nova terra. "Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas. Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão. Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça" (2 Pedro 3:10-13). Como esta passagem tão claramente afirma, nosso foco não deve estar em adorar o meio ambiente, mas em viver uma vida santa, esperando ansiosamente pelo retorno de nosso Senhor e Salvador. Somente Ele merece adoração.

Finalmente, e talvez o mais destrutivo, adoramos no altar do auto-engrandecimento ou da auto-realização ao ponto de excluir a todos os outros, juntamente com as suas necessidades e desejos. Isso se manifesta na auto-indulgência através do álcool, drogas e alimentos. Os que moram em países ricos têm acesso ilimitado ao álcool, drogas (o uso de medicamentos de prescrição – ou medicamento controlado- é o mais alto que já existiu, até mesmo entre as crianças) e alimentos. Isto leva à obesidade, diabetes e outros problemas. O auto-controle do qual precisamos tão desesperadamente é rejeitado em nosso desejo insaciável de comer, beber e nos medicar mais e mais. Resistimos qualquer esforço para refrear nossos apetites, e estamos determinados a nos tornar o deus de nossas vidas. Essa mentalidade tem sua origem no Jardim do Éden, onde Satanás tentou Eva a comer da árvore com as palavras "sereis como Deus" (Gênesis 3:5). Este tem sido o desejo do homem desde então -- ser Deus. Este culto de si mesmo é a base de toda a idolatria moderna.

Toda essa idolatria de si mesmo tem em sua essência as três paixões encontradas em 1 João 2:16: "porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo." Se quisermos escapar da idolatria moderna, temos que admitir que é galopante e rejeitá-la em todas as suas formas. Não é de Deus, mas de Satanás. A mentira de que o amor de si mesmo trará satisfação é o mesmo que Satanás vem dizendo desde que primeiro mentiu a Adão e Eva. Infelizmente, ainda estamos caindo nessa armadilha. Ainda mais infelizmente, muitas igrejas estão propagando-a na pregação do evangelho da saúde, riqueza e prosperidade, o qual foi construído sobre o ídolo da auto-estima. Mas nunca encontraremos a felicidade se mantivermos o foco em nós mesmos. Nossos corações e mentes devem ser centrados em Deus e em outras pessoas. É por isso que, quando perguntado qual é o maior mandamento, Jesus respondeu: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento" (Mateus 22:37). Quando amamos o Senhor e os outros com tudo o que está em nós, não haverá nenhum espaço em nossos corações para a idolatria

A Excelência do Ministério Pastoral!

Texto:             1 Timóteo 3:1 - ESTA é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.
Tema:              A Excelência do Ministério Pastoral!
INTRODUÇÃO
1)             O ministério pastoral é oficio de excelência.
V                Não como pensão alguns.
V              Que o pastor tem uma vida boa!
V              Não trabalha, só fica em casa.
2)             Este é um pensamento errôneo.
V              O pastor trabalha e muito.
V              Ele está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.
V              Ele lida com diversas situações.
V              Desde doenças, (emocionais, físicas, espirituais), a problemas de relacionamentos. (Interpessoais, conjugais.)
3)             Mas a excelência não vem destas coisas, o ministério pastoral é excelente pois é uma obra que é designada por Deus.
V              Excelente (kalov kalos) é uma palavra que Significa belo.
V              É a beleza que vem da harmonia, que surge do ajustamento simétrico na proporção correta, em outras palavras, da completitude harmoniosa do objeto em questão.
4)             Ela é excelente pois lida com a vida espiritual das pessoas.
5)             E pôr a obra ser de excelência o pastor deve compreender que:
OT.     Pôr a obra ser excelente o pastor compreende que:
I.              Deve Ter sua família por Excelência! (1 Tm 3.4-5 Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?))
A.           Seja o Sacerdote do seu Lar
1.             Sacerdote é o líder espiritual de sua família.
a.              É ele que vai dar o direcionamento para todos no seu lar.
b.             É ele que deve instruir as coisas espirituais para todos de sua casa.
c.              O marido é o responsável pela vida espiritual do seu lar.
d.             Sobre ele cai a responsabilidade até mesmo dos erros de sua esposa, e esse é o grande desafio de uma liderança espiritual.
2.             Cristo deve ser a Prioridade para sua família, (Mt 6.33 Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.)
a.              E é o Cabeça do lar que deve está instruindo para os membros da família.
b.             Ensinando aos seus filhos a buscarem a Deus.
3.             Nada irá prover sua família com tanto bem-estar, quanto o seu amor e devoção a Deus.
B.            Seja um Esposo Amoroso. (Col 3.19 Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não vos irriteis contra elas.)
1.             Como o marido deve amar sua esposa?
a.              Com um amor Sacrificial. (Ef. 5.25 Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,)
b.             Com um amor Zeloso (Ef. 5.26 Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,)
2.             O amor leva o marido a tratá-la com mais cuidado (1 Pe 3.7 Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações.)
a.              Entendendo suas necessidades.
b.             Entendendo suas fraquezas.
c.              Entendendo seu relacionamento com Cristo.
C.            Seja um Pai Dedicado. (1 Tm 3.4 Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia)
1.             Seja um pai presente mesmo que esteja ausente.
a.              Procure saber como está seus filhos.
2.             Você também tem de guardar um tempo para sua família, ou não terá mais nenhum tempo junto deles.
a.              Esteja certo de organizar sua vida e seu ministério de forma a garantir um tempo com sua família
b.             Eles precisam de tempo com você
c.              Tempo para brincar e para pequenos prazeres de estarem juntos pensando, meditando ou até mesmo lendo um bom livro.
3.             É importante que o pai esteja em casa investindo um tempo na vida familiar, e que abra mão dele, a menos e somente se houver uma emergência.
a.              Que você esteja em casa, com o único propósito de desfrutar de sua família, sem nada mais em sua agenda.
4.             Aproveite cada Momento com Seu filho para ensinar sobre o Senhor (Dt 6.4-9 - Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.)
OT.     Pôr a obra ser excelente o pastor compreende que:
II.           O seu Amor pelo Rebanho dever ser por excelência (Jr. 3.15 - E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência.)
A.           Porque Isso é Necessário
1.             Pois se não amarmos o nosso rebanho, seremos profundamente incapazes de exercer qualquer uma de nossas responsabilidades com o motivo apropriado.
a.              Tudo quanto fizermos será superficial.
b.             Um serviço mecânico de mero profissional.
c.              E nós não somos profissionais!
2.             O amor leva ao pastor a entender a importância de persuadir seu rebanho pelo amor.
a.              Isto irá capacitá-las a prestar mais atenção as suas exortações, tanto pública quanto privadamente.
b.             J. C. Ryle disse: “Uma vez que você tenha certeza de que alguém o ama, irá ouvir prontamente qualquer coisa que este alguém tenha a lhe dizer
c.              Richard Baxter colocou esta idéia da seguinte forma: “Quando as pessoas vêem que você as ama sem qualquer pretensão, ouvirão qualquer coisa que você lhes disser e carregarão qualquer coisa que você colocar sobre elas

