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26 agosto 2012

VAMOS JUNTOS, À CASA DO SENHOR!


O salmista exultou de alegria, quando alguém lhe convidou a ir à Casa de Deus: "Alegrei-me, quando me disseram: vamos à Casa do Senhor". A Casa do Senhor é lugar de encontro com Deus, com nossos irmãos e com nós mesmos. É lugar de adoração, comunhão e confissão. Não perca tempo, levante-se e prepare-se para ir à Casa de Deus! É bem verdade que você pode adorar a Deus em sua própria casa, mas há uma ordem de Deus para nos congregarmos. Somos a família de Deus, o rebanho de Cristo, o seu povo de propriedade exclusiva. Nossa missão é testemunhar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.
Hernandes Dias Lopes.


Estão, vamos para a Escola Bíblica Dominical (EBD) às 09:00hs e para o Culto de Adoração ao Senhor às 19:30hs!

O Livro de Jó

 1.  INTRODUÇÃO

O próprio Senhor Jesus considerou a história de Jonas como sendo uma prova de relação com seu ministério; como um tipo de morte, sepultamento e ressurreição. Conforme Mateus 12.42; e Lucas 11.32.
Muitas pessoas conhecem bem a história do profeta Jonas, que até parece que não se importam com o restante deste relato. O livro de Jonas faz parte de um dos Doze livros que compõe os Profetas menores. Ele nos aponta para a grande Graça e misericórdia contínua de Deus pelos pecadores.
É surpreendente destacarmos que o livra do profeta Jonas não trata de alguns fatores que engloba essa narração; tais como: O peixe que o engoliu, ou sobre a cidade de Nínive, nem mesmo enfatiza a vida do profeta Jonas; mais exclusivamente sobre um grande Deus e sua infinita bondade pelas almas que ali residiam.

2. AUTORIA

O livro leva o nome do profeta Jonas, que significa “Pompa”. Um símbolo bem propício para o ministério a qual Deus lhe havia confiado diante da grande capital do império Assírio – Nínive. Embora o significado do nome Jonas seja pompa o que representa o mensageiro da Paz; não é essa inicialmente a atitude do profeta. Embora vejamos que o livro tenha sido escrito na terceira pessoa, o seu autor é o próprio profeta Jonas. Ele é filho de Amitai, o qual pode ser observar em II Reis 14.25. Jonas nasceu em Gate-Héfer, que ficava aproximadamente três quilômetros a nordeste de Nazaré, em Israel, no reino do norte, sob o reinado de Jeroboão II; onde a nação sofreu conseqüências devido ao endurecimento de seu coração. Seu ministério desenvolveu-se próximo ao de seu contemporâneo, o profeta Amós. Embora não haja provas para se dizer que segunda a tradição judaica afirma ser Jonas filho da viúva de Sarepta. Isso seria possível segundo a cronologia.

3. DATA DE COMPOSIÇÃO

Quanto à data da escrita deste livro, não sabemos com exatidão. Porém é importantíssimo analisarmos e vermos que Jonas viveu no período do reinado de Jeroboão II, isto nos anos (793-743 a.C), o que dar-nos a idéia de pensarmos assim. Ellisen nos diz o seguinte: “A visita de Jonas a Nínive ocorreu provavelmente no fim do seu longo ministério em Israel, mais ou menos em 765 a.C. O profeta escreveu o livro após seu retorno, e procurou por meio dele, ministrar a Israel” (ELLISEN,2005,P.301).        É bom também lembrarmos que esse livro foi escrito para o povo de Israel, embora vemos visivelmente o seu conteúdo relatando a mensagem de Jonas a Nínive. O tema do livro é a misericórdia de Deus.

4.  O ESBOÇO DO LIVRO (WIERSBE)

4.1 A PACIÊNCIA DE DEUS COM JONAS - 1:1-17
4.2 A MISERICÓRDIA DE DEUS PARA COM JONAS - 2:1-10
4.3 O PODER DE DEUS POR INTERMÉDIO DE JONAS - 3:1-10
4.4 O MINISTÉRIO DE DEUS A JONAS - 4:1-11

