O pastor Ricardo Pitrowsky viveu 74 anos. Nasceu em 10 de janeiro de 1891, no lugar chamado Linha Formosa, Santa Cruz, hoje Santa Cruz do Sul, Estado do Rio Grande do Sul. E morreu em de 16 janeiro de 1965 no Rio de Janeiro, onde desenvolveu seu pastorado. Nasceu na roça, numa colônia de imigrantes europeus, no Rio Grande do Sul, onde passou a trabalhar desde tenra idade. Segundo ele mesmo registrou a própria vida que teve nesse lugar e as orações de sua mãe foram fatores decisivos para atender à chamada para o Ministério do Senhor. Em 1911, partiu para o Rio de Janeiro a fim de estudar no Colégio e Seminário Batista do Rio de Janeiro. Ali conheceu aquela que foi mais tarde sua companheira por 47 anos e mãe de seus 5 filhos, Eugenia Thomas (depois Eugenia Pitrowsky – EP), sua fiel adjutora. Ela foi, portanto, partícipe das vitórias do seu companheiro e da herança traduzida em bens espirituais e morais.
Logo depois de sua formatura no Seminário, RP aceitou o convite, para pastorear a Igreja Batista do Rio Salsa, onde foi consagrado ao Ministério da Palavra, ainda solteiro, em 25.02.1917. Em 06.02.1918, retornou ao Rio de Janeiro para pastorear a Igreja Batista do Engenho de Dentro, casando-se em 18.06.1918. Dedicou-se a esse pastorado até sua aposentadoria em 23.09.1956. Por quase quatro décadas RP dirigiu o Instituto Evangélico de Cegos, no Rio de Janeiro. Foi também escritor; músico autodidata e hinologista. Além disso, era fotógrafo amador e excelente artesão. Ele conhecia bem os idiomas português, inglês e alemão. Quando solicitado, era um mediador nas causas de viajantes alemães e outros, em trânsito pelo Rio de Janeiro. Viajava bastante a serviço da Causa.
Dois instrumentos de trabalho marcam, simbolicamente, a vida e obra de RP: o arado e o cajado. São simples, mas requerem de quem os maneja, a sabedoria, o amor; a paciência, o esforço, a fé, a persistência, a esperança, o cuidado e muita energia. O arado cava, remove e mistura a terra que, preparada, acolhe a semente que vai brotar. O cajado serve de guia para o rebanho; corrige a ovelha descuidada ou teimosa; salva do abismo o cordeiro caído e ferido ou amima a ovelhinha que brinca.
Fonte: o escrito é enxertos de “Do Arado ao Cajado”, que pode ser encontrado no sítio eletrônico da PIB do Rio de janeiro, endereço http://www.pibrj.org.br/historia/arquivos/DoAradoaoCajado1.pdf, trabalho que relata a biografia do pastor.
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