Leitura Cronológica Anual da Bíblia (Mês 12, dia 23)

2ª e 3ª João / Judas

2 João

 (1) O PRESBÍTERO à senhora eleita, e a seus filhos, aos quais amo na verdade, e não somente eu, mas também todos os que têm conhecido a verdade, (2) Por amor da verdade que está em nós, e para sempre estará conosco: (3) Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco na verdade e amor. (4) Muito me alegro por achar que alguns de teus filhos andam na verdade, assim como temos recebido o mandamento do Pai. (5) E agora, senhora, rogo-te, não como se escrevesse um novo mandamento, mas aquele mesmo que desde o princípio tivemos: que nos amemos uns aos outros. (6) E o amor é este: que andemos segundo os seus mandamentos. Este é o mandamento, como já desde o princípio ouvistes, que andeis nele. (7) Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo. (8) Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes recebamos o inteiro galardão. (9) Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. (10) Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. (11) Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras. (12) Tendo muito que escrever-vos, não quis fazê-lo com papel e tinta; mas espero ir ter convosco e falar face a face, para que o nosso gozo seja cumprido. (13) Saúdam-te os filhos de tua irmã, a eleita. Amém.

3 João

 (1) O PRESBÍTERO ao amado Gaio, a quem em verdade eu amo. (2) Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma. (3) Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram, e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade. (4) Não tenho maior gozo do que este, o de ouvir que os meus filhos andam na verdade. (5) Amado, procedes fielmente em tudo o que fazes para com os irmãos, e para com os estranhos, (6) Que em presença da igreja testificaram do teu amor; aos quais, se conduzires como é digno para com Deus, bem farás; (7) Porque pelo seu Nome saíram, nada tomando dos gentios. (8) Portanto, aos tais devemos receber, para que sejamos cooperadores da verdade. (9) Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura ter entre eles o primado, não nos recebe. (10) Por isso, se eu for, trarei à memória as obras que ele faz, proferindo contra nós palavras maliciosas; e, não contente com isto, não recebe os irmãos, e impede os que querem recebê-los, e os lança fora da igreja. (11) Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus. (12) Todos dão testemunho de Demétrio, até a mesma verdade; e também nós testemunhamos; e vós bem sabeis que o nosso testemunho é verdadeiro. (13) Tinha muito que escrever, mas não quero escrever-te com tinta e pena. (14) Espero, porém, ver-te brevemente, e falaremos face a face.
15 Paz seja contigo. Os amigos te saúdam. Saúda os amigos por nome.

Judas

 (1) JUDAS, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados, santificados em Deus Pai, e conservados por Jesus Cristo: (2) Misericórdia, e paz, e amor vos sejam multiplicados. (3) Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. (4) Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo. (5) Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram; (6) E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; (7) Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. (8) E, contudo, também estes, semelhantemente adormecidos, contaminam a sua carne, e rejeitam a dominação, e vituperam as dignidades. (9) Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda. (10) Estes, porém, dizem mal do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem. (11) Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré. (12) Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; (13) Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas. (14) E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; (15) Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele. (16) Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse. (17) Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo; (18) Os quais vos diziam que nos últimos tempos haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências. (19) Estes são os que a si mesmos se separam, sensuais, que não têm o Espírito. (20) Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, (21) Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna. (22) E apiedai-vos de alguns, usando de discernimento; (23) E salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a túnica manchada da carne. (24) Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, (25) Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém.

DEVOCIONAL PARA HOJE 23/07/2014

VERSÍCULO:
    Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.  -- Mateus 16:15-16

PENSAMENTO:
   Não há outro nome abaixo do céu que pode nos salvar (Atos 4:12).  Devemos confessar Jesus diante dos homens, sabendo que quando fazemos isso, Ele nos confessará diante do Pai no céu. Jesus Cristo é o Filho de Deus, nosso Salvador e Senhor.  Talvez não saibamos toda a gravidade teológica atrás dessas palavras — afinal, Pedro não sabia quando ele confessou Jesus como o Cristo — mas podemos fazer um compromisso para conhecê-lO e segui-lO até saber mais.  Jesus pede que abramos nossos corações ao senhorio dEle e comecemos a jornada a um conhecimento e experiência mais plenos dEle.