5. A HITORICIDADE TEM SIDO CONFIRMADA PELA ARQUEOLOGIA

Este é um assunto em que muitos críticos tem se levantado em oposição, à veracidade deste livro. Afirmam eles que o livro de Jonas deve ser considerado como mito ou Alegórico. O livro e a história de Jonas é confirmada, pois apresenta nomes de pessoas e lugares onde ocorreram os acontecimentos, o que tira a idéia de algo fictício. Como é afirmado em 2 Reis 14.25 que diz: “Restabeleceu ele os termos de Israel, desde a entrada de Hamate até ao mar da planície, segundo a palavra do Senhor, Deus de Israel, a qual falava por intermédio de seu servo Jonas, filho de Amitai o profeta, o qual era de Gate-Hefer.” É interessante ver o que Ellisen diz;

Cristo testificou a historicidade de Jonas, mencionando ambos os milagres como sendo acontecimentos verdadeiros (Mateus 12.40-42; 16.4; Lucas 11.29-32). “Ele associa a historicidade de Jonas com a historicidade de Salomão.” (ELLISEN,2005,P.302)

Se o livro de Jonas deve ser considerado como mito ou alegórico; como explicar a resposta de Jesus quando foi indagado pelos escribas e fariseus, a respeito de pedirem um sinal? “Jesus Cristo confirma a realidade histórica e a importância de Jonas, ao responder aos escribas e fariseus que lhe pediram um sinal que avaliasse suas afirmações. (Mateus 12.38-40)” 

6. A SITUAÇÃO DE NÍNIVE

O surgimento do profeta Jonas e suas profecias se dão em meio ao rei da Assíria, Salmaneser III. É importante analisarmos a situação em que Nínive se encontrava naquela época, tais como:

6.1 SUA POSIÇÃO GEOGRÁFICA

A cidade de Nínive no seu mais alto grau ou clímax foi considerada a capital do império Assírio; isto até o ano de sua queda em 612 a.C. Sua distância de Israel era de aproximadamente 100 km, o que dificultava a percorrê-la em pouco tempo. Alguns estudiosos sugeriram que naquela época, para percorrê-la era necessário cerca de três meses. Em Gênesis 10.11 nos diz que esta cidade é considerada uma das mais antigas cidades já construídas na época de Ninrode.

Localizada a margem leste do Rio Tigre na Mesopotâmia, foi uma cidade-estado influente deste a antiguidade. Uma cidade-estado compreendida a área ocupada por ela e o território à volta, inclusive as vilas vizinhas sob o seu controle. Em Gn. 10.11,12 Reobote-Ir, Calá e Resém são mencionadas junto com Nínive fazendo parte da ‘grande cidade’. (PFEIFFER,2001,P.301).

É interessante observar que o texto bíblico diz que Jonas percorreu três dias para atravessar a cidade; como diz Jonas 3.3 “Levantou-se, pois, Jonas, e foi a Nínive, segundo a Palavra do Senhor. Ora Nínive era cidade mui importante diante de Deus, e de três dias para percorrê-la.”

Mas deve ser notado que o texto não diz realmente que Jonas levou três dias a percorrer Nínive sem parar. Só declara que levou três dias ao passar por ela na sua missão de pregador. Pregar nas esquinas das ruas exige uma parada de certo em tempo em cada lugar onde se prega a mensagem. Três dias realmente não seria um período longo demais para contemplar essa tarefa numa cidade que pode ter tido até 600.00 habitantes (a julgar pelo número de
120.000 crianças sugerido em Jonas 4.11) (ARCHER, Jr.1986,P.240) 


6.2 SUA SITUÇÃO POLÍTICA

Nínive era considerada uma bela cidade, como também possui muitos recursos financeiros, Na época de Jeú, Nínive pagava imposto ao rei Assírio Salmaneser III. Os assírios haviam cometido vários sofrimentos aos judeus, sob o reinado de Tiglate Pileser III, em 745 a.C. Mas foi no início do reinado de Assur-dan III (entre 772-755), que Jonas recebeu divinamente a missão de ir pregar a grande cidade de Nínive. Mas foi justamente por vê o que os assírios haviam feito ao povo judeu, que levou a Jonas inicialmente a não obedecer à ordem de Deus de ir a Nínive. “Do ponto de vista humano, a Assíria era o último lugar onde um Israelita gostaria de dirigir-se, em aventura missionária.” (SCHULTZ, 2002, P.363).

6.3 SUA SITUAÇÃO RELIGIOSA

Nínive não só era uma grande cidade com suas importâncias comercias, mas também era uma cidade extremamente idólatra.

