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11 novembro 2012

Bill Ichter


 Bill e Jerry Carton Ichter (casados em 1949) apresentaram-se à Junta de Richmond em 1956. Foi o 1º primeiro missionário de música ao Brasil, e segundo no mundo. Bil Ichter, nosso pioneiro na música é casado com Jerry Catron Ichter desde 1949. Têm quatro filhos, Alana, Alan, Carlos e Nelson e estes dois últimos nasceram no Rio. Aliás, Bill Icther tem dois filhos nascidos no Brasil, duas noras brasileiras, três netos nascidos também no Brasil. Tem neto nascido na Korea; uma neta nascida na Alemanha; uma bisneta nascida na Itália, e uma bisneta nascida em Kenya. Isto é fantástico. É assim uma vida nas mãos do Senhor, onde a pátria é o mundo.
  A minha vontade é narrar toda a saga desta família após Bill e Jerry. É linda a história. Impressionante como quase todos os netos estão envolvidos com missões em diversas partes do mundo. Os frutos de amor e compaixão desta linda família estão espalhados por três gerações.
  Converte-se em 1943, quando fazia o Curso de Pré-Medicina na Faculdade, foi para a Guerra (Segunda Guerra Mundial) onde foi condecorado. Ao voltar da guerra muda o seu foco e fez o curso de Bacharel em Artes, com especialização em Música, na Universidade Batista de Louisiana onde, em 1985, foi eleito “O Ex-Aluno de Destaque”. O Mestrado em Música Sacra foi no Seminário Teológico Batista de Nova Orleans, em 1955. Estudou Regência com John Finley Williamson e Fred Waring e Isaac Karabchevsky, além de estudar música folclórica com Rossini Tavares Lima e música concreta com Diego Pacheco.
  No Brasil, ele deu aulas de música no Seminário do Sul/STBSB, para os alunos de Teologia. Ainda não existia o Curso de Música Sacra. Sobre este tempo Bill Ichter diz: – “Gostei das minhas aulas porque TODOS os alunos foram obrigados a estudar, e assim pude deixar sugestões para os futuros pastores. Organizou e dirigiu o Departamento de Música da Junta de Escolas Dominicais e Mocidade, que hoje depois seria a Superintendência de Música da JUERP.
  Durante anos tivemos e usufruímos de muitas dezenas de partituras e livros e coleções que saíram das mãos deste valoroso missionário, como cantatas, oratórios, antemas corais, arranjo para vozes femininas e masculinas e músicas avulsas. Os livros textos tinham como foco Hinologia, melhor ensino e canto congregacional tais como os quatro volumes de Se os hinos falassem o livro Vultos da música evangélica no Brasil da sua autoria, além de outros tais como A música e seu uso na Igreja que é uma compilação com vários autores. Bill pensou em todas as áreas musicais que nosso país precisava. Estas obras podem ser encontradas em várias bibliotecas e igrejas mais organizadas, que possuem um acervo bem arrumado. Esta semana mesmo um amigo tradutor e ministro de música precisava de uma fonte histórica para um hino e estava lá, em uma coleção editada e publicada pelo Bill Ichter, do ano de 1961.
  Se você encontrar alguns destes nomes: Nelson Mariante, Severino Parente, Jana Oliveira, Jason Oliveira, Carlos Leite, Alana Silva, Nala Silva, Jeremias Oliveira, Ronaldo Oliveira não precisa pesquisar muito longe. Todos estes são pseudônimos que ele usava. Não queria que seu nome aparecesse muito. Era uma época difícil, pois não tínhamos tantos compositores como hoje. Também uma justificativa do Bill era que ficava melhor aparecer um nome mais brasileiro, inclusive porque seus hinos eram muito usados em campanhas missionárias.
  No O Jornal Batista, escreveu durante 10 anos uma coluna chamada Canto musical. Não tínhamos ainda uma revista especializada como temos hoje – Louvor – e muitos músicos recortavam aquelas colunas, catalogavam e guardavam como preciosidade. Nestes tempos difíceis ainda bem que tínhamos o Bill Ichter, que sozinho saía pelas igrejas promovendo Clínicas de música, ensinando em várias áreas musicais e regendo grandes coros nas Cruzadas evangelísticas que tínhamos pelo Brasil e mais precisamente Maracanã e Maracanãzinho.
  Como foi dito acima, e sempre no Rio, foi professor de música no Seminário do Sul, IBER e no antigo Curso de Obreiras no Colégio Batista, além de dirigir a música da CBC – Convenção Batista Carioca.
  Edith Mulholland,, no livro Notas Históricas do HCC diz: “Na área de música Bill recebeu o “Prêmio Arthur Lakschevitz” em 1988, oferecido pela Associação dos Músicos Batistas do Brasil; o “Hines Sims Award” em 1980, pela Associação dos Músicos Batistas da Convenção Batista do Sul (EUA); e em 1990, o “Distinguished Service Award” oferecido pela Escola de Música do Seminário Teológico do Sudoeste de Fort Worth, Estado de Texas”.
  No livro citado acima podemos encontrar muitos dados interessantes sobre sua atuação nos arranjos e revisão das fontes do CC(cantor crsitão). Veja no livro as notas sobre os hinos: 526 e 603. Diz ainda a profª. Edith: “Bill foi chamado por Nilson Dimárzio, diretor de O Jornal Batista, de “grande missionário” por “sua espiritualidade e consagração, sua maneira de ser, sua conduta cristã, e pelo seu relacionamento com os nacionais”.
  Por tantos serviços prestados ao Rio recebeu em 1984 a medalha “Cidadão Honorário do Estado do Rio, além de medalhas militares. Interessante é que a vida do Bill Ichter sempre esteve ligada á música, mas quando pr. Waldemiro Tymchak, então secretário executivo o convida para ser seu grande ajudador e apoiador, lembro que até eu mesma não entendi. Sim, o que ele vai fazer em Missões Mundias? Vai abandonar a música? Ficou lá por dez anos, os seus últimos anos no Brasil, trabalhando na Junta como redator da revista O campo é o mundo e coordenando o trabalho pela Ásia, África e América do Norte. É assim o Bill. Deus o convoca, ele vai.
  Gostaria muito que todos os que chegam agora e estão batalhando pela boa música e seu melhor uso pudessem ler isto e entender que tudo que fazemos hoje, espalhados por este país, é fruto de quem veio antes e nos deixou um legado, que aprendemos com nossos professores, que aprenderam com estes pioneiros. O que será que vamos deixar para as futuras gerações?