ORAÇÃO:
   Deus Vivo de Santo Pai, acredito que o Senhor enviou Jesus como Seu Filho para me salvar. Confesso ao Senhor que quero que Jesus seja o Senhor da minha vida, porque acredito que Ele é seu Filho e meu Salvador. É através do Seu Filho, o Cristo prometido nas Escrituras, e em nome de Jesus que eu oro. Amém

http://www.iluminalma.com/dph/4/0722.html

22 julho 2014

RESENHA – “PREGAÇÃO & PREGADORES” – D. MARTYN LLOYD-JONES

Ao término da leitura “Pregação e Pregadores” ajoelhei e supliquei a misericórdia de Deus sobre minha vida. O quão distante a igreja está do nível de pregação e estilo de Lloyd-Jones. Posso englobar “pentecostais e tradicionais”. Lloyd-Jones era de linha calvinista e por isso muita das vezes parei a leitura para pensar: “Já não se faz calvinistas como antigamente”. Quanto equilíbrio! Fervor junto da eloquência – Piedade com intelectualidade. 
Como iniciante na arte da exposição das Escrituras, tenho ainda muita dificuldade em preparar um sermão. Uma dificuldade ainda maior é de anuncia-lo de forma clara e organizada. Como esta obra me ajudou e colocou minha organização, desde o esboço, até a exposição, no prumo. Deus foi bom comigo por me apresentar esta obra. Por isso recomendo a todos e “gasto” meu tempo em escrever a respeito, encorajando aqueles que foram chamados para expor todo o “conselho de Deus” aos homens. Creio que tal obra é leitura obrigatória a todo pregador que ama a Palavra de Deus e deseja prega-la de forma fidedigna.
Preciso ser sincero quanto ao “prefácio da edição em português”. Com todo respeito ao Pr. Josafá Vasconcelos -, arrazoando seu escrito, julgo que ficou aquém do conteúdo do livro. Principalmente por chamar Charles G. Finney de pelagiano. Creio que o exagero maculou o prefácio e por isso não posso dizer que tal tem muito haver com as dicas preciosíssimas de M. Lloyd-Jones.
A obra é divida em 16 capítulos. Vou tratar objetivamente a respeito de cada um para que o leitor seja aguçado a mergulhar no estudo completo desta riquíssima obra. 

CAPÍTULO 1 – A PRIMAZIA DA PREGAÇÃO

O capítulo aborda a pregação sendo o “maior e a mais gloriosa vocação para alguém ser chamado”. Transcende o discurso metódico através de meios ou técnicas. A pregação não pode ser mecânica - nem tão pouco se trata de oratória. Pessoas previsíveis não passa confiança pela sinceridade que transmitem a Verdade de Deus. O capítulo aborda também os temas: “Grandes pregações sempre dependem de grandes temas. Grandes temas sempre produzem grandes discursos em qualquer campo; e, de fato, isto é particularmente veraz, como é óbvio, no campo da igreja”.
O Dr. afirma que a pregação não se trata de uma palestra ou ensaio. Por mais que pareça agradável a mente dos intelectuais este tipo de abordagem nas ministrações, não é para Deus, pois a pregação foi constituída para alimentar as almas e não a mente. Por conta deste método, Lloyd-Jones diz que “à medida que a pregação declina, o aconselhamento pessoal aumenta”.
O Dr. Também aborda o “evangelho social”. Trata da importância da igreja no contexto social, todavia, é necessário tomar cuidado para não transformarmos a igreja em uma ONG e a mensagem em Alto-ajuda. Lloyd-Jones diz: “A igreja não é uma organização ou instituição social, não é uma sociedade politica, não é uma sociedade cultural, é ‘coluna e baluarte da verdade’”.

CAPÍTULO 2 – NÃO HÁ SUBSTITUTOS

Não há atividade mais importante no culto do que a ministração da Palavra. Não há substitutos. O púlpito precisa estar no centro do culto e da igreja. Lloyd-Jones ratifica a importância dos que foram designados por embaixadores do Reino. Sua mensagem principal é a reconciliação de Deus com os homens. O homem é rebelde por natureza, desviado desde o ventre. O papel do embaixador é tornar-lhe isso conhecido.
Ainda que haja ajuda da psicologia e das ciências para que de algum modo posso suavizar a dor e o problemas da vida, ainda sim, o Evangelho é o único remédio eficaz, pois o levará para a eternidade. Lloyd-Jones argumenta que a pregação tem uma posição primordial, pois a verdadeira pregação aborda os problemas pessoais. Por isso ela não deve ser suprimida pelos aconselhamentos.