Dizem alguns autores, que ajudou a conversão de Nínive o fato de que um dos deuses adorados naquela cidade era o deus dagom, meio homem meio peixe, e que provavelmente acompanhava Jonas a informação de ter ele sido entregue àquela terra vivo, de dentro de um grande peixe.(GAGLIARDI JR.1995,P.293)

Seria este uma das razões da idolatria de Nínive; porém também muitas outras formas de desobediência a Deus eram visíveis ali. Também entre os anos de 765 e 759 a.C. houve grandes acontecimentos que provavelmente deva ter contribuído para o arrependimento desta cidade, tais como; pragas; e em Junho de 763 a.C. fora observado um eclipse total do sol. Porém como já fora dito, não se sabe ao certo se foram estes acontecimentos, que prepararam os Nínivitas a se arrependerem verdadeiramente. O texto de Jonas 1.4-5 nos diz que os marinheiros desenvolveram a prática desta idolatria corrente naquela cidade, por clamarem aos seus deuses; como diz: “Mas o Senhor lançou sobre o mar um forte vento, e fez-se o mar uma grande tempestade... Então os marinheiros, cheios de medo, clamaram cada um ao seu deus, e lançavam ao mar a carga que estava no navio, para o aliviarem do peso dela. Jonas, porém havia descido ao porão, e se deitado; dormia profundamente”. 

6.4 A SITUAÇÃO MORAL

Nínive não só era uma cidade idólatra, mas também moralmente perversa. A tal ponto de ao retornarem de suas Guerras, apresentarem como troveis as cabeças humanas de seus algozes. (ELLISEN, 2005, P.303).
Era uma cidade altamente insensível e cruel. Seu povo desenvolvia um relacionamento promiscuo e imoral. Nesta cidade as muralhas construídas eram de quase 100 km de percurso que envolvia a cidade. Era também uma cidade que se preocupava com a segurança de seus moradores, pois na extensão de suas muralhas havia 50 torres de 60 metros de altura em todo este percurso, o que impossibilitava uma invasão de qualquer natureza de seus inimigos.

7. A VOCAÇÃO E DESOBEDIÊNCIA DO PROFETA

O profeta Jonas recebeu um grande privilégio, mas também uma grande responsabilidade de anunciar aos habitantes da grande cidade de Nínive, que “ainda quarenta dias e Nínive seria subvertida”. Porém inicialmente essa não foi à postura do profeta, de desenvolver cabalmente a ordem do Senhor. Ao invés de voluntariamente obedecer a Voz do Senhor e ir a Nínive, ele rebeldemente foge para Társis, agindo assim em desacordo com a ordem expressa do Senhor, o que levou a desencadear uma série de conseqüências em sua vida. E foi justamente essa desobediência que o levou a grandes apuros. É notório observarmos, que aos olhos humanos tudo parece que ia bem com essa decisão, pois afinal de contas ele encontrou um navio indo para outro destino, como também tinha dinheiro suficiente para pagar sua passagem, o que achou que poderia esta dentro da vontade do Senhor. Porém e bom considerarmos que podemos não está dentro da vontade do Senhor, mesmo que tenhamos inúmeras circunstâncias favoráveis a nosso favor. Devido sua rebeldia Jonas foi lançado pelos marinheiros ao mar e engolido pela providência do Senhor por um grande peixe. Este fato é um dos milagres contidos no livro do profeta, pelo qual alguns críticos desacreditam na veracidade do livro.

8. A ORAÇÃO E LIBERTAÇÃO DE JONAS

Após Jonas ter acordado e se dá conta de que o Senhor havia poupado sua vida, ele se arrependeu e clamou ao Senhor por socorro, reconhecendo sua desobediência. Em Jonas 2.1-2 diz: “Então Jonas do ventre do peixe orou ao Senhor, seu Deus, e disse: Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre do abismo gritei, e tu me ouviste a voz.”
É interessante vermos o comentário de WIERSBE a respeito da oração de Jonas.
“Sua oração nasceu da aflição e não da afeição. Ele clamou a Deus porque estava em perigo, não por se agradar do Senhor. Mas foi melhor que tivesse sido obrigado a orar do que se não tivesse orado.” (WIERSBE, 2008, V.IV, P.471).
Como já disse a autenticidade da historia deste livro tem sido desafiada por muitos críticos quanto aos milagres contidos no livro de Jonas. O de ter sido engolido por um peixe, e ter sido mantido vivo por três dias, é um deles. Para esses críticos céticos, seria praticamente impossível alguém permanecer vivo durante esse período. É lamentável que para algumas pessoas a Palavra do Senhor não seja suficiente, para que venham crê. Porém farei citação de uma história verídica, citada por um redator francês, para que de alguma forma venha clarear a mente incrédula desses incautos.

