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Como Chegar?

09 maio 2016

DESTINO DESCONHECIDO? (1)

E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo (Hebreus 9:27).
A vida do homem se assemelha a uma grande “contagem regressiva”. O processo de envelhecimento e morte, na verdade, começa e prossegue desde o nascimento. Tudo move-se em direção da “hora zero”, embora com duas incógnitas:

Qual é o destino final?

O quão distantes ainda estamos dele?
Permanecemos com a questão do destino por um momento: Será que é realmente desconhecido? Será que estamos tão certos sobre isto? Ou será que tendemos a recuar em pensar sobre isso? Esta atitude é inaceitável. É, aliás, insensato. Nenhum de nós embarcaria num trem sem saber para onde ele estaria indo. E abafar qualquer pensamento sobre ele não é um ato de coragem; é covardia!

Aliás, um pouco de apreensão é justificável. O que acontece depois da morte? A Bíblia nos dá uma palavra como resposta: juízo. Assim, no momento em que a terra engole nosso caixão, não está tudo acabado, pois quando nosso corpo retorna ao pó, o espírito volta a Deus que o deu (veja Eclesiastes 12:7), para Sua divina avaliação de nossa vida.

A nossa vida presente, mesmo que seja apenas um prelúdio para a história eterna de nossa alma, tem sérias consequências. É um teste de tempo! O que temos feito de nossa liberdade, nosso tempo, nossa saúde e nossas possibilidades? Acima de tudo, que lugar Jesus Cristo tomou nos dias e anos de nossa existência? Disso, tudo depende.
(Continua)

Boa Semente

AMARGURA E ALEGRIA

Irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes... que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro (1 Coríntios 15:1-4; 1 Pedro 2:24).

O cordeiro pascal tinha de ser comido assado no fogo e com ervas amargas (Êxodo 12:8). Este ato solene é uma figura dos sofrimentos expiatórios de Cristo, que viria a se tornar o verdadeiro Cordeiro de Deus (João 1:36; 1 Pedro 1:19).
O Senhor Jesus teve de sofrer a ira de Deus contra o pecado, e os crentes dolorosamente sentem a sua responsabilidade por tudo o que o Senhor teve de suportar. Eles são humilhados pelo pensamento de que seus próprios pecados e seu estado perdido foram a causa da morte do Senhor na cruz por eles. Dessa forma, eles comem as ervas amargas.
Talvez alguém diga: "Mas profunda alegria enche os nossos corações porque nós fomos salvos pela obra de Cristo na cruz. Os nossos pecados foram perdoados; então nada além de louvor e ação de graças vêm de nossos lábios". Sem dúvida, isso nos dá motivos de alegria e de ação de graças inesgotáveis.
Mas como podemos esquecer que Cristo teve que sofrer tanto por nossos pecados e abaixar a cabeça sob a carga das nossas transgressões? A reverência que sentimos observando os sofrimentos a que Cristo Se submeteu por nós e a alegria da salvação não se anulam; ao contrário, se complementam. Os dois aspectos nos permitem compreender o significado da cruz de forma muito mais profunda.
Devocional Boa Semente