CAPÍTULO 3 – O SERMÃO E A PREGAÇÃO

Pregar não é debater. Ele argumenta que não podemos pregar por porfia nem tão pouco para ostentar intelectualidade. A grande maioria dos debates promove o debatedor e nunca a Cristo. Muitas das vezes Lloyd-Jones se recusou a participar de debates e acerca disso: “Debater sobre o ser de Deus de maneira casual, assentados confortavelmente em uma poltrona, fumando um cachimbo, um cigarro ou um charuto - isto é para mim algo que jamais deveríamos permitir, porque Deus, conforme venho dizendo, não é uma espécie de conceito ou X filosófico”. Ele ainda diz: “Nunca devemos nos aproximar desse tema de maneira leviana ou com mero espírito de debate; além disso, esse tema jamais deve ser considerado assunto [pregação] para entretenimento”.
A pregação não se trata de um ensaio moral ou alguma espécie sobre princípios éticos. É algo que transcende o entendimento humano. É a mensagem dada por Deus: “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi”. Lloyd-Jones diz que é “isso que determina a mensagem ou o sermão como tal”. D. Martyn ratifica o papel de um embaixador dizendo ser “alguém enviado para falar em lugar de outrem. Ele é o porta-voz de seu governo, de seu presidente, de seu rei ou imperador ou de qualquer outra forma de governo que, porventura, exista em seu país”.

CAPÍTULO 4 – A FORMA DO SERMÃO

O Dr. Começa propondo neste capítulo que precisamos entender a relação existente entre teologia e pregação. A pregação deve sempre ser teológica. É impossível preparar um esboço sem pensar em Deus. Até mesmo a pregação evangelística precisa ser teológica. Tudo precisa estar alinhada com a Sã doutrina para não darmos comida estragada a pessoas. Pensar em Deus, de modo simples, também é fazer teologia.
Outro ponto também que ele aborda é que muitos falam belas coisas do Evangelho; demonstram o quão maravilhoso ele é. Todavia, precisamos pregar o evangelho e não pregar a respeito do evangelho. Lloyd-Jones diz que “o evangelho é maravilhoso, é digno de elogios, mas esta não é a tarefa primordial do pregador. Ele deve apresentar, declarar o evangelho”. E de fato muitos pregadores têm caído nesta armadilha, principalmente aqueles que tende a “poetizar a mensagem bíblica”.
Um sermão não é um ensaio e nem tão pouco uma palestra. Também não é um comentário expondo o significado de um versículo. Lloyd-Jones diz que “o que faz um sermão ser um sermão é que tem forma especifica que o diferencia de tudo mais”. Ao expor as Escrituras precisamos mostrar que não estamos tratando de um assunto acadêmico ou teórico, mas de algo vital para os ouvintes e que eles ouçam com todo seu ser, e isso ajudará a vivê-los.
Mesmo sendo iniciante, nestes poucos anos de experiência, posso afirmar com certeza que, até hoje, não pude experimentar tarefa mais difícil e trabalhosa do que pregar a palavra de Deus. Ser simples sem ser simplista é o maior desafio de todo pregador diante dessa solene incumbência.

CAPÍTULO 5 – O ATO DA PREGAÇÃO

Neste capítulo do Dr. aborda aquilo que pra mim é a parte mais importante na integridade da mensagem e a qual tenho maior dificuldade: “A entrega do sermão”, ou seja, o “ato de pregar”. Sermão é aquilo que escrevemos; pregação é aquilo que falamos. Os dois precisam estar muito bem alinhados.
O pregador deve constantemente lembrar que ali ele se encontra para “declarar” a mensagem de Deus e que pelos céus foi revestido de autoridade. O pregador precisa preparar o seu sermão com toda diligencia, contudo, não deve ficar preso a ele. Precisa estar livre no sentido da inspiração do momento. Lloyd-Jones traz um fato muito importante e ao mesmo tempo interessante: “Uma das coisas mais notáveis sobre a pregação é esta: descobrimos frequentemente que as melhores coisas ditas pelo pregador são aquelas que não foram premeditadas; aquelas sobre as quais ele não havia pensado durante a preparação do sermão, mas que lhe são dadas enquanto está no processo de falar e pregar”.  
Ele aborda também a importância da pregação “fervorosa”: “O pregador jamais deve ser monótono, nunca deve ser enfadonho; ele nunca deve ser o que se chama de ‘cansativo”. Lloyd-Jones ainda diz “como pode ser monótono um homem que trata desses assuntos? Quero dizer que um ‘pregador monótono’ é uma contradição; se ele é monótono, não é um pregador. Pode subir a um púlpito e falar, mas certamente não é um pregador. Ante o grandioso tema e mensagem da Bíblia, a monotonia se torna impossível”.
Ele aborda também o amor que o pregador precisa ter para com os seus ouvintes. Trata do elemento da “empatia e emoção”, dizendo ser extremamente vital para com expositor das Escritas. Uma frase dita pelo Dr. me chamou a atenção; parece que ele estava falando a muitos pregadores atuais dos dias de hoje. Ele diz que empatia e emoção são escassas em grande parte dos irmãos reformados. Ele continua argumentando: “Somos tão eruditos, dominados profundamente a verdade, que tendemos por desprezar os sentimentos. As pessoas comuns, pensamos, são emocionais e sentimentais, mas não têm qualquer compressão”.

CAPÍTULO 6 – O PREGADOR

O Dr. Martyn Lloyd-Jones aborda este capítulo com muita propriedade, por ter ele abandonado sua carreira de médico para se dedicar em tempo integral a pregação do evangelho. Ser pregador não algo dado pelos homens. É vocação dada por Deus. O ato de pregar em uma congregação não está aberta a todo homem. Ele informa que a chamada para o ministério da pregação veem pela conscientização no espírito onde todo o assunto é dirigido para o tema da pregação.
Diz que este chamado [o de pregar] “é algo do que nos tornamos conscientes, e não algo que realizamos; é colocada sobre nós, apresentada a nós e quase que constantemente reforçada por nós”.  “A característica deste chamado é que inclui o interesse pelo próximo, a preocupação pelos outros, a percepção de que se encontram em estado e condição de perdidos, bem como o desejo de fazer algo por eles: anunciar-lhes a mensagem e apontar-lhes o caminho da salvação”.
O Sr. Spurgeon costumava dizer aos jovens: “Se vocês podem fazer outra coisa, faça-o. Se podem ficar fora do ministério, fiquem fora do ministério”. Ele disse isso porque aquele que foi realmente chamado não consegue deixar de pregar a Cristo crucificado. “O elemento principal de todo pregador é o amor a Deus, o amor às almas, o conhecimento da verdade e a habitação do Espírito Santo em nós. Estas são as coisas que constituem um pregador”, diz Lloyd-Jones.