Review (out. 1927) cita dois incidentes, um em 1758 e outro em 1771, de um homem ser engolido por uma baleia, sendo depois vomitado com pequenas lesões.
Um dos incidentes mais notáveis é narrado por Francis Fox, Sixty-thee Years of Engineering (pags. 298-300), que explica que este incidente foi cuidadosamente investigado por dois cientistas (um dos quais era M. de Parville, redator científico de Journal des Debats em Paris). Em fevereiro, 1891, o baleeiro Star of the East estava perto Ilhas Falkland, e o vigia viu uma baleia grande a quatro km. De distância. Dois escaleres foram colocados na caçada, e dentre em breve um dos arpoadores conseguiu espetar a baleia. O segundo escaler também atacou a baleia, mas foi virado por um golpe de calda da baleia, e os tripulantes caíram no mar. Um foi afogado, mas o outro desapareceu sem sinal; seu nome era James Bartley. Depois de morta a baleia, a tripulação começou a trabalhar na remoção da gordura, com machado e pás. “Trabalharam o dia inteiro e durante parte da noite. No dia seguinte, fixaram os ganchos na barriga, levando-a para o convés. Os marinheiros foram surpreendidos por algo lá dentro que dava sinais espasmódicos de vida, e logo descobriram o marinheiro perdido encolhido e desmaiado. Foi colocado no convés, e deram um banho de água do mar, que logo o despertou. No fim da terceira semana, tinha se refeito completamente do susto, voltando aos seus deveres... Seu rosto, pescoço e suas mãos tinham sido alvejados até ficar um branco doentio, com aparência de pergaminho. Bartley afirma que provavelmente teria continuado a viver dentro da sua casa de carne até morrer de fome, porque seu desmaio foi causado por medo e não por falta de ar”. (ARCHER,1986,P.245).

9. O NOVO CHAMADO DE JONAS

Embora Jonas tivesse rejeitado o chamado de Deus para sua vida para ir par Nínive; assim então se demonstrando insensível o um povo que estava prestes a ser destruído; Deus mais uma vez chama-o para desempenhar o papel de arauto. Em Jonas 3.1 diz: “Veio à palavra do Senhor segunda vez a Jonas, dizendo: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive, e proclama contra ela a mensagem que te digo”.
Embora a desobediência de Jonas tivesse sido um motivo para desqualificá-lo diante de Deus, o Senhor o chama novamente. O Senhor Deus demonstra seus mesmos planos a Jonas, o comissionando novamente. (GAGLIARDI JR.1995).
Também Wiersbe dá sua contribuição quanto ao assunto.

Nas palavras de Geroge H.Morrison: “A vida de Cristã vitoriosa é uma série de recomeços. ”Quando caímos, o inimigo quer que acreditemos que nosso ministério chegou ao fim e que não há mais esperanças de recuperação, mas nosso Deus é o Deus das segundas chances. (WIERSBE, 2008, P.475)

10. O DESCONTENTAMENTO DE JONAS AO ARREPENDIMENTO DE NÍNIVE

Que maravilha Jonas estava saltando de alegria em vê Capital da Assíria, sendo poupada certo? Errado. Isso era tudo que Jonas não queria vê, pois ele havia presenciado as atrocidades que seu povo havia sido exposto. No capitulo 4.1-3 diz: “Com isso desgostou-se Jonas extremamente, e ficou irado. E orou ao Senhor e disse: Ah Senhor!... Peço-te, pois, ó Senhor, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver.”
Jonas ao invés de se mostrar feliz, mostra-se com rancor, pois sabia que se eles se arrependessem, Deus os perdoaria, o que não era o desejo de Jonas. Deus demonstra o seu amor não só pelo seu povo, mas também por um povo extremamente pagão, e que diversas vezes maltratava a menina do “olho”. Por isso Ele ordena que Jonas fosse a Nínive, pois lá havia muitas pessoas que não sabiam distinguir e bem e o mal.

Jonas ficou desconcertado por vê tão generalizados Sinais de arrependimento. Para sua imensa surpresa, sua missão foi um sucesso. E para desapontamento seu, a cidade não foi destruída; ela foi poupada, por haver Deus atendido misericordiosamente, às multidões arrependidas. (SCHULTZ, 2002. P.364).