08 maio 2016

OS OLHOS MÁGICOS DE MAMÃE

Minha mãe tinha olhos mágicos, embora eu não soubesse disso na infância. Na verdade, eu já estava bem grande quando descobri isso.
Quando eu era menina, pintei um quadro para minha mãe. Tratava-se de uma paisagem contendo uma árvore bem alta em primeiro plano. Mamãe disse que o quadro era lindo. Anos mais tarde, percebi que a árvore era grossa onde deveria ser fina e retorcida onde deveria ser reta.
Em outra ocasião, bordei-lhe a palavra “Mãe” em uma almofadinha. Os pontos ficaram longe demais um dos outros e bem tortos. Os ilhós ficaram grandes para a largura da fita.
Hoje eu entendo porque mamãe achava meus trabalhos artísticos tão bonitos. Ela os via não com os olhos naturais, mas com os olhos mágicos do amor. Ela não via a árvore torta com seus galhos esquisitos, e sim a criança que havia pintado cuidadosamente seu amor. Mamãe via não os pontos tortos, o desalinho do bordado, mas o dedo espetado pela agulha e as mãozinhas contraídas. Seus olhos mágicos enxergavam além do presente material, viam bem dentro do coraçãozinho que entregava sua oferta de amor. Que olhos maravilhosos uma boa mãe possui!
Para o cristão fiel, o afeto do Pai Celeste é parecido com o amor de mãe. Enxergando além dos erros desatenciosos, das asneiras impensadas e das atitudes imperfeitas de devoção, o Senhor vê um coração humilde, ansioso para amá-lo e servir.
 
(War Cry)

O TRABALHO DELA

Certo dia um recenseador bateu à nossa porta, fez perguntas e anotou tudo em um formulário. Eu estava zanzando por ali e resolvi dar uma xeretada em suas anotações. O recenseador havia escrito nossos nomes e idades, e também a profissão do meu pai. Embaixo do nome de minha mãe, ele anotou “não trabalha”.
Como assim? Minha mãe acordava antes do dia clarear, e não parava um minuto. Ela começa a preparar o café da manhã, ajeitava a casa, e lavava o rosto de todos os filhos. Preparava nossos lanches, ajeitava nosso material escolar — só isso já era um trabalhão — lavava e passava nossas roupas, varria a casa, tirava o pó de todos os móveis. Ela devia ficar zonzinha!
Mamãe assava um bolo, e, às vezes, algumas tortas, e ainda encontrava tempo para costurar. Havia remendos e acertos nas roupas, uma vez que não parávamos de crescer. Chegava a hora do jantar e de lavar a louça, uma coisa depois da outra. Quando a lição de casa era difícil, choramingávamos: “Mamãe, vem me ajudar”.
Assim, ela estava em movimento constante, e embora exausta, mamãe nunca desabava — estava sempre alegre, rindo. Ele trabalhava demais, e certamente merecia umas férias. Mesmo assim, o recenseador anotou embaixo de seu nome “não trabalha”!
 
(Elsie Duncan Yale - Sunshine Magazine)