CAPÍTULO 7 – A CONGREGAÇÃO

Este capítulo aborda a importância do pregador em conhecer os seus ouvintes. Tornou-se um grande desafio ao pregador para expor a Bíblia nos dias de hoje, já que o homem moderno não está muito disposto a ouvir longos sermões. Como disse certo escritor: “O mundo está mais carente de bons ouvintes do que de bons pregadores”.
O cuidado em pregar o evangelho ao invés de querer impressionar os intelectuais é abordado neste capítulo. O Dr. traz várias fatos e experiências ocorridas ao longo de sua vida ministerial. Ele usa as palavras de Martinho Lutero para trazer luz a este contexto: “Um pregador deve ter a habilidade de ensinar de maneira mais simples, completa e clara àqueles que não têm boa instrução; porque ensinar é mais importante do que exortar”. E ainda nas palavras de Lutero, diz: “Quando prego, não levo em conta nem doutores nem magistrados, dos quais tenho mais de quarenta na minha congregação. Toda a minha atenção está focalizada nas empregadas e nas crianças. E, se os eruditos não estão satisfeitos com o que ouvem, bem, a porta está aberta”.
D. Martyn Lloyd-jones diz que “não existe maior erro do que pensar que precisamos de um evangelho diferente para pessoas especiais”. Este é o senso que o pregador precisa ter, que “não pode haver intelectual ou não-intelectual, ou operário, ou profissional liberal, ou qualquer outro tipo de pessoa. Somos todos iguais no pecado, no fracasso, no desespero, na necessidade que todos temos do Senhor Jesus Cristo e de sua grande salvação”.
Ele aborda também da necessidade de cuidarmos do “fraco na fé”, não pisoteando sua consciência, mas antes o ajudando sem discutir assuntos controversos.

CAPÍTULO 8 – O CARÁTER DA MENSAGEM

Este é o assunto onde Lloyd-Jones trata do relacionamento entre o pregador e os seus ouvintes. A importância da transmissão da mensagem onde possa ser compreensível sem muita dificuldade. Um grande conselho é dado aos jovens pelo Dr.: “A falha principal de todo pregador jovem consiste em pregar conforme gostaria que os ouvintes fossem e não conforme eles realmente são”. Gostam de expor as biografias de santos do passado e utilizar dos ensinos dos pais da igreja e dos reformadores. O que também é muito importante. Todavia, o povo é muito mais simples do que pensamos. É preciso pregar ao coração antes de preocupar-se em pregar para a mente.
A mensagem deve ser preparada e anunciada por aquele que a sentiu primeiro. Não importa qual caráter seja. Até um sermão evangelístico, se um crente, ainda que esteja por muitos anos no evangelho, caso ouça um sermão evangelístico e não se sente emocionado ou comovido, Lloyd-Jones diz que desconfia seriamente para saber se tal realmente é um crente. A mensagem precisa queimar em nosso coração para depois queima-la o coração das pessoas.
Lloyd-Jones ainda trata do zelo intelectual exagerado: “O evangelho não visa meramente ao intelecto; e, se a nossa pregação sempre for expositiva, [somente] para a edificação e o ensino, isso produzirá membros de igreja apáticos, frios e, com frequência, insensíveis e auto-satisfeitos. Desconheço outra coisa que mais provavelmente produzirá uma congregação de fariseus”.
O Dr. também trata neste capítulo a respeito da acústica. Ele diz que mais essencial em um templo bonito é ter boas propriedades acústicas.