Embora Jonas tivesse demonstrado tamanho descontentamento com a mensagem até Nínive, isso não foi suficiente para que os Nínivitas não viessem ao arrependimento. Como diz o texto de Jonas 3.5-10 que diz: “Os Nínivitas creram em Deus; e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor... Viu Deus o que fizeram como se converteram do seu mau caminho: e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhe faria, e não o fez.”
Assim também como os marinheiros fizeram quando estavam passando pelo sufoco da tempestade e se arrependeram, também os Nínivitas demonstraram arrependimento; afinal eles também não queriam morrer, como diz Jonas (JN.3.9 ; 1.6,14). (WIERSBE, 2008, P.477)

11.  CONCLUSÃO

O livro do profeta Jonas é uma rica e pomposa ilustração no antigo testamento, do Eterno e imensurável amor de Deus pelo mundo, conforme pode ser observado em João 3.16; 4.42. Com a história vivenciada por Jonas, podemos visivelmente entender que Deus não só Israel é objeto do amor de Deus, mas também as nações pagãs ao redor dele. Com esta história podemos também perceber a longaminidade de Deus em pacientemente tratar com a rebeldia de Jonas, dando-lhe uma segunda chance, para que ele entendesse que seu ministério de Arauto, deveria ser concluído cabalmente na grande capital do império assírio – Nínive.
Jonas assim então pôde compreender que o amor de Deus vai muito mais além de sua compreensão e vontade; e que esse amor também foi externado não apenas pelos habitantes de Nínive, mas também pelos animais que ali tinham.
Como filhos agraciados pela Graça do Pai, possamos viver esse amor demonstrado pelas almas que estão sucumbindo em nosso redor, dia a dia em uma sociedade cada vez mais idólatra e perversa. Sociedade essa, que só poderá ser modificada, quando despertarmos do sono da negligência, e desempenharmos a missão de arautos do Senhor.
“Como, porém, invocarão aquele em que não creram? e como crerão naquele de quem nada ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? e como pregarão se não forem enviados? Como está escrito: Quão formoso são os pés dos que anunciam cousas boas!” Romanos 10:14-15.


12.  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARCHER, JR.Gleason L. Merece Confiança o Antigo Testamento? 4ª Ed. São Paulo: Vida Nova, 1986. 
ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. São Paulo: Vida, 2005 
GAGLIARDI JR. Ângelo. Panorama do Velho Testamento. 2ª Ed. Niterói: Editora Vinde Comunicações, 1995. 
PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. 3ª São Paulo: I.B.R. 2001, Vol.III. 
RYRIE, Charles Caldwell. A Bíblia Anotada. São Paulo: Mundo Cristão, 1994. 
SCHULTZ, Samuel J. A História de Israel no Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2002. 
UNGER, Merrill Frederick. Manual Bíblico Unger. São Paulo: Vida Nova, 2006. 
WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. Santo André: Geográfica
Editora. 2008. Vol.IV.
Valber Bezerra

O dilúvio nos dias de Noé foi universal?