NOTA: o texto acima foi transcrito do blog de Westh Ney, a qual contatou Bill Ichter recentemente e, no dia 10 de junho de 2009,  publicou a conversa que teve com ele, além de outras anotações, que segue a transcrição (no blog a parte seguinte vem antes da parte superior):

  Este ano William Harold Ichter completa 60 anos de ministério dedicado á Cristo. Bill Ichter é um brasileiro. A sua certidão de nascimento diz que nasceu em 11/12/1925, nos EUA, mas para todos nós – acho que até para ele – a história parece outra. Aliás, ele sempre foi conhecido como o mais brasileiro de todos os missionários. Torce até pelo Vasco de camiseta e tudo e ia aos jogos no Maracanã.
  Dia 09/10/08 perguntei-lhe por e-mail, o que trazia mais saudade ao seu coração de todas as suas realizações e criações aqui no Brasil. Respondeu assim: – De tudo que Deus permitiu que fizesse e realizasse durante os meus 35 anos no Brasil, eu sinto mais a falta dos brasileiros, a sua camaradagem, o seu calor humano, as suas amizades. É a resposta que dou para todos que por aqui perguntam.
  Em agosto de 1990, ele e sua esposa, a doce irmã Jerry (tradução do hino 185 HCC) saíram do Brasil – se aposentaram em junho do mesmo ano, voltando para a outra América, pois o serviço missionário tinha terminado por aqui. Lá durante oito (8) meses serviram como “Missionários locais”, no Centro de Treinamento Missionário da Junta de Richmond, a mesma que o sustentou no Brasil – convivendo com missionários recém nomeados.
  Também por nove anos foi Ministro para pessoas de Terceira Idade, na PIB de Minden, Louisiana, uma igreja vibrante com mais de 2.000 membros, onde 500 estão com mais de 55 anos. Dirigiu o Coro deste grupo e com o mesmo viajou, cantou em diversas reuniões levando também um conjunto de sinos e um pequeno conjunto de Dulcimers.
  Leiam a narração dele sobre este ministério: “ No inicio do meu ministerio na igreja em Minden, comecei a telefonar para todos da terceira Idade, no dia do seu aniversario. Para os homens, somente uma palavra, mas para as mulheres, cantava “Parabéns pra você,” em português. Mesmo aposentado da igreja agora, continuo esta pratica porque temos muitas senhoras viúvas, que moram sozinhas e aguardam ansiosamente este cântico”.
  Atualmente serve a Deus como diácono, canta em dois coros e dirige a musica congregacional, quando convidado. Esta igreja, onde ele congrega tem uma Casa para missionários em férias que leva seu nome: ICHTER HOUSE, em uma bonita placa de bronze.
  É capelão do Hospital local, onde visita todos os dias. Em cinco deste dias semanais, chega as 6h30 da manha para orar com as pessoas que se submeterão a cirurgias.
  Pedi-lhe que deixasse para nós uma palavra, vejam o que respondeu: 1. Mantenha-se firme na Fé. 2. Procure ter um bom relacionamento com o pastor com quem você trabalha. Não se esqueça que ele é o líder espiritual da igreja. 3. Não esqueça que o ministério da musica deve tentar ser significativo para todas as idades. 4. De uma maneira ou outra, procure dar mais ênfase na mensagem da música. A mensagem é de suma importância e a música, o instrumento que Deus usa para comunicar a mensagem. 5. Seja “adaptável.” Vivemos num mundo de mudanças, mas no seu desejo de adaptar, não comprometa os seus ideais. Os americanos têm uma expressão, “Quando joga fora a água do banho, não jogue fora o nenén”.

Fonte: http://blogdawesth.blogspot.com/2009/06/2-nossos-musicos-bill-ichter.html

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