MÃE SINGULAR



Acompanhando o vocabulário raivoso, alto e profano de um homem, duas galinhas voaram sobre a cerca que dividia nosso quintal e a horta do vizinho. As galinhas voaram, não por conta própria, mas porque seus pescoços haviam sido torcidos.
Nós, crianças, estávamos brincando de esconde-esconde. Agora, ficamos paralisados no lugar, olhos arregalados de horror, ouvindo em absoluto silêncio os palavrões de nosso vizinho, o senhor Blank, que vistoriava o estrago que as valiosas galinhas poedeiras de minha mãe haviam causado a uma fileira de suas tenras alfaces.
Recobrando de nosso silêncio atordoante, disparamos rumo à cozinha para informar à mamãe esse acontecimento ofensivo.
Quatro animadas e raivosas crianças, falando de uma vez, descreveram a situação de modo bastante dramático e adequado, e ficaram esperando para ver o que a mãe iria fazer. Será que ela sairia correndo lá pra fora e berraria, sobre a cerca, com o senhor Blank, como a senhora Pickett, do outro lado da casa do homem, costumava fazer? Ou ela cairia no choro, chamaria o papai, que mandaria a retaliação que nosso vizinho “esquentado” certamente merecia?
Mamãe não fez nada disso. De cara triste (pois as galinhas eram de raça, muito caras), mas com toda calma, ela observou as aves que ainda batiam as asas. “Tragam o machado”, ela pediu ao meu irmão. “E ponha água pra esquentar”, disse à minha irmã.
Em breve, um delicioso aroma de galinha assando permeava a casa. Toda perda traz consigo um pequeno lucro, era o sentimento geral, à medida que nosso apetite infantil ansiava pela hora do jantar. Teríamos galinha com arroz e farofa, ou galinha com batata assada, eu me perguntava.
Seria galinha com batata assada, logo fiquei sabendo; duas batatas para cada um de nós. Fiquei observando minha mãe descascar as batatas e colocá-las cuidadosamente na assadeira em que as galinhas estavam, quase prontas. As batatas assariam e ficariam bem douradas e crocantes
Continuei de olho enquanto mamãe fazia um bolo de limão recheado de creme e coberto com glacê branquinho e fofo e com coco ralado. Mmmm. Igual a quando fazemos aniversário ou quando há um piquenique da igreja, pensei enquanto lambia a tigela.
Quando a iguaria ficou pronta, mamãe pediu que minhas irmãs mais velhas pusessem a mesa, pois ela daria uma corridinha até a casa do senhor Blank.
“Do senhor Blank! O que a senhora vai fazer lá?”, perguntamos atônitos e a uma só voz.
“Vou levar um prato de galinha com batatas e um pedaço de bolo, e dizer que sinto muitíssimo o estrago que as galinhas fizeram em sua alface”, mamãe respondeu tranquilamente.
“Mas, mamãe”, exclamei com indignação, “ ele não passa de um velho rabugento! Ele xingou todos nós e nossas galinhas; disse palavrões da pior espécie! Ora bolas, ele disse...”.
“Sossegue, meu bem. Não ligue pra o que ele disse. O senhor Blank é um homem solitário, infeliz e não é cristão. Devemos ter pena dele e ser muito gentis com ele. O senhor Blank é nosso vizinho e nossa responsabilidade.”
Com muita ansiedade, fiquei observando tudo, de trás de um arbusto. O que aconteceria com minha mãe? Um homem que, em um acesso de raiva, é capaz de destroncar galinhas, é capaz de fazer qualquer coisa. Peguei um pedaço de pau bem grande. Estar “armado”, já me tranquilizou. Meus irmãos espiavam pela janela da sala de jantar. Temendo e tremendo, esperamos.
Mas a atitude de minha mãe não demonstrava nenhuma timidez quando ela saiu rapidamente, ombros eretos, e bateu à porta da frente do senhor Blank, com uma bandeja coberta por um guardanapo.
Ainda visualizo as amarras de seu avental branco flutuando ao vento, e sinto o nó que o medo deu em minha garganta quando mamãe bateu à porta e entregou ao terrível senhor Blank sua oferta de paz.
Coitado do senhor Blank. Ele, cujo vocabulário nunca teve falta de epítetos para expressar sua raiva, não conseguia pronunciar uma única palavra! Mesmo uma criança zangada conseguia ter um pingo de dó ao ver o homem parado ali à porta, encabulado, envergonhado e mudo diante da sinceridade e gentileza de minha mãe.
Lembrando-me de como minha mãe viveu e morreu, entendi que ela nunca deixou de ser quem era; ela sempre agiu de acordo com seu caráter em qualquer situação e acontecimento. Sua fé em Deus e na qualidade imutável de sua Palavra era profundamente simples. Se Jesus disse: “Ame o seu inimigo, abençoe quem amaldiçoar você, faça o bem a quem odeia você, e ore por quem o maltrata” — então era exatamente isso que ele queria dizer, e seus discípulos deveriam obedecer ao mandamento de modo bastante literal.
Digo sempre que minha mãe vivia de acordo com “DAD”[significa ‘pai’, em inglês]. “Para viver a vida cristã, necessitamos de uma porção de determinação”, ela dizia, “e toda audácia que conseguirmos ajuntar e, então, quando Deus acrescenta sua graça maravilhosa, todos conseguem viver em paz “.
Pensando bem, acho que minha mãe era uma mulher singular. Gostaria de ser mais igual a ela!
(The Voice of the Nazarene)

Feliz dia das Mães!!!