INTRODUÇÃO
Vários estudiosos e cientistasvários anos vem pesquisando a Terra para saber mais sobre as histórias mencionadas na Bíblia, pois eles não acreditam nos fatos que a mesma apresenta, mediante isso eles tentam procurar evidências novas para distorcê-la.
Neste contexto iremos analisar e nos deter em duas das teorias que eles apresentam em meio a tantas, observando as evidências que eles nos trazem e as evidências que a Bíblia nos traz, para que desse modo possamos confirmar o que sabemos, que a Bíblia não mente.
1 –    Teorias acerca do dilúvio
Muitos estudiosos tentam distorcer a Palavra de Deus, procurando sempre coisas novas para desviar a atenção dos crentes, mas isso, não é novidade para nós, pois, a própria Palavra de Deus nos confirma esse acontecimento: “nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para própria destruição deles” (II Pedro 3:16 b). Dentre tantos assuntos que eles escolheram na Bíblia para distorcerem podemos nos direcionar a um exclusivamente, o dilúvio.
Sabemos que estudiosos e cientistas procuram várias maneiras para explicá-lo, eles ficam se perguntando como teria ocorrido esse evento. Temos um exemplo de um professor, chamado Fessenden, da universidade de Pettsburg, numa obra publicada em 1.923, onde, depois de exaustivos estudos, chegou a seguinte conclusão:
“O Mar Negro, até 200 anos A.C., estava unido ao Ural, e este e o Cáspio estavam unidos num mar. Acredita ainda que as águas destes mares teriam formado um oceano que iria do Cáucaso a Mongólia, numa extensão de mais de mil e oitocentos milhas. Tudo somado, junto com as águas do Golfo Pérsico, poderíamos então concluir que a Mesopotâmia, onde estava a raça humana, se encontrava entre grandes mares, e que Deus os teria feito transbordar ou, como diz o texto sagrado, “romperam se as fontes do grande abismo, e as comportas do céu se abriram (Gên. 7:11).” (MESQUITA, 2001, P. 41
Podemos perceber ao longo do tempo quantas teorias foram criadas para esclarecer certos aspectos desse episódio. Mas há duas que são mais defendidas por esses homens.
1.1–     Local
Essa teoria é defendida por aqueles que acreditam que a inundação foi ocasionada em um único lugar. Essa posição foi proposta por um homem chamado John Pye Smith em 1839, onde ele diz que:
“O Dilúvio não passara de uma inundação local no Vale da Mesopotâmia, possivelmente causada por um grande transbordamento do Eufrates ou de um outro rio qualquer do Oriente Médio” (MESQUITA, 2001,P.47).
Para ele, aceitar uma possível inundação universal seria como pressupor um grandioso milagre, e nisso ele não acreditava.
Mesmo que no tempo de Smith as ciências ainda não eram tão desenvolvidas como em nosso tempo para provarem realmente se o dilúvio foi local, ainda assim, essa teoria conquistou várias pessoas e teve uma grande aceitação.
Através de estudos podemos perceber que essa teoria teve uma repercussão popular no final do século XIX, sendo defendida por alguns estudiosos modernos, através de algumas escavações feitas por volta de 1930 em alguns lugares como Ur e Iraque. Hoje alguns deles observam que a quantidade de água que teria que cobrir o maior monte do planeta, o monte Everest, seria muito maior do que há atualmente na terra. Eles também alegam que passagens da Bíblia como, Gênesis 6:9 e Colossenses 1:6 só era para a parte do mundo que Noé e Paulo estavam, pois, eles não faziam idéia da verdadeira extensão da terra.
1.2–     Universal.
Essa teoria defende uma inundação global, sem deixar qualquer pedacinho do planeta de fora, desde um continente a outro. Os que concordam com essa teoria se baseia em alguns versículos da Palavra de Deus, como em Gênesis 7:11, onde o versículo mostra o rompimento de todas as fontes do grande abismo, em que as janelas dos céus se abriram. Eles declaram que: 1º) Houve muitas modificações na terra depois do dilúvio universal, como por exemplo, a mudança do clima, causando assim a extinção de alguns animais, como os dinossauros, a divisão dos pólos, etc. 2º) Se o dilúvio foi somente localizado, porque Deus instruiu Noé para fazer uma arca ao invés de simplesmente o instruir a sair do lugar onde estava e levar os animais, junto com sua família a um lugar onde não aconteceria a inundação? 3º) Se realmente houve a inundação local, a arca teria que ter ido em direção ao sul (Golfo Pérsico) e não ao norte, pois é provável que as águas nessa região fluem para o sul. E em relação às montanhas, é interessante o que eles observam, pois vêem o que a Bíblia mostra, onde os montes foram cobertos pelas águas, diante disso o Físico George Mulfinger Jr. nos diz : que a água procura sempre o seu próprio nível, teria sido impossível que a inundação se confinasse a um local apenas” (BALSIGER E SELLIER, 1976, P.49).