CAPÍTULO 9 – O PREPARO DO PREGADOR

Este é momento de estudo do “pregador”, ou seja, a “pregação”. O pregador não tem feriado nem descanso. Sua mente não tira férias. Constantemente pensamentos e dizeres das Escrituras alimentam sua mente montando por si seu próximo sermão. O pregador precisa manusear bem a Palavra da Verdade, pois o Espírito Santo lhe trará a lembrança daquilo que ele já estudou e meditou. Ele ainda diz “que há muitos perigos na vida de um ministro. Diferentemente de homens ocupados em profissões e negócios, o ministro não está necessariamente limitado a horários e outras obrigações sociais, nem a condições de seu controle”. Por isso que o pregador em tempo integral precisa redobrar o cuidado para com sua disciplina.
Ele traz alguns conselhos e sugestões para o pregador. Em como se preparar; do que lê; como lê e os horários de leituras específicas. “Em tudo isso, literamente falando, o pregador tem de lutar pela própria vida, neste sentido”, diz Jones. O pregador precisa conhecer a si mesmo e a sua estrutura física. Cada um tem sua rotina e seus horários em que se é mais produtivo.
É preciso tempo de meditação, oração e estudos [sistematizados]. Llody-Jones aconselha os pregadores que façam leituras e estudos mais complexos pela manhã, deixando o devocional e a leitura mais simples para o período da noite para relaxar e ter uma boa noite de sono.
Ele diz que o pregador jamais deve ler a Bíblia somente para achar textos o qual possa apoiar sua exposição. Antes, precisa ler a Palavra de Deus para si, para o alimento de sua alma. Uma dica valiosíssima, Lloyd-Jones nos transmite por este livro: “Quando você estiver lendo as Escrituras dessa maneira [como seu alimento] – sem importar se lê pouco ou muito – se algum versículo destacar-se, pretendendo a sua atenção e arrebatando-o, não continue lendo.  Pare imediatamente e lhe dê ouvidos. Ele estará falando com você; portanto, escute-o e fale com ele. Interrompa a leitura imediatamente e concentre-se sobre a declaração que tanto o impressionou. Continue fazendo isso até que surja o ‘esqueleto’ de um sermão. Este versículo ou declaração falou com você, sugeriu-lhe uma mensagem”.
Por fim ele nos adverte da importância em cuidar de nossa estrutura física e principalmente de nossa mente. Ele diz que “é conveniente que a mente não seja por demais estimulada e exercitada, antes de nos recolhermos ao leito, se quisermos evitar a insônia”. Adverte que o “homem que se mostra muito tenso e sobrecarrega sua mente, não demorará a cair em dificuldades. Precisamos dar alívio e repouso à mente. Entretanto, aliviar a mente não significa que você deixará de ler, e sim que lerá algo diferente”. Uma mudança de leitura é uma ótima folga para a mente.
Ele cita como Karl Barth relaxava sua mente para pregar ou escrever: pelas manhãs ele ouvia Mozart. Alguém por isso repreendeu Lloyd-Jones, creio que por não conhecer o valor da música e de como ela nos relaxa. Sua resposta foi: “Barth não buscava em Mozart pensamentos ou ideias, mas Mozart fazia algo por ele em sentido geral. Mozart o colocava em bom estado de espírito, fazendo-o sentir-se feliz em sua alma. Mozart o liberava, deixando-o à vontade para pensar os seus próprios pensamentos”.

CAPÍTULO 10 – A PREPARAÇÃO DO SERMÃO

Este capítulo aborda a diferenciação entre “pregação” e “palestras”, “ensaios” e “ensinos”. Llody-Jones endossa que o pregador deve ser espontâneo e fale o que o Espírito lhe disser. Ele apreciava em muito os catecismos, contudo, não acreditava na pregação deles. Dizia que “os catecismos foram produzidos por homens, cujo intuito era enfatizar certas coisas, em sua situação histórica peculiar, em contraposição a outros ensinos ou atitudes específicos”.
Também não gostava de pregação em séries, capitulo por capitulo. Dizia ele ser isso um “atrevimento”. Ele cita C. H. Spurgeon que “o pregador não devia pessoalmente tomar essa decisão [de antecipar o que iria pregar], e sim que devia orar, pedindo orientação e direção da parte do Espírito Santo, para em seguida submeter a Ele”. O Dr. não condenava alguém assim que o fizesse, mas não era sua prática. Ele preservava a “Liberdade do Espírito”, expressão esta citada pelo “Príncipe dos Pregadores”, C. H. Spurgeon.
Precisamos aproveitar todas as oportunidades para proclamar a Cristo, e isto em tempo e fora de tempo. A respeito da pregação engessada na liturgia ou que foi predeterminada antes do dia de transmiti-la, Lloyd-Jones diz: “se você não pode ser desviado de uma rotina mecânica por meio de um terremoto, não há esperança para você”.
Sua advertência foi também em ser fiel ao texto e ao seu sentido. Terminando o capítulo posso concluir com aquilo que o Lloyd-Jones diz: “A tarefa do pregador consiste em persuadir e ensinar as pessoas a ‘aceitarem a verdade’, afastando-as do que é falso, mas não jogando sobre elas a verdade. Assim, ele deve estar ajustando continuamente, à medida que toma consciência da mudança das condições”.  

CAPÍTULO 11 – A ESTRUTURA DO SERMÃO

Lloyd-Jones inicia o capítulo: “Havendo descoberto a mensagem e o significado principal do texto, você deve prosseguir e afirmar isto em seu contexto e aplicação atual”. Ele trata de que não há um único método para estruturar o sermão. Mais importante em estruturar um sermão é de transmiti-lo. Por isso que a estrutura é importante, não para embeleza-lo na forma literária, mas em facilitar o trabalho do pregador em aplica-lo ao coração da congregação.
Um sermão consiste de vários pensamentos dados no decorrer dos dias. Por isso é importante anotar tudo o que o ajudará a iluminar a verdade na cabeça dos ouvintes. Cada um tem seu estilo. Um gosta de escrever o sermão na íntegra. Outros preferem um esboço, elaborando os principais tópicos a ser tratado. Spurgeon era um dos que não escrevia sermões; ele somente preparava e usava um esboço.
Jonathan Edwards por muito tempo escreveu seus sermões. Depois de algum tempo, passou a rabiscar algumas poucas notas. Lloyd-Jones define “o sermão não sendo uma simples coletânea de afirmações; ele tem qualidade, forma, totalidade”. A boca fala do que está cheio o coração. O pregador deve se preparar, todavia, precisa ter equilibro na qualidade literária. Lloyd-Jones diz que “a preocupação com a forma literária, se não for algo criteriosamente disciplinado, pode conduzir facilmente a um estilo primoroso e artificial, que pode arruinar a verdadeira pregação”.  

CAPÍTULO 12 – ILUSTRAÇÕES, ELOQUÊNCIA, HUMOR.

A ilustração dentro do sermão tem o objetivo de fixar conceitos que o pregador quer transmitir a congregação. Podemos usar ilustrações baseados em textos da própria Bíblia. A Escritura é composta de poesia, histórias e narrativas, epístola e provérbios de sabedoria, nos dando assim a oportunidade de tiramos o que temos do bom tesouro. Todavia, precisamos tomar cuidado com o excesso e de como vamos utilizá-las.
Outro fator importante abordado pelo Dr. é a eloquência. Ele diz que nenhum homem deve tentar ser eloquente. “Não somos estaditas ou outros profissionais que precisam de tal técnica”. Se Deus lhe conceder tal dom, assim será e grandemente será usado por Deus. Todavia, esse não pode ser um desejo do pregador. Isso precisa vir naturalmente! Assim aconteceu com Paulo-, ele “não usava de palavras de sabedoria humana”. Mas ao expor a doutrina, de forma natural, se tornava eloquente.
O humor também ocupa um papel fundamental na pregação, principalmente para aproximar os “antipáticos” ao pregador até então odiado. Certamente com muito equilibro ele [humor] terá o seu papel fundamental no momento de transmitir a mensagem e torna-la “aceitável”.

CAPÍTULO 13 – O QUE EVITAR

Um dos pontos que me chamou a atenção neste capítulo foi de “evitar” anunciar de antemão o tema que será ministrado no culto [não em palestras ou estudos]. Particularmente tinha esse hábito, mas o Dr. me convenceu que é errado [quando constante]. Ele diz que essa situação estimula um pseudo-intelectualismo e uma tentação no ouvinte de ser seletivo em qual culto ele deve ir ou não para satisfazer e ouvir conforme a sua necessidade.
Ele também adverte acerca do formalismo. Em uma exortação, Lloyd-Jones diz “quão diferente seria o estado das nossas igrejas se todos nos mostrássemos tão preocupados em ser ortodoxos em nossas crenças como o somos em nossa conformidade com as ‘coisas a fazer’ e com as ‘coisas feitas’ nas igrejas”.
É necessário também se prevenir do profissionalismo. O profissional olha para si; o outro é apenas uma oportunidade de negócio. O pregador precisa evitar o anseio de ser reconhecido. Por isso precisamos vigiar nossos pontos fortes, naquilo que “somos bons”, para não cairmos na armadilha mortal da soberba. Loyd-Jones nos receita um grande remédio para isso: “A melhor maneira de refrear qualquer tendência ao orgulho – na pregação ou em qualquer outra coisa que possamos ser ou fazer – consiste em ler, no domingo à noite, a biografia de algum grande santo de Deus”.
Precisamos evitar o excesso de compreensão das pessoas que nos escuta. “Somente uma em cada doze pessoas de sua congregação é realmente inteligente”, diz Lloyd-Jones. Por isso devemos evitar também assuntos polêmicos. Este tipo de abordagem tem os seus lugares específicos, talvez na academia, contudo, na pregação, devemos alimentar o rebanho. Jesus morreu também pelo simples e pelo de pouca instrução. Certamente seremos cobrados por não ter dado água nem alimento aos pequeninos que ele amavelmente os salvou através da sua morte.

CAPÍTULO 14 – APELANDO POR DECISÕES

O Dr. aborda os cuidados que devemos ter na liturgia do culto. Em especifico ele trata do ministério de louvor. Como os ministros de louvor são tentados a caírem no laço de satanás, a saber, o orgulho. Não precisa muito para identificar esta verdade; olhe para o ministério de louvor e logo veras as contendas que há pelos primeiros assentos. “A música deve ser conservada no seu devido lugar. Ela é uma criada, uma serva; não lhe devemos permitir que domine ou controle as coisas, em nenhum sentido”, diz Lloyd-Jones.  
O Dr. também aborda o “apelo” feito pelo pregador ao final da mensagem, convidando o pecador para “aceitar a Cristo”. Ele não é favorável, e acerca disso diz: “Noutras palavras, a obediência não resulta de uma pressão direta sobre a vontade; é consequência de uma mente iluminada e de um coração quebrantado. Para mim, este é um ponto crucial”. De fato este é um assunto controverso entre “pentecostais” e “tradicionais”.

CAPÍTULO 15 – OS ARDIS E O ROMANCE

Neste capitulo o Dr. diz acerca dos perigos de se repetir sermões. Não é proibido, mas é perigoso. Diversos “santos” fizeram isso no decorrer da história e foram bem sucedidos ao transmitir a verdade através dos sermões de outros pregadores já consolidados. Precisamos identificar quem ouvirá para nos asseguramos que não estamos repetindo o que já dissemos as mesmas pessoas.
Outro ponto abordado neste capitulo é a “preocupação excessiva” do pregador a despeito da sua reputação. Precisamos lembrar constantemente que o “vaso é de barro”, e que por isso, se pudermos usufruir usando sermões de outras pessoas, na direção do Espírito Santo, este será muito bem-vindo e edificará os santos naquilo que pelo foi designado pela Soberania de Deus.
Não existe nada mais belo e romântico ao pregador, de subir no púlpito para entregar a mensagem de Deus. O pregador pode estar com o problema que for, e ter passado por situações adversas naquele dia-, se ele subir ao púlpito em temor e tremor, Deus renovará suas energias e de lá este sairá revigorado para enfrentar suas batalhas de uma forma mais eficaz.