È interessante observarmos se realmenteexistência de provas que nos mostram, como cristãos, se realmente essa teoria é a que devemos defender também.
2 –    Provas de uma Inundação Universal
Se observarmos atentamente iremos ver que há mais provas em apoio de um dilúvio universal do que em outras teorias que os estudiosos e cientistas querem acreditar. Por isso iremos ver algumas das provas tanto científicas quanto bíblicas a respeito dessa teoria universal:
2.1–  Prova Científica
È de imensa importância avaliarmos algumas provas cientificas a respeito desse dilúvio universal, para conhecermos a base que os cientistas que crêem nessa teoria têm para afirmar nesse acontecimento.
2.1.1– Fósseis
Os geólogos nos trazem várias evidências dessa inundação através dos depósitos sedimentares espalhados por todo o mundo, onde alguns deles afirmam que o mais profundo desses depósitos está na Índia, com 18 metros de profundidade. Eles ainda hoje encontram em diferentes lugares do mundo, resto de variados tipos de animais, plantas e alguns objetos fabricados pelos homens antigos. Eles observando o estado dos animais, mais especificamente, dos peixes encontrados nas rochas, afirmam que eles morreram subitamente, pois os peixes não são tão fáceis de serem soterrados. A respeito desse assunto há um geólogo chamado Immanuel Velikovsky que faz a seguinte afirmação:
Quando um peixe morre, o corpo flutua na superfície ou afunda. È rapidamente devorado, no máximo numa questão de horas, por outros peixes. Contudo, os fósseis de peixes encontrados em rochas sedimentares frequentemente estão muito bem preservados, inclusive com todos os ossos intactos. Cardumes inteiros de peixes, em extensas áreas, atingindo bilhões de espécimes, são encontrados num estado de agonia, mas sem qualquer marca de ataque de animais necrófagos”. (BALSIGER e SELLIER, 1976, P.50
2.1.2– Tesouro nas rochas
Outra descoberta interessante dos geólogos é a de objetos que também foram encontrados em rochas. Um desses foi uma tigela encontrada em Massachusetts, Estados Unidos, em 1851. Essa tigela era de metal, tendo forma de um sino e media 12 centímetros de altura e nas laterais dela estava desenhado um buquê de flores, para os geólogos era um trabalho de um artista (BALSIGER e SELLIER, 1976, P.53). Podemos observar na Bíblia em Gênesis 4 um homem chamado Tubalcaim que ensinava todos os artistas de ferro e bronze, podendo ser incluído também ouro e prata. Mas tudo isso ainda é um mistério que nem a ciência por mais sábia que seja conseguiu desvendar.
Eles mostram outros fósseis encontrados também nos Estados Unidos e em outros lugares, como: um bloco grande de mármore que quando foram cortá-lo em pedaços encontraram alguns caracteres parecendo letras antigas, um fio de ouro encontrado cravado numa pedra na Inglaterra, e uma boneca feminina feita com uma mistura de argila e areia grossa, por M.A. Kurtz em 1889 (BALSIGER e SELLIER, 1976, P.54). Essa boneca encontrada por Kurtz foi um atrativo para o mundo dos cientistas, recebendo o nome de “Imagem de Nampa”. Por essa boneca ter sido encontrada a 90 metros de profundidade abaixo da superfície do mar, os cientistas colocam duas hipóteses, uma é que a pessoa criadora dessa boneca viveu na superfície onde foi achada a mesma, ou, a boneca foi arremessada pelo dilúvio. É interessante observar os esforços e a grande procura que os cientistas fazem para descobrir mais e mais coisas sobre o dilúvio.
2.1.3– Outras provas
Alguns geólogos e arqueólogos andam por toda parte do mundo procurando mais e mais evidências a respeito de um dilúvio universal. E numa dessas viagens foram encontrados restos de outros animais do que vimos como, por exemplo, de mamute e bisão, em áreas que agora são cobertas de gelo. Eles foram encontrados de uma forma que dá a entender que foram pegos de surpresa por uma inesperada catástrofe geológica. A respeito desse assunto, o arqueólogo F.C. Hibben escreveu queevidências de que foi um acontecimento atmosférico perturbador, sendo de uma violência sem igual, onde animais pesando várias toneladas foram torturados, modificados e espalhados por várias partes do mundo como se fossem papéis, fáceis de serem arremessados para qualquer lugar.
Tambémvários relatos de aviadores, indicando a presença de um grande barco na região de Ararate, onde pousou a Arca de Noé (Gn. 8:4). em 1954, o explorador norte-americano John Liibi reportou que, na sua expedição a um dos montes de Ararate, entre a Rússia e a Turquia, ficou a menos de 60 metros da arca. Aliás, em 1917, um piloto russo, ao sobrevoar a região, confirmara a presença de uma descomunal embarcação, exactamente onde John Liibi chegaria algumas décadas depois (ANDRADE, 2007).
2.2 - Prova Bíblica
2.2.1–  Velho Testamento