CAPÍTULO 16 – DEMONSTRAÇÃO DO ESPÍRITO E DE PODER

Quando pensei que já tinha me deleitado o bastante neste banquete, eis que surge o último capítulo, o qual trouxe a mim ainda mais admiração pelos ensinos de D. Martyn Lloyd-Jones. Ele trata este capítulo sendo a parte mais importante do livro e a mais eficaz que o pregador deve possuir: “... em última análise, é o assunto mais fundamental relacionado à pregação, ou seja, a unção do Espírito Santo”. Continua ele: “A razão por que fiz isso [deixar a parte mais importante para o fim] é que acredito que, se fizermos ou tentarmos fazer primeiro tudo aquilo a que me referi, essa unção será derramada sobre nós. [...] A maneira correta de encarar a unção do Espírito é pensar nela como aquilo que vem sobre a preparação”. Ele ilustra esta verdade através de Elias o qual preparou o altar, cortou a lenha e a arrumou para que, o Senhor então, mandasse fogo e consumisse seu sacrifício endossando-o seu ministério. O mesmo se deu com Moisés, quando no fim da construção do tabernáculo tinha feito como o Senhor ordenara. A glória de Deus encheu aquele lugar.
Só estaremos aptos para a obra da pregação se de fato tivermos sido revestidos de poder que vem do alto. Não há outro método, ainda que haja muita eloquência e erudição e uma séria de informações a respeito da teologia. Todas as vezes que o Senhor mandava sua Palavra para seu povo o Espírito estava sobre este arauto. Assim aconteceu quando foi dada a revelação do Apocalipse para João: “Achei-me no Espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz”.
Um fato dito por Lloyd-Jones muito me chamou a atenção. Acerca dos dons e de sua atualidade, talvez na posição “continualista”, assim diz Lloyd-Jones:
“Esta é a evidencia e o testemunho claro e inequívoco das Escrituras no tocante à pregação. Mas é possível que a sua posição seja: “Sim, aceito essa verdade e não tenho qualquer dificuldade a esse respeito”. Mas tudo isso terminou juntamente na era apostólica e, portanto, nada tem a ver comigo”. Minha resposta é que as Escrituras tencionavam ser aplicadas a nós hoje, porque, se confinarmos todas bênçãos à era apostólica, deixaremos muito pouco para nossa época. De qualquer modo, como podemos decidir o que tencionava ser aplicado somente aquela geração e que se aplica a nós? Que critério usamos para determinar isso? Quais seriam os critérios desse discernimento? Minha opinião é que tudo isso não passa de preconceitos. As Escrituras foram escritas para nós, e sua inteireza. No novo testamento encontramos um quadro sobre a igreja; e esse quadro é relevante para igreja e todos os séculos e em todas as épocas”.
Endosso esta obra a todo pregador do Evangelho independentemente do seu tempo de caminhada e de seu “nível” de intelectualidade ou de conhecimento. Vale a pena ler o livro e, não somente isso - tê-lo de cabeceira consultando sempre para lembrar constantemente destas dicas preciosíssimas que nos ajudará na preparação do sermão e na exposição do mesmo. Segue o último parágrafo do livro:
Então, o que devemos fazer a respeito disto [ser eficaz na pregação]? Só existe uma conclusão óbvia. Busque-O [Espírito Santo]! Busque-O [Espírito Santo]! Que poderíamos fazer sem Ele? Busque-O [Espírito Santo]! Busque-O [Espírito Santo] sempre! Mas além de busca-Lo, espere-O. Você espera que aconteça algo, quando se levanta para pregar em um púlpito? Ou simplesmente diz para si mesmo: ‘Bem, preparei o meu sermão e vou apresente-lo; alguns dos ouvintes o apreciarão, outros não’. Você está esperando que o sermão se torne algo crucial e transformador na vida de alguém? Está preparando que algum dos ouvintes tenha uma experiência culminante? Esse é o alvo da pregação. Isso é o que podemos encontrar na Bíblia e na história da igreja. Busque este poder, espere a manifestação deste poder, anele por este poder; e, quando ele vier, submeta-se a Ele. Não lhe ofereça resistência. Esqueça-se completamente do seu sermão, se necessário. Permita-lhe liberar você, permita-lhe manifestar o seu poder em você e através de você. Tenho a certeza, conforme já disse várias vezes, que nada terá qualquer valor, exceto o retorno desse poder do Espírito em nossa pregação. Este poder produz a verdadeira pregação, que é a maior necessidade de todos nós hoje – mais do que nunca. Nada pode substituir este poder. Contudo, uma vez outorgado, termos um povo que anelará e será disposto a ser ensinado, instruído e guiado mais ampla e profundamente à verdade, que está ‘em Cristo Jesus’. Esta ‘unção’ é o fator supremo. Busque-a, até que a possua. Não se contente com nada menos do que isso. E prossiga até dizer: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder”. Ele “ainda é capaz de fazer ‘infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos’”.


“Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo...”.
 – 2 Timóteo 4. 2a NVI
Soli Deo Gloria!

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Ficha técnica:

Autor: D. Martyn Lloyd-Jones
Paginas: 302
Editora: Fiel
Outubro de 2008

OBS: Todas as citações [“”] foram extraídas do próprio livro [“Pregação & Pregadores”] exceto as citações bíblicas as quais foram introduzidas pelo autor da resenha [Fabio Campos] apenas para trazer luz ao objetivo do contexto.

Fabio Campos