Alguns descrentes dessa teoria, do dilúvio universal, acreditam que não havia água suficiente para ocorrer uma inundação universal, eles não acreditam que o dilúvio não foi causado pela quantidade de água existente no céu antes do mesmo acontecer, e sim, que houve alguns maremotos e tsunamis que causou a existência da chuva em quarenta dias e quarenta noites. De acordo com esses argumentos e outros que vieram a aparecer os estudiosos e cientistas que acreditam na Bíblia relatam várias evidências bíblicas para colocar abaixar qualquer dúvida acerca do dilúvio universal.
2.2.1.1–         Gênesis 1:7
O início do livro de Gênesis fala sobre a criação, desde o primeiro dia onde foi criada a luz e as trevas, até o sexto dia, onde foram criados os animais terrestres e o homem. Entre esses versículos a um que tem tudo a ver com a possibilidade de ter tido água suficiente no céu para ocorrer uma inundação universal, no versículo sete podemos ver Deus criando uma enorme camada de água acima da terra, dando condições de climas parecidos com o interior de uma estufa, e é por esse motivo que as pessoas demoravam envelhecer. Antes do dessas águas serem usadas por Deus para ocasionar o dilúvio, a terra era regada com orvalho. Os cientistas chamam essa queda de água de período glacial do planeta, onde na verdade, foi uma inundação global acompanhada de um resfriamento da terra. (ANDRADE, 2007)
2.2.1.2–         Jó
A história do dilúvio não se encontra só no livro de Gênesis, pode ser comprovada também no livro de Jó. No capítulo vinte e dois mostra um discurso de Elifaz feito a Jó, onde ele fala da justiça de Deus, e no versículo dezesseis exatamente, ele relata sobre o dilúvio, descrevendo o julgamento de Deus no tempo de Noé e o acontecimento histórico, onde os homens iníquos foram arrastados por uma torrente de água. Aqui pode-se confirmar que o dilúvio universal foi um acontecimento real e destrutivo, pois de geração em geração foi notificado esse fato histórico.
2.2.1.3–         Salmos 29:10
Davi escrevendo o livro de Salmos menciona também a respeito do dilúvio, como sendo o resultado da soberania de Deus. Ele fala que Deus presidiu o dilúvio e como Rei Ele presidirá para sempre.
2.2.1.4–         Isaías 30:30
Isaías nesse capítulo mostra a advertência que Deus faz aos rebeldes. E uma das tragédias que ele descreve nesse livro dentre várias tragédias que aconteceu com os ímpios que de maneira alguma queria saber de Deus, o dilúvio está claramente exposto aqui, em forma de chuvas torrenciais.
2.2.2–  Novo Testamento
Não é só no Velho Testamento que se encontra provas de um dilúvio universal, no Novo Testamento também é encontrado testemunhos de que houve realmente uma inundação global.
2.2.2.1–         Mateus 24: 38 e 39
Nesses versículos que foram expressos em forma de sermão pelo próprio Senhor Jesus, quando estava sentado no monte das Oliveiras falando para os seus discípulos, mostra claramente um dilúvio universal, pois o versículo trinta e nove diz que o dilúvio levou a todos. Jesus estava exortando aos seus discípulos a respeito de Sua vinda, Ele estava explicando que assim como as pessoas do tempo de Noé não queriam ouvi-lo e repentinamente foram pegos pelas águas do dilúvio, assim também acontecera na vinda de Cristo, muitos serão pegos de surpresa, e como o dilúvio, será tarde demais.
2.2.2.2–         II Pedro. 2:5
Nesse versículo Pedro menciona o dilúvio ao falar da grandeza da justiça de Deus. Dando ênfase ao que foi feito a Noé, pois Deus guardou a sua vida e a de seus familiares (esposa, filhos e noras) por ser um homem justo e temente a Deus. Noé ainda tentou alertar as pessoas ímpias daquele tempo, mas elas não o escutaram, preferindo continuar nas práticas do pecado. È interessante ver a semelhança do dilúvio com a vinda de Cristo, hoje as pessoas se recusam à aceita-lo como Salvador de suas vidas, preferindo continuar fazendo o que não agrada a Deus, mas devemos estar em oração para que o Espírito Santo convença essas pessoas que ouviram falar de Cristo.
Conclusão
Diante de tudo o que está exposto no contexto aqui apresentado, podemos ter convicção com base em provas bíblicas e cientificas que existe um Deus Criador e que existiu um dilúvio universal. Podendo percebermos também que as descobertas não param por , pois, as mesmas recentemente estão provando que estamos vivendo nos dias finais que antecedem a Vinda de Cristo, pelas coisas descritas na Bíblia que iria acontecer, sendo que algumas estamos podendo presenciar. Desafiando-nos a andarmos sempre almejando a vinda de Cristo no temor do Senhor.
Referências Bibliográficas
_________,  O dilúvio de Noé foi global ou local?, pg. web. www.gotquestions.org/ Portugues/diluvio-Noe-global.html acessado em 08/11/07
ANDRADE,Claudionor Corrêa de, A historicidade do dilúvio, pg. web. www.portalevangelico.pt/noticia.asp?id=3359 acessado em 08/11/07
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Rosemeire Maria da Silva Gouveia